Faço ideia das incomodidades que deve ter passado quem decidiu levar a tribunal um encarregado de Educação que injuriou uma professora. No caso que pode ler de seguida, foi a própria injuriada que o fez e foi indemnizada em 10 mil euros nove anos depois. A notícia tem uns dias, lembro-me de a ter lido mas confesso que me passou. A Isabel Silva recordou-me o assunto e decidi fazer um post para este dia forçosamente santo.
Pai de aluna condenado a pagar 10 mil euros a professora por injúrias
"O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação do pai de uma aluna da Escola Secundária Anselmo de Andrade, em Almada, a pagar uma indemnização de 10 mil euros a uma professora, por injúrias.(...)"
"um pai preocupado e protector", num contexto de "nervosismo e tensão" - alegou ele.
ResponderEliminarAcho que devia haver na portaria, uma máquina que medisse o nervosismo, pelo menos (tipo soprar no balão), já que os pais (alguns, claro) acham que são donos da escola e tudo podem fazer. Aliás, não é só na escola. Num país onde hoje se mata, como quem vai ao café da esquina beber um copo de água, uma agressão, mesmo que verbal, a uma professora, é coisa pouca.
-Para o que vem?
-Venho falar com a professora Y
- Um momento, tenho de medir o seu nervosismo!
- Desculpe mas não pode entrar. O seu nervosismo ultrapassa os 2,5.
Era bom e controlava a coisa. Agora falando sério. Acho que os pais são essenciais parceiros no ensino. Mas não estes pais que aparecem nos jornais pelos piores motivos, nas escolas para exigirem o que em casa não fazem e a quererem resolver eles próprios e à sua maneira, o que não lhes compete resolver.
Concordo lol!!!
ResponderEliminarAqui está uma pessoa corajosa. Não deve ter sido fácil, tenho consciência disso. Parabéns para ela.
ResponderEliminarViva Isabel.
ResponderEliminarBem dito. O caderno de encargos da escola actual é impossível de cumprir. Tudo desagua ali como se não houvesse mais sociedade.