Desculpem-me se para escrever sobre política educativa tenho de me socorrer de dados mais técnicos e duros, mas não resisto. Em 2005, o primeiro governo deste PS iniciou uma redução sem precedentes na despesa com a Educação. Um das primeiras medidas foi acabar com a redução da componente lectiva dos professores para o exercício de cargos. Quem souber fazer contas (cerce de 140 horas lectivas por escola ou agrupamento) percebe como se conseguiu reduzir em 20 mil o número de docentes necessários. Muitas mais medidas do género se seguiram.
Quatro anos depois, em plena crise financeira mas também em ano eleitoral, regressam em força as "escandalosas" reduções para pôr de pé um modelo de avaliação que nunca sairá do papel por manifesta inexequibilidade, duplica-se o prémio dos órgãos de gestão para impor de qualquer dos modos o modelo do director, e retira-se a componente lectiva a bibliotecários como nunca tinha acontecido antes e a coordenadores de equipas de apoio a escolas ou à coordenação de projectos. A despesa volta a disparar.
É evidente que agora não se pode defraudar apaniguados. Vai daí, encontraram uma solução de renovada perversidade: alarga-se a área dos agrupamentos para o tamanho mega e lá se tenta mais uma poupança à pressa mesmo que a custo do mais elementar bom senso.
Os professores devem ter vergonha por terem alinhado nesta pouca vergonha. Sempre quero ver agora.
ResponderEliminarNinguém vê isto? O que é que é preciso fazer?
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ResponderEliminarVai ser uma bagunça das grandes.
ResponderEliminarEm tempo de crise, a primeira vítima é a verdade.
Só se nós quisermos.
ResponderEliminarJá se ouve dizer que afinal os resistente de Santo Onofre é que tinham razão. Acordam tarde.
ResponderEliminarIsso é muita música para os nossos ouvidos!
ResponderEliminarEssas vozes, repetem sempre as mesmas más acções. Cuidem-se e unam-se resistentes de S. Onofre.
ResponderEliminarPois, pois.
Enquanto foram apenas os resistentes de Santo Onofre a pagar o preço da sua luta, estava-se bem.
Uns idealistas, pá! Houve que chamá-los à razão, coitados!
Foi a tão propalada táctica do "apaziguamento", que alguns benfeitores altruístas e desinteressados entenderam levar a cabo, a bem da felicidade geral.
Agora é que - com a vossa licença - a porca torce o rabo.
Nem sequer é nada de novo. Já Brecht explicava a coisa tão bem... de que é que se queixam agora?
PSI 20 ganha 2,3% com PT a subir - há 3 horas
ResponderEliminarO PSI20, que recuperou o patamar psicológico dos sete mil pontos, avançava 2,31%, para os 7.001,95 pontos, com quatro emitentes em baixa e uma inalterada ...
Quero concorrer para o Continente e o Caldinho da Madeira continua. Exigimos progressão na carreira -
ResponderEliminar«Últimos três anos de serviço em causa».
Viva meu caro PSI 20.
ResponderEliminarIsso vai mesmo?
Viva.
ResponderEliminarQuer explicar isso melhor?
Não podemos desistir!
ResponderEliminarA situação é pública:
A avaliação não está regulamentada na RAM ;
O Bom dos Açores vale 7,9 e o Bom da RAM vale 7,2;
O Bom Regional pode impedir 3 anos de contagem de serviço;
Há 5 anos que não se progride e os vencimentos estão congelados. O futuro é negro corremos o risco de perdermos o subsídio de férias e o de Natal.
É chegada a altura de dizer basta e de fazer pressão no sentido de alterar o estado a que isto chegou.