Estudei desde o início o modelo de avaliação de professores que quiseram impor e percebi da sua inexequibilidade e do impressionante legue de injustiças que lhe estavam associadas. Apenas encontrei sintonia em professores que estavam nas escolas, que tinham estudado o modelo e que se preocupavam com critério com a gestão escolar e com a fundamental atmosfera relacional entre profissionais. Não eram muitos os que assim se afirmavam. Mesmo isolados, iniciaram o percurso de constestação que se conhece.
Quando a luta dos professores eclodiu por força da razão, a mesa de negociação entre o governo (que começou por tentar isolar o sindicalismo) e os sindicatos fez o seu percurso. Em Abril de 2008, quer depois em Janeiro de 2010, o aperto de mãos incluiu sempre uma forma de oxigenar o monstro inaplicável. Foi imperdoável.
A verticalidade tem custos imediatos, mas afirma-se com o tempo como uma virtude inabalável. Os sindicatos embalaram-se na cantiga da sua adaptação aos desígnios da prestação parcial de contas dos recursos humanos (só de alguns grupos, como se viu) e anestesiaram-se. Ou então, longe que estavam das salas de aula e mantendo uma "promíscua" troca de cadeiras com os governantes e afins, não sabiam mais.
É espantoso como se ameaça com a terceira separação com o governo. Parece a ameaça periódica. Estavam à espera de quê? Nas anteriores negociações os sindicatos só obtiveram o que já estava conseguido pela luta dos professores e negociaram o inegociável em troca de coisa nenhuma.
Por mais voltas que se dê, o actual modelo de avaliação só pode conhecer o caminho da supressão. E quanto mais tarde pior.
"Nas anteriores negociações os sindicatos só obtiveram o que já estava conseguido pela luta dos professores e negociaram o inegociável em troca de coisa nenhuma." Nós, os professores contratados, sentimos na carne esses efeitos. É uma condição degradante, a nossa.
ResponderEliminarDesta vez até concordo.
ResponderEliminarSe tu estudaste quem sou eu para discordar...
ResponderEliminarSó não apago o comentário porque até és bom rapaz.
ResponderEliminarVá, apresenta lá argumentos
Querem ver que o Sérgio também esteve convertido? Não me admirava...
ResponderEliminarPor acaso fui reler e corrigi o primeiro parágrafo. Escrever muito também dá nisto: anda-se à volta da primeira frase e depois fica uma coisa muito pretensiosa sem ser essa a intenção.
ResponderEliminarObrigado aos dois
Bonita a humidade que não está ao alcance de muitos...
ResponderEliminar"Melhor é acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão."
ResponderEliminarTens cada uma. O resistente que se defenda
ResponderEliminarOnde é que foste buscar essa ideia? O que é que andas a fumar? Muito psicadélico mesmo.
O link não abre.
Abraço.