segunda-feira, 24 de maio de 2010

despesismo

 



Foi daqui


 


É engraçado que quando se tenta sobrepor o discurso dos nossos economistas mais liberais com os números que vão sendo divulgados, as transparências não só não coincidem como parecem mapas de países muito diferentes.


 


Disse, noutro dia, que Portugal deve ser dos países da Europa aquele que mais recorre, nos ensinos básico e secundário, a escolas em que a gestão não é pública. Também afirmei que a despesa pública na Educação tem um grau elevado de despesismo com uma causa directa: o excesso de professores que ocupam lugares nos serviços centrais e regionais do ME - e em equipas de apoio a escolas e a projectos - que não leccionam e que infernizam com má burocracia o privilégio de ensinar.


 


E também me impressionam os discursos dos arautos da desgraça por via da despesa dos funcionários públicos: Medina Carreira e João Salgueiro, por exemplo, não tecem um parágrafo sobre o subpraime, o desvario da alta finança ou a descarada acumulação de reformas dos seus amigos mais chegados.


 


E como vai ler a seguir, também nos deve impressionar a despesa descomunal das parcerias "público com privado". E a pergunta que devemos fazer é óbvia: em que é que se desperdiça tanto recurso financeiro?


 


Portugal é o país da UE que mais recorreu a contratos de Parcerias Público-Privadas

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