quarta-feira, 24 de novembro de 2010

horizonte

 


 


Estamos quase todos de acordo: são injustos os aumentos de impostos e os cortes nos salários. São também insuficientes. Mas o descalabro da gananciosa - e fraudulenta, que raio; parece que há muitos com medo de dizer isto com todas as letras - banca não pode ficar incólume. O maior risco é o sistema bancário exigir que nada mude e que os cortes se sucedam até se pôr um ponto e vírgula na democracia (não escrevi ponto final, porque o fim da história está fora do meu alcance). Pode ser mais rápido do que se pensa.


 


Esta greve foi mesmo geral e fortíssima. É inequívoco. Mas não sejamos maniqueístas. Há de tudo um pouco nos que aderiram à greve e o contrário é também verdadeiro. Haverá até quem não fez greve e que estará a dar um contributo fundamental. Importa, agora, colocar a interrogação que a APEDE insere aqui.


 


Chega de anestesias e de coreografias várias. Se pensarmos bem, há várias formas de denunciar o status quo que espreme a democracia. Não podemos é continuar com situações semelhantes às que se seguiram ao entendimento de 2008 ou ao acordo de 2010. Na Educação, a defesa do poder democrático da escola e a eliminação do inferno da burocracia estão muito para além das questões primeiras que obrigaram à greve geral.

8 comentários:

  1. Sensato, lúcido, tolerante e determinado para não variar.

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  2. Pois... amanhã volta a ladainha do costume. Até quando?

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  3. Tão actual:

    "... também eu sonho que sou uma toupeira metida num buraco, cavando, cavando. Mas oh vizinhos, quanto mais cavo menos vejo. Cego como esta noite a minar toda uma nação à procura de saída..."

    Fala de Manuel Gertrudes, veterano da Guerra de 14-18, personagem de O Dia dos Prodígios, de Lídia Jorge

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  4. Ganda verdade, carago.

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  5. O país defronta-se com uma gravíssima crise social pronta a explodir...

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  6. É mesmo, e agora? Quartel general em Abrantes?

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  7. Triste Fado

    Tanta apatia, onde está o confronto de ideias, o risco é muito grande...

    É este o "socialismo democrático", quem não cumpriu que pague, há que pedir responsabilidades...

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  8. Viva a todos.

    Só agora. Tinha um erro que corrigi; por acaso foi uma gralha; concordo que temos uma longo caminho a percorrer; escusam é de dizer que os portugueses têm de trabalhar mais e apertar o cinto - já não pega

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