Era bom que os habitantes da capital que preenchem os corredores do poder, que se entretêm com mesquinhos jogos florais e que nos empurram consecutivamente para fora do desenvolvimento, se colocassem por umas horas na pele de um professor contratado. Não admira que já "ninguém" queira ser professor. Para além disso, e não menos preocupante, observa-se, ano após ano, que não existem bons alunos no secundário que escolham a via ensino como primeira opção.
Cinquenta mil professores contratados aguardam clarificações jurídicas
"As cercas 50 mil pessoas que se candidataram ao concurso para colocação de professores contratados no ano lectivo 2010/2011 chegaram ao fim do dia de ontem na maior das incertezas.(...)"
Se basta. Dentro de cinco anos é um deserto.
ResponderEliminarEm causa, na actuação do Ministério, está a introdução da "meritocracia" como primado único de avaliação, em detrimento do tempo de serviço. Isto advém da alteração da Declaração de Princípios do PS, no Congresso de 2002, que passou a fazer depender a igualdade de direitos das pessoas, consagrada aliás na Constituição, do mérito e da iniciativa. Isto não é Socialismo, nem Democracia. É transformar uma sociedade democrática numa sociedade concorrencial, sem meio termo. É apenas a lei do mais forte!!! Não só deveria ser tida em conta para concurso tanto a avaliação como a antiguidade, como além disso esta decisão parte do pressuposto errado de que todos os professores foram avaliados em igualdade de circunstâncias. Além disso, se são precisos todos os anos cerca de 60.000 professores, porque é que 50.000 têm contratos a prazo e têm de concorrer todos os anos???
ResponderEliminar...porque é que 50.000 têm contratos a prazo e têm de concorrer todos os anos???
ResponderEliminarA resposta é simples:
por causa do PE na lama (sem C).
Está na cara, meu cara é uma questão economicista.
e bico calado senão vamos todos para a mobilidade!
A ministra foi condenada. "A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi hoje condenada por desobediência ao tribunal pelo facto de o Ministério da Educação (ME) não ter ainda suspendido os efeitos da avaliação no concurso para professores contratados, anunciou a Fenprof. O ME, via gabinete de imprensa, indicou ao PÚBLICO que "vai recorrer da decisão" do tribunal de Beja de suspender os efeitos da avaliação no concurso."
ResponderEliminarVão ter que pagar uma coima, o pior é que não é do bolso deles. Quem paga é o Zé pagante do costume.
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