quarta-feira, 7 de julho de 2010

mega-agrupamentos e a lei

 



 


 


 


A caixa de Pandora foi aberta e só se fechará daqui por alguns anos quando se efectivarem pelos olhos dentro o quão nefastas foram as políticas em curso, nomeadamente o decreto-lei 75/2008, sobre gestão escolar, que recebeu o apoio tácito da maioria das organizações políticas e sindicais. Esta terraplenagem sobre a história e o poder democrático das escolas foi demasiado atrevida e os resultados estão à vista. Só não vê quem não o quer fazer ou então quem não anda pelo chamado terreno.


 


Se alguns pensam em recorrer para o tribunal, é bom que leiam bem a lei. Há um argumento de peso: a interrupção do exercício de órgãos com mandato por cumprir (os Conselhos Gerais - não são descentralização, mas também não são desconcentração - porque os directores removem-se com um leve sopro), como fizeram uns gauleses há pouco tempo atrás com a interrupção de mandatos de Conselhos Executivos. Porque de resto, basta ler com atenção o artigo 7º do citado decreto que está lá tudo como sempre se disse: até um mega da dimensão do país é possível com umas centenas de funcionários espalhados pelo rectângulo a dirigir os amontoados. Afinal, as ideias da anterior ministra da Educação: um sistema ao jeito das repartições públicas e o fim das autonomias porque saíam muito caras.


 


Fenprof apoia quem queira levar a tribunal “mega agrupamentos” de escolas

4 comentários:

  1. Fausto Viegas (Norte)7 de julho de 2010 às 16:28

    É só ler, carago. Não vêem os que quer não querem ver.

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  2. Viva Paulo,
    a bem do rigor, convinha esclarecer que «o apoio tácito da maioria das organizações políticas e sindicais» não inclui o apoio de qualquer tipo, quer por parte da FENPROF, quer por parte dos partidos de esquerda - PCP e BE.
    Nestas coisas convém ser rigoroso ;)

    Quanto aos CG's, não sendo carne nem peixe, serão o que os actores que os compõem forem capazes de ser.

    Já os srs. directores são o último elo da cadeia desconcentrada do poder instalado na 5 de Outubro, e é por isso que são removíveis a qualquer momento.

    Abraço

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  3. Viva Francisco.

    Concordo contigo e com a análise que fazes ao momento.

    Em nome do rigor e da responsabilidade individual, incluí apenas uma maioria: haverá carapuças em número suficiente.

    Já elogiei por aqui o desempenho da Ana Drago, como bem te lembras.

    Dos outros, registei o apoio tímido que concederam aos resistentes e muitas coisa mais que me abstenho de comentar em nome de mínimo aglutinador comum. Para já é assim.

    Abraço.

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  4. Estava quase tudo a dormir. Agora é que são elas...

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