quinta-feira, 8 de julho de 2010

culpas

 


 


O Paulo Guinote fez, aqui, um post com uma óptima escolha. Tirei um parágrafo que me pareceu muito oportuno numa entrevista muito interessante de Alberto Manguel (2010). Vale a pena ler a totalidade.


 


 


"(...)A escola não tem culpa, é a nossa sociedade que é culpada. A escola, a universidade, deveriam ser o lugar onde a imaginação tem campo livre, onde se aprende a pensar, a reflectir, sem qualquer meta. Mas isso é algo que estamos a eliminar em todo o mundo. Estamos a transformar os centros de ensino em centros de treino. Estamos a criar escravos. Somos a primeira sociedade que entrega os seus filhos à escravidão, sem qualquer sentimento de culpa. Nesses centros de aprendizagem, estamos a criar seres humanos que não confiam nas suas próprias capacidades e que começam a acreditar que o seu único objectivo na vida é arranjar trabalho para conseguir sobreviver até chegar à reforma – que também já lhes estão a tirar. O que estamos a fazer é horrível. Não tem nada a ver com os valores da Internet, com a competência do professor, faz tudo parte de um conjunto. Somos culpados enquanto sociedade(...)".

2 comentários:

  1. Credo! Até arrepia de tão verdadeiro! O pior é que tanto a escola como cada um de nós faz parte deste conjunto a que chamamos "sociedade". Todos temos a nossa quota-parte de culpa.

    Mas é verdade. Temos que nos livrar desta ditadura do pronto a pensar e do pronto a desejar. Inventem-se novos objectivos, novos horizontes, novos modos de sermos felizs sem nos atermos ao que nos é impingido de modo acrítico pelos meios de comunicação, pelos poderes instituídos e... pela escola (?).

    Em Maio de 68 dizia-se "A imaginação ao poder!"

    Subscrevo. Acrescento: "A inteligência ao poder!" Também dava jeito...

    - Isabel X -

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  2. Subscrevo este comentário. "Até arrepia de tão verdadeiro", nem mais.

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