quinta-feira, 24 de junho de 2010

quase um ano depois

 



 


 


 


O ano de 2009 no sistema escolar ficou também marcado por uma campanha eleitoral para as legislativas que sobreviveu como se uma qualquer crise financeira não ameaçasse deprimir gravemente o país. Desde a chuva de milhões para o sistema financeiro até à edificação de bibliotecas escolares - denominadas de learning street (uma espécie de aprendizagem de rua mas indoor) - no modelo de a-cada-bit-de-criatividade-nasce-um-cogumelo-que-alguém-um-dia-há-de-pagar, passando pelas mãos largas de prémios financeiros e de reduções da componente lectiva no sistema escolar - as tais cenouras - como há muito não se via, as facturas começaram a ser passadas e os pagantes serão os do costume.


 


Se é imperdoável o comportamento do governo, o que se dirá das oposições? Por exemplo, o que é feito do PSD e do compromisso Portugal? Onde está o Paulo Rangel das europeias? Onde estão os actvistas do bloco de esquerda? Que é feito da franja do PS que se dizia opôr às políticas neoliberais na Educação? Onde está a maioria dos sindicatos de professores?


 


Dá ideia que estão todos aflitos. É mais evidente nos do bloco central. Já perceberam um outro modo de fazer mais despesa, mas desinscrevendo-a do orçamento de estado. É a solução SA. Depois dos hospitais, a escala escolar começa a ganhar dimensão e já tem a "parque escolar.SA" como retaguarda do sistema. Valha-nos não sei o quê. Quando é que parará a autofagia?

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