Portugal entrou num processo de queda sem fim? Os sinais começam a evidenciar o que em 16 de Abril deste ano escrevi aqui. A obstinação do governo com o modelo de avaliação de professores, colocando-o como ponto central da governação do país, só podia servir de cortina de fumo para algo preocupante. E isso é imperdoável. Não se perdoa aos membros do executivo que perpetraram a farsa, mas também aos que fizeram um coro comprometido. Sabiam que era outra a verdade, mas estavam acomodados aos mesmos privilégios. Até os famigerados 400 milhões atribuídos aos professores começam a supor outros destinos.
Já passei por um momento zero em que fiquei desprovido materialmente. Não é experiência que queira repetir. Há, todavia, qualquer coisa de positivo que começa a emergir. No estado em que estamos, é quase impossível inverter a queda e manter o sistema que a originou. Exige-se uma refundação. Nestes momentos, lembro-me deste parágrafo de um texto de José Bragança de Miranda.
"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal""
Pode saber mais aqui.
O monstro ainda estrabucha!
ResponderEliminarQuando uma cobra tem sede
corta-lhe logo a cabeça
Encosta-a bem à parede...
Nós queremos é justiça
ResponderEliminarE dinheiro para o bife
E não esta cóboiada
Em que é tudo do sherife
Ave Maria
ResponderEliminarE quando pensares que estás no fundo, lembra-te que há máquinas que ainda perfuram mais fundo.
ResponderEliminarViva Arlindo.
ResponderEliminarNunca se sabe quando bateu mesmo no fundo