segunda-feira, 14 de junho de 2010

grau menos dois ou um estado de vergonha

 



Foi daqui.


 


 


Não sou muito dado a posts relacionados com tragédias, principalmente com as humanas; mais ainda se existirem acusações não provadas em tribunal. Publiquei a carta dos familiares do professor de uma escola de Fitares que se suicidou há tempos. Foi um gesto de solidariedade a uma família que manteve o silêncio durante muito tempo e para denunciar uma situação. Não acusei ninguém.


 


Uma pessoa amiga falou-me duma notícia da mesma escola e sobre o desenvolvimento do mesmo assunto. O Paulo Guinote publicou há dias uma carta inacreditável sobre uma reunião da DRELVT com os órgãos da escola. Pode encontrá-la no meu post "tempos de perseguição", aqui. Esta coisa começa a tornar-se preocupante. O Correio da Manhã é o jornal que faz a peça na edição impressa de hoje e agora pode lê-la no online, aqui, com o título "escola de Fitares castiga docentes".


 


Tem detalhes espantosos. Ora leia.


 


"Professor diz que responsáveis da escola querem punir quem falou à Comunicação Social e vai processar quem o insultou numa reunião com a DREL.


José Luz, professor na EB 2,3 de Fitares, de onde era o docente Luís Carmo que se suicidou a 9 de Fevereiro, afirma que 'está em curso uma caça às bruxas' na escola, destinada a punir os professores suspeitos de denunciarem o caso à Comunicação Social. 'Houve um suicídio, mas estão é preocupados com quem falou à imprensa. Só decidi falar porque não tenho outra maneira de me proteger', lamenta o docente.


Na quarta-feira – quatro meses após o suicídio de Luís Carmo, segundo a família por não aguentar os maus tratos de que era alvo por parte de alunos, sem que a escola tomasse medidas –, o director Regional de Educação de Lisboa, José Leitão, esteve na escola numa reunião com o conselho pedagógico, o conselho-geral e a direcção, para apresentar os resultados do inquérito da Inspecção-Geral da Educação (IGE) às circunstâncias que levaram à morte do professor – a IGE ilibou a direcção do agrupamento e fez apenas recomendações.


'A reunião foi uma vergonha. A presidente do conselho-geral disse que os professores deviam ser sujeitos a exames psicológicos para poderem dar aulas; o presidente da associação de pais insultou professores, entre os quais eu, e disse que era preciso exterminar as ervas daninhas. A grande prioridade é punir quem, segundo eles, difamou a escola. A directora até ameaçou processar o professor Paulo Guinote por causa de textos no seu blogue [A Educação do Meu Umbigo]', disse José Luz, professor de Música, tal como era Luís Carmo, frisando que pretende agir criminalmente contra os autores dos insultos de que foi alvo.


O professor acusa ainda o Sindicato de Professores da Grande Lisboa (SPGL) de nada ter feito para proteger Luís Carmo, porque um elemento da estrutura sindical integra a direcção do agrupamento escolar de Fitares. 'Eles tinham o dever de se constituírem assistentes no processo. Têm tanta genica para atacar o Ministério da Educação mas neste caso nem apoiam a família.' Luís Avelãs, presidente do SPGL, afirma que o sindicato, a seu tempo, 'tomará uma posição'.(...)"


 


Tem mais no link indicado. Enfim...

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