Quem me conhece bem sabe que não me convenço com a mania que tenho razão antes do tempo e que se há um aspecto que me provoca dependência profissional é a antecipação por via de muito estudo e de muito trabalho. Sou assim e já não mudo.
Num momento em teclo muito a propósito da megalomania dos mega-agrupamentos associada ao despesismo de milhões da indústria do eduquês que infesta os serviços centrais e regionais do ME, não resisto em publicar uma parte de um post que escrevi, a propósito do agrupamento de Santo Onofre, em meados de 2008, sobre a doideira que se instalou em quem desgoverna o nosso sistema escolar.
Olhando para a história mais recente, e se nos recordarmos que foi em 1997 que se lançou o modelo de autonomia e gestão das escolas, podemos afirmar que se viveu um período curto, mas de cerca de sete a oito anos, de estabilidade institucional nas escolas e que possibilitou uma primeira afirmação das propaladas, e decretadas, autonomias (sabemos que o exercício autónomo e responsável exerce-se mais do que se decreta, mas enfim); e foi assim em Santo Onofre.
Mas a partir de 2006 tudo isso começou a ruir.
Façamos então um breve levantamento cronológico.
Até 2005 exerceram-se três mandatos consecutivos de um Conselho Executivo eleito.
Em 2005 é eleito um novo CE com mandato por três anos.
Após um ano de exercício, o mandato do CE é interrompido porque havia a necessidade de amontoar uma série de escolas que perdiam, assim e todas elas, alguma da identidade que as ajudou a caminhar. Este facto originou a pronta demissão da Assembleia de Escola numa atitude subscrita pela totalidade dos seus membros.
Em 2006 a DREL nomeia uma comissão provisória, liderada pela PCE agora destituída, com mandato de um ano e com a missão de instalar o amontoado que, e entretanto, é objecto de uma nova configuração.
Em 2007 é eleito o actual CE com mandato de três anos e até Junho 2010. Ufa que até cansa descrever esta doideira toda.
Mas eis que em 2008 o governo em exercício de funções, volta a entender, numa tentativa de ocupação da agenda do partido político dito à sua direita mas que se adivinha como seu parceiro no bloco central que se aproxima, que afinal não era bem assim. Volta a mudar tudo de novo, faz-se mais uma terraplanagem sobre tudo o que mexa nas escolas e interrompe-se os mandatos dos órgãos eleitos como quem vai ali e volta já.
Com a entrada em funcionamento dos novos centros escolares e com a falência do modelo neoliberal que associava a eficiência e a eficácia à gestão unipessoal - considerando que tudo o que era colegial gerava desperdício e lideranças fracas - esperam-se novas e imperativas mudanças num curto espaço de tempo.
Mas que grande e comprovada desorientação.
O desconcerto está também no que se enuncia aqui.
Estes iluminados só fazem....digamos, bosta.
ResponderEliminarSobre este modelo de gestão, está tudo mais que dito aqui.
Sobre o encerramento de escolas e as crianças passarem a usufruir de tantas coisinhas, mesmo que para isso tenham de ser deslocadas 15 quilómetros... É para rir.
Façam mas é um estudo sério sobre esta porcaria que criaram e recolham as opiniões de quem está diariamente com os meninos. Não conheço um único professor que considere benéficas as famosas Actividades de EMPOBRECIMENTO Curricular.
Viva Isabel.
ResponderEliminarSão uns iluminados muito
Insane!!!
ResponderEliminar