domingo, 26 de setembro de 2010

do ateísmo

 


 


Apesar do meu ateísmo, leio com gosto as crónicas de Frei Bento Domingues. Hoje, na edição impressa do Público, o título é desconcertante: "Elogio dos gestores corruptos". Termina assim: "não admira que "os fariseus, amigos do dinheiro", ao ouvirem tudo isto, continuem a pensar que Jesus é um ingénuo". Quem não teve o privilégio de ler o texto fica com uma ideia.


 


Dei comigo a pensar no que se tem passado com os professores nos últimos anos. Como, e inevitavelmente, as atitudes menos firmes não se conseguem esconder eternamente, começam a sobressair os semblantes intranquilos. Oscilaram na oportunidade e tentam iniciar uma nova viagem justificada com a esperança perdida nos agora apontados de mau carácter. O que torna mais triste a vida dos fariseus apressados, é a frase que o jornal salientou: "quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes".


 


Quem nos momentos difíceis revelou fragilidade de carácter não nos deve surpreender nas acções presentes e futuras. O carácter dos adultos muda muito pouco. Tartufos, como se diz aqui.

13 comentários:

  1. "...é a frase que o jornal salientou: "quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes".

    Nem mais.

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  2. Li o Público antes de vir aqui,por acaso. E acreditas que disse "de mim para mim": se o Paulo ler isto, aposto que sai um post. E acertei.

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  3. Paulo G. Trilho Prudencio27 de setembro de 2010 às 00:23

    Por fumos

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  4. "Apesar do meu ateísmo"?
    Mas que tem a profissão de fé ateia que impessa a leitura de um texto confessionalmente neutro (ou não) assinado por um frade dominicano - mesmo que não se tratasse de um eminente teólogo e de um intelectual de reconhecido mérito?...
    Argumento enorme, pois. Semelhante ao do sportinguista que não leria aquele excelente texto de história porque o autor é ...benfiquista.

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  5. Paulo G. Trilho Prudencio27 de setembro de 2010 às 14:12

    Viva Meio Vazio.

    Mas é mesmo isso que quis dizer. É básico não ler isto ou aquilo por causa da condição de quem quer que seja. É claro que o meu ateísmo podia nem ser convocado. É também um exercício irónico, como espero que se evidencie.

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  6. Paulo G. Trilho Prudencio27 de setembro de 2010 às 15:23


    No blogue do Paulo Guinote, o caro Meio Vazio respondeu assim:

    Mas o seu ateísmo (legítimo, claro) é convocado. De um modo absolutamente irrelevante, em todo o caso.

    E é isso que é significativo: chafurdamos numa cultura que supõe que quem invoca o ateismo (uma profissão de fé, aliás) se sente intelectualmente mais habilitado do quem quem se situa fora do mesmo – o dogmatismo na sua máxima expressão.

    (Gostei de o ouvir há dias na TV: Vc, melhor que quase toda a gente, sabe do que fala – quando fala da escola, obviamente…

    Abraço.

    Respondi assim:

    Viva Meio Vazio.

    Só não concordo se me incluir em: “E é isso que é significativo: chafurdamos numa cultura que supõe que quem invoca o ateismo (uma profissão de fé, aliás) se sente intelectualmente mais habilitado do quem quem se situa fora do mesmo – o dogmatismo na sua máxima expressão.” O meu ateísmo é humilde

    Obrigado, Vou tentar seguir o seu conselho

    Abraço.

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  7. Oops!
    ... um erro ortográfico (não, não foi gralha!)imperdoável que este espaço não merecia.
    Lamento, caro Paulo.

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  8. Equívocos e preconceitos...

    A LUTA É DIFÍCIL , MAS CHEGAREMOS ÀS EVIDENCIAS.

    Abraço Paulo

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  9. Esta frase é fantástica: "quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes".

    Continue.

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