E num ápice os economistas portugueses são unânimes e manifestam aos deputados da nação o seu receio. Dá ideia que a cabeça está perdida e não só os anéis e nove dedos. Li as várias declarações e não encontrei qualquer menção à avaliação dos professores. Pudera. Por isso, a minha indignação há dias com as afirmações muito preocupantes de dois ex-presidentes da República. Esse incompetente diagnóstico até arrepia.
Sejamos claros. Em relação aos montantes astronómicos da crise imobiliária e do supraime a recuperação do dinheiro inicial não é fácil, mas talvez não se possa dizer o mesmo das quantias injectadas em 2008. Têm de estar em algum lado.
As verbas comprometidas nas escandalosas (desculpem tanto adjectivo) parcerias público-privado estão muito a tempo de ser renegociadas a até pode ser aplicado o princípio de que Roma não paga a traidores. A restruturação da traquitana do estado (redução de autarquias, fim dos governos civis, supressão das mordomias, proibição da acumulação de pensões, e por aí fora) só depende da vontade política. Se esse desejo está capturado pela ganância, então que se declare a bancarrota e que se carregue no botão de reiniciar. O tal de orçamento zero é incontornável tal o estado de aprisionamento da democracia.
C-L-A-R-O E L-Ú-C-I-D-O.
ResponderEliminarSó não vê quem não quer!
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