Estamos quase todos de acordo: são injustos os aumentos de impostos e os cortes nos salários. São também insuficientes. Mas o descalabro da gananciosa - e fraudulenta, que raio; parece que há muitos com medo de dizer isto com todas as letras - banca não pode ficar incólume. O maior risco é o sistema bancário exigir que nada mude e que os cortes se sucedam até se pôr um ponto e vírgula na democracia (não escrevi ponto final, porque o fim da história está fora do meu alcance). Pode ser mais rápido do que se pensa.
Esta greve foi mesmo geral e fortíssima. É inequívoco. Mas não sejamos maniqueístas. Há de tudo um pouco nos que aderiram à greve e o contrário é também verdadeiro. Haverá até quem não fez greve e que estará a dar um contributo fundamental. Importa, agora, colocar a interrogação que a APEDE insere aqui.
Chega de anestesias e de coreografias várias. Se pensarmos bem, há várias formas de denunciar o status quo que espreme a democracia. Não podemos é continuar com situações semelhantes às que se seguiram ao entendimento de 2008 ou ao acordo de 2010. Na Educação, a defesa do poder democrático da escola e a eliminação do inferno da burocracia estão muito para além das questões primeiras que obrigaram à greve geral.
Sensato, lúcido, tolerante e determinado para não variar.
ResponderEliminarPois... amanhã volta a ladainha do costume. Até quando?
ResponderEliminarTão actual:
ResponderEliminar"... também eu sonho que sou uma toupeira metida num buraco, cavando, cavando. Mas oh vizinhos, quanto mais cavo menos vejo. Cego como esta noite a minar toda uma nação à procura de saída..."
Fala de Manuel Gertrudes, veterano da Guerra de 14-18, personagem de O Dia dos Prodígios, de Lídia Jorge
Ganda verdade, carago.
ResponderEliminarO país defronta-se com uma gravíssima crise social pronta a explodir...
ResponderEliminarÉ mesmo, e agora? Quartel general em Abrantes?
ResponderEliminarTriste Fado
ResponderEliminarTanta apatia, onde está o confronto de ideias, o risco é muito grande...
É este o "socialismo democrático", quem não cumpriu que pague, há que pedir responsabilidades...
Viva a todos.
ResponderEliminarSó agora. Tinha um erro que corrigi; por acaso foi uma gralha; concordo que temos uma longo caminho a percorrer; escusam é de dizer que os portugueses têm de trabalhar mais e apertar o cinto - já não pega