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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

A revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta?


A propósito da revolução ultraliberal, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais, mas podem não ter força. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens da ideologia ultraliberal estão mais carregadas. Nascem empedernidos debaixo de quase todas as pedras e diariamente. Se muito do mal não é reparável, e se é mais rápido e fácil destruir do que construir, há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.


Lembrei-me de José Bragança de Miranda em Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.



"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Ter Vivido (2)


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"(...)A certa altura, a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...).


quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

A revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta?

 


A propósito da revolução ultraliberal, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais, mas podem não ter força. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens da ideologia ultraliberal estão mais carregadas. Nascem empedernidos debaixo de quase todas as pedras e diariamente. Se muito do mal não é reparável, e se é mais rápido e fácil destruir do que construir, há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.


Lembrei-me de José Bragança de Miranda em Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.


"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"

domingo, 14 de abril de 2024

A revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta?

A propósito da revolução ultraliberal, também nos costumes, que a presença da troika apenas destapou, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta; e talvez esteja em curso uma revolução contrária à do 25 de Abril de 1974.


Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais, mas podem não ter força. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens da ideologia ultraliberal estão mais carregadas. Nascem empedernidos debaixo de quase todas as pedras e diariamente. Se muito do mal não é reparável, e se é mais rápido e fácil destruir do que construir, há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.


Lembrei-me de José Bragança de Miranda em Queda sem fim, seguido de Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe.


"(...)Com efeito, a tecnologia que foi introduzida para viabilizar a estruturação interna do mundo, ao mesmo tempo que a tornava indispensável (a sua introdução para resolver problemas políticos, de justiça, económicos e outros, acabou por fazer da técnica algo incontornável, levando-nos a um ponto de não retorno. Hoje já não é possível voltar atrás, ilusão ainda forte dos "neoludditas" actuais.), alterou profundamente as condições da experiência. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida (dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra seria: "Na simcult, quem não for rápido está morto"(...)"

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

A certa altura (2)


"(...)A certa altura, a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...).


terça-feira, 26 de abril de 2022

Coisas Intemporais




 


"Que o caos está presente em tudo é uma descoberta grega que se torna arrepiante quando se descobre que, em vez de estar no início, está dentro de todas as coisas, mesmo aquelas que fazemos para nossa segurança."

 


José B. de Miranda,
Queda sem fim.

domingo, 3 de abril de 2022

Dos Crimes de Guerra na Ucrânia

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Que em Irpin


os tanques não se rebelassem,


que os mísseis não se "arrependessem",


é o escândalo do silêncio de Deus,


mas também uma falha no humano.


 


Adaptado de uma passagem de "Queda sem fim" de José B. de Miranda. Escolhi Irpin, mas podia ser Bucha ou Mariupol. Imagem: Ukraine March 28, 2022. REUTERS/Oleksandr Ratushniak. (tem que clicar em continuar a ler para ver a formatação que escolhi para o post)


 

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Dos Horrores, Dos Silêncios e Das Falhas

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(clique em continuar a ler para ver o post integral)


"Que em Auschwitz


as paredes não se rebelassem,


que o gás não se "arrependesse",


é o escândalo do silêncio de Deus,


mas também uma falha no humano."


 


José B. de Miranda, 
Queda sem fim.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Dos Silêncios, Das Falhas e dos Horrores


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(clique em continuar a ler para ver o post integral)


"Que em Auschwitz


as paredes não se rebelassem,


que o gás não se "arrependesse",


é o escândalo do silêncio de Deus,


mas também uma falha no humano."


 


José B. de Miranda, 
Queda sem fim.



 

 

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Da Política Contemporânea

Li, em tempos, no “Público”, numa interessante rubrica intitulada “"o discurso que nunca foi feito"”, um texto escrito de Gonçalo M Tavares intitulado "“sobre a politica contemporânea”".


Escreveu duas epígrafes, uma de Harold Brodkey e outra de José Bragança de Miranda.


A de José Bragança de Miranda diz assim: "“Sendo a politica um agir livre, tudo pode recomeçar, mas não de qualquer maneira nem em qualquer lugar"”.



"“Tentando ultrapassar a espuma dos dias e ir para além do que é o debate superficial ou a ausência de debate que caracteriza as campanhas”" (texto da responsabilidade da edição do jornal), Gonçalo MT divide o seu pensamento em 10 pontos.

Fiquemos com os dois primeiros.


1 - Na politica contemporânea recomeça-se quase sempre de novo o que se traduz numa violência: iniciar é eliminar o que existia antes. Recomeça-se permanentemente, não por ignorância (do que existia antes), não por oposição absoluta em relação ao anterior (como existe no germe de uma revolução), mas por vaidade.

2 - A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos.


quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Ter Vivido

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"(...)A certa altura, a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...).


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

A Escola e a Política Contemporânea

A manipulação informativa na política teve um auge com o inesquecível ministro da informação do Iraque no derradeiro governo de Sadam; mas fez escola e a governação nas democracias não é alheia ao fenómeno. Já nem se questiona mudar o que é estrutural; é suficiente manipular com ênfase o discurso na realização do óbvio.


Li, em tempos, no “Público”, numa interessante rubrica intitulada “"o discurso que nunca foi feito"”, um texto escrito de Gonçalo M Tavares intitulado "“sobre a politica contemporânea”".


