Já escrevi diversas vezes, e com ênfase no post anterior, que a questão dos mega-agrupamentos pode originar também uma revolta de cenouras. Se é mais do que seguro que os mega-agrupamentos dão um contributo irrisório para a redução da despesa, também é claro que degradam a olhos vistos as condições para a afirmação da escola-organização. Franceses e ingleses seguiram o mesmo caminho há cerca de 20 anos e dez anos depois começaram a abandonar a megalomania.
Se olharmos para a história recente, vemos que a grande maioria dos professores que se interessam pela gestão das escolas e que aceitaram os agrupamentos ou o unipessoal de gestão, fizeram-nos contrariados (pelo menos foi isso que disseram e que dizem) e com base nos mais variados argumentos; alguns bem estafados, por sinal. Os mais cépticos afirmam que tudo se resumiu a cenouras, vidinha e outras coisas mais.
Há uma coisa que se tornou mais difícil: o apoio dos professores aos órgãos de direcção das escolas e agrupamentos. Quando os conselhos executivos tiveram oportunidade de parar o modelo neoliberal e de democraticidade mais do que questionável tinham os professores do seu lado. A grande maioria tinha mandatos por cumprir. Só um grupo restrito resistiu e, desses, só uns poucos é que não acabaram traídos por uma minoria da sua base de apoio. Nesta altura, em que os lugares podem reduzir para um terço, bem podem barafustar com os mandatos por realizar e apelar às acções de rua; até os conselhos gerais serão apeados. Esperam, como sempre, que os resistentes dêem uma ajuda e nessa altura até os veremos descer de novo a avenida de megafone e bandeira em punho.
É bom que se leia o post que o Paulo Guinote publicou aqui e que se tire algumas conclusões.
Vão marchar na Avenida com arco e balão, esperando um milagre de Sto . António. Mas não há milagres para esses pecadores!
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ResponderEliminar-Titulares (que dizem que já não há, mas ainda não li)
-AEC
-Agrupamentos verticais
-Avaliação
-Mega- Agrupamentos
São alguns dos cancros que alastram a uma velocidade galopante e vão acabar por matar a escola pública.
Já tenho preparada a máquina fotográfica para a próxima manif. onde hei-de ver muita gentinha de bandeirinha e bem preocupadinha.
Certeiro.
ResponderEliminarpara essa gente.
ResponderEliminarViva Isabel.
ResponderEliminarOs cépticos dizem que haverá uma torrente legislativa durante o mundial de futebol. Mas vai a tempo. Afinal, ainda é cedo para preparar o próximo ano lectivo.
Dado que os camaleões são animais que hibernam, só quando o tempo aquecer poderás vê-los em acção nas manifes .
ResponderEliminarColega anónimo
ResponderEliminarOferecer um par de sapatos em tempo de crise é considerado um luxo. Descalcinhos com o rabinho limpinho ou de carrinho de linhas.
Viva caro
ResponderEliminarPara um são raciocínios muito progressistas
Manifs à parte, o que me surpreende é que no ministério/governo não haja ninguém com inteligência suficiente para perceber que esta história só vai dar barraca e custar uma pipa de massa ao país para voltar depois a por tudo no sitio.
ResponderEliminarPior ainda, é que não haja ninguém com suficiente discernimento para perceber que, importar uma coisa que nem lá fora funcionou para um país onde nada funciona direito, é um erro crasso.
Dizem que em Portugal não se fazem reformas. Cada vez me convenço mais que se fazem é reformas a mais.
Enfim... Assim não vamos lá nunca.
Concordo com o Elenário. Basta que um político afirme que é um reformador para os comentadores do regime apoiarem cegamente. Assim não vamos lá, é verdade.
ResponderEliminarE só de pensar que quem está para vir depois destes, em vez de vir "LIMPAR/DESFAZER" (durante uns anos claro!!) ainda acha pouco e quer continuar/pisar.
ResponderEliminarA Próxima e maior Manifestação de Professores estará para quando?
Que sela eja grande, dura e definitiva, apesar de saber que isto requerer tempo, mas esse tempo já eles tiveram.
Não se esqueçam de levar todos a ... VUVUZELA !!