quarta-feira, 29 de setembro de 2010

expliquem-me

 


 


Qual é o peso que tem nesta situação a tonelada de euros que o estado injectou nos bancos? Como é que está a ser utilizado esse financiamento? Por que é que na conferência de imprensa o ministro das finanças referiu a "cobertura" dos submarinos pelas pensões da PT?


 


Há umas coisas que posso explicar: o aumento de salários dos professores no ano eleitoral foi igual ao dos restantes funcionários públicos; as progressões na carreira que ocorreram nos últimos anos foram muito residuais.

11 comentários:

  1. Alguém que não percebe nada disto29 de setembro de 2010 às 23:57

    Eu, de facto não sei muito bem fazer contas, só sei fazer contagem decrescente. O ordenado, que é sempre o mesmo de há uns largos anos para cá, porque tudo se congela, porque se ROUBAM anos na progressão da carreira, porque ser funcionário público é ser o causador da crise económica - a grande fatia vai para os salários dos funcionários públicos - dizem os senhores doutores. Agora vou ter menos uns euritos porque me vão dar um presente de mais uns % a menos no meu ordenado como prémio de NUNCA ter recebido dinheiro do fundo de desemprego. Há crise... défice... buraco nos cofres do estado, mas não por minha causa.
    É uma vergonha em tempo de crise gastarem-se milhões com frotas automóveis, com o pagamento de várias pensões que são autênticas fortunas.
    Os nossos manda-chuvas, aqueles que percebem muito de economia (eu jamais conseguiria fazer tal proeza, nunca percebi muito de equações) têm ordenados acima da média europeia. Eu tenho um ordenado que equivale ao salário mínimo em França. Os meus colegas, aqueles que vivem em França e que fazem o mesmo que eu, ganham muito mais.
    Ora para quem percebe muito de contas, não há aqui um problema? Se o meu ordenado é o equivalente ao ordenado mínimo em França, como pode um ordenado de um big boss que manda neste país ter ordenados acima da média europeia? Não deveria ter um ordenado mais baixo que o dos seus colegas franceses?

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  2. Nós bem nos insurgimos com o estado do estado, mas quando chegar a hora da verdade(eleições) nada muda.Entre o PS e o PSD mais primo menos primocontinuam impunemante a fazerem o que lhes dá na real gana.Quanto ao problema económico está tudo dito,Quem manda são as empresas de rating.Viva democracia...viva a liberdade...

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  3. E os pensionistas? Estou no décimo escalão (topo) e jantei noutro dia com um grupo de reformados. Quase todos reformaram-se no 9º e ganham bem mais do que eu. Não deviam haver uma indexação? Quando corta a uns corta a outros.

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  4. Quem não se sente não é filho de boa gente!

    Revoltemo-nos contra estes filhos da ...

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  5. E os direitos adquiridos!

    É para rir...

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  6. E o valor de um salário não é um direito adquirido? É pelo menos tão adquirido como uma pensão.

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  7. Os carros do estado também são direitos adquiridos?!!!!

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  8. Neste Portugal de Abril ainda há muitos direitos adquiridos, herdados do salazarismo e marcelismo.

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  9. Por exemplo:
    . empregos por encomenda, nas autarquias, nos hospitais, nas repartições, nas empresas públicas ...;
    . fortunas não declaradas, adquiridas à custa de favorecimentos da politica...;
    .
    .
    .
    .
    . E muito mais...

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  10. Até empregos ilegais nas escolas para dar cabo de tudo...

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  11. O texto doutro post deste blogue explica muita coisa.

    "Antes de irem à estratosfera justificar o aumento de impostos e a redução de salários, os que se escondem atrás de qualquer das forças políticas do arco da governação devem perguntar onde está o financiamento despejado na banca falida. Os irlandeses não eram um bom exemplo? Onde estão agora os arautos do supraime, tipo economista António Borges? Chega de nivelar por baixo e de apontar sempre para o lado mais fraco da balança. É bom lembrar que os irlandeses desembarcavam em massa na portela e investiam no imobiliário financiados pelos seus bancos. Se esse bancos faliram, os seus congéneres portugueses que emprestavam dinheiro em massa aos construtores civis têm de estar em situação idêntica. Logo, se a Irlanda anuncia isto hoje alguém tinha de se mexer ontem."

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