Apesar do meu ateísmo, leio com gosto as crónicas de Frei Bento Domingues. Hoje, na edição impressa do Público, o título é desconcertante: "Elogio dos gestores corruptos". Termina assim: "não admira que "os fariseus, amigos do dinheiro", ao ouvirem tudo isto, continuem a pensar que Jesus é um ingénuo". Quem não teve o privilégio de ler o texto fica com uma ideia.
Dei comigo a pensar no que se tem passado com os professores nos últimos anos. Como, e inevitavelmente, as atitudes menos firmes não se conseguem esconder eternamente, começam a sobressair os semblantes intranquilos. Oscilaram na oportunidade e tentam iniciar uma nova viagem justificada com a esperança perdida nos agora apontados de mau carácter. O que torna mais triste a vida dos fariseus apressados, é a frase que o jornal salientou: "quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes".
Quem nos momentos difíceis revelou fragilidade de carácter não nos deve surpreender nas acções presentes e futuras. O carácter dos adultos muda muito pouco. Tartufos, como se diz aqui.
C-E-R-T-E-I-R-O.
ResponderEliminarNão muda.
ResponderEliminar"...é a frase que o jornal salientou: "quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes".
ResponderEliminarNem mais.
Li o Público antes de vir aqui,por acaso. E acreditas que disse "de mim para mim": se o Paulo ler isto, aposto que sai um post. E acertei.
ResponderEliminarPor fumos
ResponderEliminar"Apesar do meu ateísmo"?
ResponderEliminarMas que tem a profissão de fé ateia que impessa a leitura de um texto confessionalmente neutro (ou não) assinado por um frade dominicano - mesmo que não se tratasse de um eminente teólogo e de um intelectual de reconhecido mérito?...
Argumento enorme, pois. Semelhante ao do sportinguista que não leria aquele excelente texto de história porque o autor é ...benfiquista.
Viva Meio Vazio.
ResponderEliminarMas é mesmo isso que quis dizer. É básico não ler isto ou aquilo por causa da condição de quem quer que seja. É claro que o meu ateísmo podia nem ser convocado. É também um exercício irónico, como espero que se evidencie.
ResponderEliminarNo blogue do Paulo Guinote, o caro Meio Vazio respondeu assim:
Mas o seu ateísmo (legítimo, claro) é convocado. De um modo absolutamente irrelevante, em todo o caso.
E é isso que é significativo: chafurdamos numa cultura que supõe que quem invoca o ateismo (uma profissão de fé, aliás) se sente intelectualmente mais habilitado do quem quem se situa fora do mesmo – o dogmatismo na sua máxima expressão.
(Gostei de o ouvir há dias na TV: Vc, melhor que quase toda a gente, sabe do que fala – quando fala da escola, obviamente…
Abraço.
Respondi assim:
Viva Meio Vazio.
Só não concordo se me incluir em: “E é isso que é significativo: chafurdamos numa cultura que supõe que quem invoca o ateismo (uma profissão de fé, aliás) se sente intelectualmente mais habilitado do quem quem se situa fora do mesmo – o dogmatismo na sua máxima expressão.” O meu ateísmo é humilde
Obrigado, Vou tentar seguir o seu conselho
Abraço.
Impessa?
ResponderEliminarOops!
ResponderEliminar... um erro ortográfico (não, não foi gralha!)imperdoável que este espaço não merecia.
Lamento, caro Paulo.
Francamente; nada para se desculpar;
ResponderEliminarEquívocos e preconceitos...
ResponderEliminarA LUTA É DIFÍCIL , MAS CHEGAREMOS ÀS EVIDENCIAS.
Abraço Paulo
Esta frase é fantástica: "quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes".
ResponderEliminarContinue.