Absurdo- significado: -que não faz sentido. -que se opõe ao convencionado ou convencional. Em literatura: -o absurdo é uma técnica literária que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico previsível, mas incompatível com o elemento novo. E pronto, hoje não me apetece dizer mais nada! Foi só para quem não tem dicionário!
Mas há também quem diga que o absurdo é a estrutura constitutiva da condição humana, no sentido em que em cada momento da nossa existência nos encontramos sem qualquer justificação antecedente ou posterior, uma espécie de ponto zero de todo o sentido. Este "significante vazio", que marca o horizonte abismal de toda a nossa vida, determina uma luta interminável em vista da constituição, em cada momento, do sentido da existência. O absurdo está assim intimamente conectado com o imperativo da responsabilidade ilimitada por cada um de nós, pelos outros - os nossos contemporâneos e os vindouros - e também, sobremaneira hoje, pela natureza no seu conjunto. É sempre útil voltar a ler quem pensou genialmente esta problemática. O imortal Albert Camus, nomeadamente no seu "o mito de Sísifo", ou "o homem revoltado".
Creio que o conceito de absurdo nesta citação de Schelling é o que se utiliza nas demonstrações matemáticas de "redução ao absurdo". É o sentido elencado pela Isabel acima de "ausência de sentido lógico" e não o existencial que remete para Sartre e a Camus.
Dou toda a razão a Schelling. Há verdadeiramente porta-vozes do absurdo tembám hoje em dia. Mas advirto contra o uso do adjectivo "absurdo" de uma forma genérica contra tudo de que discordamos. É uma falta de respeito para com as ideias e as propostas alheias e, além disso, diminui o força dos nossos argumentos.
Não digo que o absurdo existencial seja totalmente outra coisa, mas que a possibilidade do sentido radica na existência e na linguagem e, por isso, antecede toda e qualquer outra condição. Quando pensamos a possibilidade da morte e o não ser, encontramo-nos numa situação de desespero, de pura ausência, em que já não há linguagem, nem qualquer possibilidade.
Olha eu conheco o autor do absurdo português... Consegues adivinhar?
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ResponderEliminarEu também conheço.
Absurdo- significado:
ResponderEliminar-que não faz sentido.
-que se opõe ao convencionado ou convencional.
Em literatura:
-o absurdo é uma técnica literária que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico previsível, mas incompatível com o elemento novo.
E pronto, hoje não me apetece dizer mais nada!
Foi só para quem não tem dicionário!
Mas há também quem diga que o absurdo é a estrutura constitutiva da condição humana, no sentido em que em cada momento da nossa existência nos encontramos sem qualquer justificação antecedente ou posterior, uma espécie de ponto zero de todo o sentido.
ResponderEliminarEste "significante vazio", que marca o horizonte abismal de toda a nossa vida, determina uma luta interminável em vista da constituição, em cada momento, do sentido da existência.
O absurdo está assim intimamente conectado com o imperativo da responsabilidade ilimitada por cada um de nós, pelos outros - os nossos contemporâneos e os vindouros - e também, sobremaneira hoje, pela natureza no seu conjunto.
É sempre útil voltar a ler quem pensou genialmente esta problemática. O imortal Albert Camus, nomeadamente no seu "o mito de Sísifo", ou "o homem revoltado".
Creio que o conceito de absurdo nesta citação de Schelling é o que se utiliza nas demonstrações matemáticas de "redução ao absurdo". É o sentido elencado pela Isabel acima de "ausência de sentido lógico" e não o existencial que remete para Sartre e a Camus.
ResponderEliminarDou toda a razão a Schelling. Há verdadeiramente porta-vozes do absurdo tembám hoje em dia. Mas advirto contra o uso do adjectivo "absurdo" de uma forma genérica contra tudo de que discordamos. É uma falta de respeito para com as ideias e as propostas alheias e, além disso, diminui o força dos nossos argumentos.
ResponderEliminarNão digo que o absurdo existencial seja totalmente outra coisa, mas que a possibilidade do sentido radica na existência e na linguagem e, por isso, antecede toda e qualquer outra condição. Quando pensamos a possibilidade da morte e o não ser, encontramo-nos numa situação de desespero, de pura ausência, em que já não há linguagem, nem qualquer possibilidade.
ResponderEliminarEste bilhar é muito grande.
ResponderEliminarÉ engraçado ler comentário uns tempos depois
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