terça-feira, 16 de novembro de 2010

do absurdo

 


 





 


 


 


 


 


Não existe absurdo


que não encontre


o seu porta-voz.




 


Friedrich W. J. Schelling


(filósofo alemão 1775-1854)

9 comentários:

  1. Olha eu conheco o autor do absurdo português... Consegues adivinhar?

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  2. Absurdo- significado:
    -que não faz sentido.
    -que se opõe ao convencionado ou convencional.
    Em literatura:
    -o absurdo é uma técnica literária que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico previsível, mas incompatível com o elemento novo.
    E pronto, hoje não me apetece dizer mais nada!
    Foi só para quem não tem dicionário!



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  3. Mas há também quem diga que o absurdo é a estrutura constitutiva da condição humana, no sentido em que em cada momento da nossa existência nos encontramos sem qualquer justificação antecedente ou posterior, uma espécie de ponto zero de todo o sentido.
    Este "significante vazio", que marca o horizonte abismal de toda a nossa vida, determina uma luta interminável em vista da constituição, em cada momento, do sentido da existência.
    O absurdo está assim intimamente conectado com o imperativo da responsabilidade ilimitada por cada um de nós, pelos outros - os nossos contemporâneos e os vindouros - e também, sobremaneira hoje, pela natureza no seu conjunto.
    É sempre útil voltar a ler quem pensou genialmente esta problemática. O imortal Albert Camus, nomeadamente no seu "o mito de Sísifo", ou "o homem revoltado".

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  4. Creio que o conceito de absurdo nesta citação de Schelling é o que se utiliza nas demonstrações matemáticas de "redução ao absurdo". É o sentido elencado pela Isabel acima de "ausência de sentido lógico" e não o existencial que remete para Sartre e a Camus.

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  5. Dou toda a razão a Schelling. Há verdadeiramente porta-vozes do absurdo tembám hoje em dia. Mas advirto contra o uso do adjectivo "absurdo" de uma forma genérica contra tudo de que discordamos. É uma falta de respeito para com as ideias e as propostas alheias e, além disso, diminui o força dos nossos argumentos.

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  6. Não digo que o absurdo existencial seja totalmente outra coisa, mas que a possibilidade do sentido radica na existência e na linguagem e, por isso, antecede toda e qualquer outra condição. Quando pensamos a possibilidade da morte e o não ser, encontramo-nos numa situação de desespero, de pura ausência, em que já não há linguagem, nem qualquer possibilidade.

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  7. É engraçado ler comentário uns tempos depois

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