Gosto de escrever e tinha o hábito de o fazer para os jornais mais diversos. Vim viver para as Caldas da Rainha em 1989 e dois ou três anos depois iniciei uma prática, mais ou menos semestral, de escrever para o jornal local com mais audiência - A Gazeta das Caldas -. Foi assim até 2004, altura em que iniciei o "correntes".
Devo confessar que os directores desse jornal sempre foram muito pacientes e publicaram diversos textos com um número bem razoável de caracteres. E foi precisamente pelo último motivo - a arrumação dos textos subordinada ao número de caracteres -, que comecei a espaçar ainda mais esse meu devaneio; o derradeiro texto que a Gazeta fez o favor de publicar foi em Março de 2008, num dos auges da luta dos professores, chamou-se "escolas sem oxigénio" e pode lê-lo aqui.
Daí para cá, só mesmo nos momentos mais mediatizados da ocupação do agrupamento de Santo Onofre por parte do ME é que aceitei responder às questões que os jornalistas dos jornais locais me colocaram.
A situação actual de Santo Onofre (e refiro-me à escola sede que conheço bem) é desgraçada como se previa e comprova. Encarregados de Educação, alunos e ex-alunos, professores e ex-professores, funcionários e pessoas da comunidade interessadas na vida daquela escola, dizem-me o mesmo: "a escola está de rastos e só não sai de lá quem não o pode fazer". Invariavelmente, as pessoas mais diversas - e dos mais variados pontos do país - e que se interessam pela defesa do poder democrático das escolas perguntam-me:"e Santo Onofre? Como vai?"
Pedem-me para escrever sobre o assunto para o jornal local. Não o fiz nem o vou fazer nos tempos mais próximos. Os motivos dessa contenção são muito simples: não quero contribuir para agravar o êxodo que se está a verificar e que fiz referência. Fico-me pelo blogue e este post inicia uma nova rubrica que terá as entradas, e o conteúdo, que os meus critérios entenderem.
ResponderEliminarbjos
Paulo
Nunca pensei ver tanta irresponsabilidade ao mesmo tempo. Credo!!!
ResponderEliminarA escola está à deriva...
ResponderEliminarQuerem tratar da vidinha e nada mais...
Força aí, companheiro :)
ResponderEliminarE a DRELVT não vê o que se passa?
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ResponderEliminarHoje a escola esteve fechado e não fomos avisados. Telefonei e disseram-me que não restou tempo para umas limpezas. Já telefonei para a Direcção Regional e não sabem de nada. Sabe, professor Paulo, é uma vergonha. Sabe explicar-me o que aconteceu?
Viva a todos.
ResponderEliminarMiguel: o amarelo e roxo será a decisão final? Ou o verde?
Coisas sérias.
Cara encarregada de educação.
Tb não sabia que a escola fechada, As minhas aulas começavam às 10h30. Quando cheguei à escola disseram-me que não havia aulas. Fui ver se havia alguma circular com as justificações e não encontrei qualquer esclarecimento. Todavia, disseram-me que estavam umas limpezas por fazer. Penso que amanhã a escola reabre, mas não tenho a certeza.
Os melhores cumprimentos.
É mais uma escola sem oxigénio. Ei Paulo, não é nenhuma surpresa. Uma cambada de oportunistas e interesseiros. Este país está a saque.
ResponderEliminarPelo que me contam de Santo Onofre... tipo nem querem saber.
ResponderEliminarPortugal no seu melhor. Em poucos anos destruíram um trabalho exemplar. Agora é a vez da malta dos tachos.
ResponderEliminarÓ Sto. Onofre, quem te viu e quem te vê!
ResponderEliminar"No permitas que los oportunistas sigan distorcionado lo bello..."
ResponderEliminarBandalheira.
ResponderEliminarEu vi um povo a lutar... para isto!
ResponderEliminarAquela gente dá vómitos !!!!!
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ResponderEliminarAinda me lembro da luta que tiveste e de como conseguiste que Santo Onofre fosse a última escola a entrar em Agrupamento. Porque o descalabro começou com essa fantochada- os agrupamentos. Depois veio a escola a tempo inteiro, a avaliação e finalmente este modelo de gestão em relação ao qual toda a gente sabe a minha opinião - sou democrata.
Gostava de contabilizar o nº de circulares, decretos, decretos-lei, fruto da diarreia legislativa que todos conhecemos e que aos poucos tem destruído a escola pública deste país, que em tempos viveu em democracia.
Concordo.
