Imagino que não deve ser uma coisa apenas portuguesa, mas na nossa sociedade está há muito institucionalizada a cópia, a batota e a trafulhice. Cópias nos testes e exames, trabalhos de avaliação plagiados, bocados de texto citados sem a devida referência e por aí fora são hábitos enraizados no nosso sistema escolar e na nossa vida pública. Quem disser que o que escrevi não é bem assim, está muito distraído ou tem outro interesse qualquer nessa negação.
Não advogo um qualquer Priorado de Sião regenerador nem sei muito bem como acabar com esta praga. E não tenho qualquer problema com o habitual olha-me este armado em sei lá o quê.
Vem isto a propósito de duas notícias do dia. Uma refere o facto de um grupo de jornalistas afirmar que conseguia comprar um porta-folhas para avaliação no 12º ano das novas oportunidades por 400 euros. É grave. Mas o que gostava de saber é se esse porta-folhas seria suficiente para certificar alguém. Se assim é, a coisa é duplamente grave. O outro assunto prende-se com mais 250 mil computadores Magalhães para os alunos do primeiro ciclo. Nesta altura e sem qualquer avaliação do que foi feito com o programa anterior, dá ideia que há por aqui uma qualquer intenção de má propaganda.
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