Veja o vídeo. Se no meio desta balbúrdia houver alguém que faz questão que a sua avaliação seja considerada, só lhe posso dizer o seguinte: se nesta carreira a deontologia fizesse escola não havia lugar para si. Uma coisa são os contratados que vacilaram ou vacilam porque vivem uma situação precária: tem de se compreender; outra, bem diferente, é alguém querer aproveitar-se e beneficiar num sistema com estas injustiças e com esta total falta de rigor: não se consegue compreender. Repito uma pergunta (o vídeo não tem um frase sobre o assunto): o que é que a Fenprof assinou sobre este assunto no acordo?
E lá vão os contratados para a porta do ME, ou para as entradas dos MEzinhos, pedir clemência.
Mas veja.
Comissão Parlamentar de Educação sensibilizada para injustiças provocadas pela consideração da avaliação nos concursos
ResponderEliminarA FENPROF saiu confiante da reunião hoje realizada com a Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, considerando que o consenso verificado entre os todos os grupos parlamentares presentes – CDS-PP, PSD, PS, PCP, BE – constituirá um contributo importantíssimo para evitar situações de grande e grave injustiça que seriam criadas caso a avaliação de desempenho dos professores seja considerada como factor de graduação profissional no âmbito dos concursos que decorrem.
A FENPROF deu exemplos de situações que estariam na base das injustiças para que alertou. Desde logo o facto de muitos candidatos aos concursos não terem sido avaliados apesar de terem trabalhado (AEC, contratos inferiores a 4 meses, actividade em escolas profissionais ou no ensino particular), mas também a existência de candidatos apenas avaliados qualitativamente (que leccionam nas Regiões Autónomas) e ainda as não menos relevantes situações diferenciadas, por vezes até contrárias nos critérios e procedimentos, que marcaram o processo de avaliação em cada escola.
Por estas razões manda o bom-senso que a avaliação não entre em linha de conta para o concurso.
A FENPROF chamou ainda a atenção para o facto de os docentes dos quadros de escolas das Regiões Autónomas estarem impedidos de se candidatarem a destacamentos por condições específicas, ainda que graves situações de doença o justifiquem.
As palavras dos deputados presentes foram sempre no sentido positivo, ou seja, de preocupação com a situação e de disponibilidade para que se encontre uma solução. A FENPROF fica, por isso, a aguardar que as diligências que o Senhor Presidente da Comissão fará junto do M.E. surtam o efeito desejado, ou seja, que a avaliação não conte para este concurso.
Entretanto a FENPROF registou que só na primeira noite em que o Abaixo-Assinado contra a avaliação nos concursos esteve disponível no seu site, cerca de três mil professores o tivessem subscrito. Confirma, por fim, a realização de concentrações na próxima 2ª feira, dia 19, pelas 17 horas, nos seguintes locais: Lisboa - junto ao ME (Av. 5 de Outubro) no Porto - junto à DREN, em Coimbra - junto à DREC, em Évora - junto à DREA, em Faro - junto à DREALG. Em Lisboa será entregue no Ministério da Educação o Abaixo-Assinado antes referido.
Esta palhaçada é INCRÍVEL!!!!!
ResponderEliminar"o que é que a Fenprof assinou sobre este assunto no acordo?"
ResponderEliminarReli, apressadamente é certo, o acordo e não encontrei nada sobre o assunto. Se o assunto não fez parte das matérias acordadas, será difícil endereçar à Fenprof a responsabilidade da iniquidade. Isto é factual embora seja sempre possível mistificar o assunto. Abraço, Paulo.
Viva Miguel.
ResponderEliminarFizeste-me rir. O governo, pelo menos as pessoas que vêm do anterior, não incluiria essa questão. A Fenprof não tinha de assinar esse acordo. Qual era a pressa? Nada tinham a perder. Mistificação? Diz-me lá uma coisa - desculpa se for uma inconfidência -; tu, por acaso, não és do benfica?
Paulo: meti um vídeo no meu comentário anterior e não ficou visível. Como é que se faz nos comentários do sapo?
ResponderEliminarAinda pensei que fora um acaso ser do Benfica.... mas não: tinha mesmo de ser por razões do foro religioso
ResponderEliminarViva Miguel.
ResponderEliminarVamos ver como isto acaba. Tenho pena, muita pena mesmo, que tenha de ser sempre com muito esforço de uns quantos: neste caso dos professores contratados