Escreveu duas epígrafes, uma de Harold Brodkey e outra de José Bragança de Miranda.


A de José Bragança de Miranda diz assim: "“Sendo a politica um agir livre, tudo pode recomeçar, mas não de qualquer maneira nem em qualquer lugar"”.



"“Tentando ultrapassar a espuma dos dias e ir para além do que é o debate superficial ou a ausência de debate que caracteriza as campanhas”" (texto da responsabilidade da edição do jornal), Gonçalo MT divide o seu pensamento em 10 pontos.

Fiquemos com os dois primeiros.


1 - Na politica contemporânea recomeça-se quase sempre de novo o que se traduz numa violência: iniciar é eliminar o que existia antes. Recomeça-se permanentemente, não por ignorância (do que existia antes), não por oposição absoluta em relação ao anterior (como existe no germe de uma revolução), mas por vaidade.

2 - A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos.


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Política Contemporânea

 


Li, em tempos, no “Público”, numa interessante rubrica intitulada “"o discurso que nunca foi feito"”, um texto escrito de Gonçalo M Tavares intitulado "“sobre a politica contemporânea”".


Escreveu duas epígrafes, uma de Harold Brodkey e outra de José Bragança de Miranda.


A de José Bragança de Miranda diz assim: "“Sendo a politica um agir livre, tudo pode recomeçar, mas não de qualquer maneira nem em qualquer lugar"”.



"“Tentando ultrapassar a espuma dos dias e ir para além do que é o debate superficial ou a ausência de debate que caracteriza as campanhas”" (texto da responsabilidade da edição do jornal), Gonçalo MT divide o seu pensamento em 10 pontos.

Fiquemos com os dois primeiros.


1 - Na politica contemporânea recomeça-se quase sempre de novo o que se traduz numa violência: iniciar é eliminar o que existia antes. Recomeça-se permanentemente, não por ignorância (do que existia antes), não por oposição absoluta em relação ao anterior (como existe no germe de uma revolução), mas por vaidade.

2 - A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos.



 


2ª edição 

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Sorte

 


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"(...)A certa altura, a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...).


sábado, 24 de novembro de 2018

Também do estado da Europa

 


 


 


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"Que o caos está presente em tudo é uma descoberta grega que se torna arrepiante quando se descobre que, em vez de estar no início, está dentro de todas as coisas, mesmo aquelas que fazemos para nossa segurança."

 


José B. de Miranda,
Queda sem fim.




 


sábado, 20 de janeiro de 2018

partir da experiência

 


 


 




“Para isso é preciso partir da experiência, não daquela que se confunde com o precipitado do “real” na memória dos indivíduos, mas da experiência que está cristalizada no estado de coisas existentes.”



 


 


 


Miranda, J. (1997:32).


Política e modernidade. Linguagem e violência


na cultura contemporânea.


Lisboa: Edições Colibri



 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

a certa altura

 


 


 



"(...)A certa altura, a jornalista pergunta a Bragança de Miranda se ele nunca quis ser artista. O entrevistado diz uma série de coisas sobre o seu percurso pessoal e profissional e termina assim: "Felizmente, veio a Revolução que acabou com todas essas ilusões." Porquê, diz a jornalista?: "Porque a Revolução era bem mais importante. E foi um momento fantástico que só quem o viveu pode verdadeiramente perceber. Quem não teve a sorte de ter vivido o 25 de Abril tem que se contentar com os mundiais de futebol."(...).


 


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sábado, 27 de maio de 2017

década e meia de revolução neoliberal (da série: repetir coisas óbvias)

 


 


 


A propósito da revolução que a presença da troika destapou, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais; até existiram alguns, mas não sobreviveram. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens carregadas de ideologia neoliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.


 


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

mais pelas palavras

 


 


 



No tempo em que não havia google nem sequer internet, e considerando a informação preciosa que se perdia, dediquei-me à construção de bases de dados para alguns assuntos. A dos "ficheiros secretos" tem entradas com resumos de conferências. Andava à procura das questões que apresentei a Eduardo Prado Coelho e encontrei as que coloquei a Bragança de Miranda na conferência sobre corporeidade (estiveram lá os dois) em 7 de Novembro de 1997, na Cruz Quebrada.

Regressei a Bragança de Miranda por causa do vídeo, que colo mais abaixo, imperdível "Palavra e tentação". As questões foram colocadas assim:



Muito obrigado.


Vou colocar duas questões e gostaria que estabelecesse uma relação entre elas, partindo de três categorias: ideologia, responsabilidade e dor.


Primeira questão: considerando o conceito de ideologia, que por aqui estabelecemos, como um conjunto de interesses inconfessáveis (e pensei no consenso manufacturado de Chomsky e na comunidade que vem de Agamben) quais são os interesses inconfessáveis da ideologia do corpo?


Segunda questão: se a responsabilidade das ligações é de cada um dos corpos organológicos, e se o primeiro movimento da responsabilidade é a dor, como será a responsabilidade de um corpo sem dor e a que ideologia isso interessa?



A resposta de Bragança de Miranda, depois de sorrir e de uma pausa, foi sábia e merecia uma conferência: "o mundo passa mais pelas palavras do que pela fisiologia".


 



 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Uma década de revolução neoliberal

 


 


 


A propósito da revolução, iniciada em 2005 ou até em 2003, que a presença da troika destapou, recordo os teóricos da simcultna actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é recuperável: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.


 


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