A entrada na década de oitenta do século passado iniciou um período de incertezas que se veio a acentuar com a globalização. Portugal caminhou no século XX em ritmo diferente das outras sociedades europeias, mas, e com a entrada neste milénio, fez questão de anunciar ao mundo que aprendeu depressa e que se tornou numa referência de instabilidade. Baralhamos um bocado as coisas.
As sondagens em Portugal, pelo menos nesta década, não são confiáveis. As últimas preenchem as variadas expectativas. Nas legislativas, os partidos do centrão tão depressa obtêm uma maioria absoluta como a derretem em dois ou três tempos; andam pelo empate técnico.
A tradicional reeleição do presidente da República consegue entrar no campo das dúvidas. O actual presidente obtém 55% contra 30% do seu principal opositor. Na sua primeira eleição, Cavaco Silva começou com 62% e terminou com 50 vírgula qualquer coisa. A derradeira semana de campanha revelou o que sempre se soube: o ainda presidente quando saiu do domínio da economia perdeu votos em ritmo acelerado. O argumento financeiro foi o seu toque de Midas: uma espécie de santo protector. Ora, se a mais-valia financeira não evitou a pré-bancarrota, a necessidade de uma segunda volta nestas eleições começa a ser um dado real.
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