ResponderEliminarsurpresa? NENHUMA...
ResponderEliminaro país devia "fechar para obras" e "desratizar" as ratazanas loucas, goooordas e nojentas!
abraço
Sopram ventos adversos.
ResponderEliminarA sério? As aulas não se reiniciam na data prevista? A comunidade educativa não foi avisada? Os ex-membros do CGT (conselho geral transitório) não andam com as orelhas vermelhas? - a sua “sem-vergonhice militante” impede-os de andar com a cara verde, da dita.
ResponderEliminarTenho esperança que a limpeza seja a nível directivo… tipo auto-saneamento
Sérgio
O Charlatão
ResponderEliminarNuma rua de má fama
faz negócio um chalatão
vende perfumes de lama
anéis d'ouro a um tostão
enriquece o charlatão
No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f'rido
e outro em França anda perdido
É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra
Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga
No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome
(É entrar,...)
Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas
Pr'á rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca d'alguns patacos
(É entrar,...)
Entre a rua e o país
vai o passo dum anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão
(É entrar,...)
É entrar, senhorias
É entrar, senhorias
É entrar, senho...
José Mário Branco
Vivemos numa país à venda.
ResponderEliminarMudei o meu filho de escola no início deste ano lectivo. Digo a quem me pergunta para fazer o mesmo. Não concordo com o professor Paulo. A população caldense deve ser esclarecida. Gotava que escrevesse como era seu hábito. Desculpe, mas não podia dizer outra coisa.
ResponderEliminarSanto Onofre, quem te viu e quem te vê.
ResponderEliminarQuando a bandidagem assalta o remédio é uma vassourada.
ResponderEliminarZé essa tem direito de autor, escolhe outra frase, por exemplo: "quem te vê e quem te viu", valeu?
ResponderEliminarabraço e boa ginja.
Não tenho vontade de rir, não tenho vontade de brincar, nem tenho vontade de entrar, os meus olhos estão postos no chão...
ResponderEliminarAo que essa escola chegou. Meia-dúzia de oportunistas...
ResponderEliminarNão só bateu no fundo como passa uma má imagem para a comunidade.
ResponderEliminarQue vergonha!
ResponderEliminarSó circulares, para tudo circulares..............mudanças físicas, etc............
Mas............... a escola faz-se com os professores, alunos, encarregados de educação e assistentes técnicos operacionais.....................
Está mal............uma desgraça.....
"As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu."
Não merecia ser tão mal tratado
ResponderEliminarcada um tem aquilo que merece
ResponderEliminarMas tão mal assim é demais
ResponderEliminarNão se chateie muito. Cá em cima trato-lhes da saúde.
ResponderEliminarViva Isabel.
ResponderEliminarOra aí está uma matéria nuclear que é desprezada por quem se deveria interessar por estes assuntos e que é aceite passivamente pelos que constatam todos os dias que esta forma de amontoar administrativamente as escola é negativa. É espantoso como nada acontece e como a escola pública se vai degradando.
Mas mais: o pior é que há alternativas, não só mais eficientes como menos dispendiosas.
E seu eu denunciei isso a tempo tu não deixaste de acompanhar essa tomada de posição.
Bj
Não vos preocupeis irmãos que irá ser concedida uma Amnistia Papal.
ResponderEliminarNem eu era capaz de tanta maldade
ResponderEliminarNem eu era capaz de tanta maldade
ResponderEliminarCrux sancta sit mihi lux / Non draco sit mihi dux
ResponderEliminarVade retro satana / Nunquam suade mihi vana
Sunt mala quae libas / Ipse venena b ibas
Eu só queria espalhar o bem
ResponderEliminarViva, boa noite.
ResponderEliminarRespeito a sua opinião mas vou manter a minha decisão. Já dei as explicações que considero mais do que razoáveis.
Obrigado.
Bem me quer, mal me quer... mal nos querem.
ResponderEliminara
ResponderEliminarBolas, agora estou a ficar deveras chateada.
ResponderEliminarSerá que ainda ninguém percebeu que é mesmo assim que as coisas devem funcionar.
A DREL está-se nas tintas para todo e qualquer mau serviço que esta (e outras) escola preste.
É necessário sim, que as escolas estejam entregues a quem diga sempre ámen à DREL. Aliás foi a DREL que os lá colocou.
Um mau serviço por parte da escola pública é o expectável, ou como se justificaria daqui a algum tempo (breve) a necessidade de privatizar para poder melhorar. Será que são louros?