quarta-feira, 17 de novembro de 2010

não desistir

 



 


 


Não serem sugados pelas forças institucionalizadas, tem sido um dos méritos de muitos blogues. O seu papel tem sido "reconhecido" por ministras e secretários de estado que caíram, por chefes de governo em apuros, por agências de comunicação social que se tornaram menos eficazes e até por aqueles que andam pela sociedade à espera que as suas diabruras não sejam denunciadas. Todos se queixam e estão cheios de razão.


 


Claro que há excepções. Há blogues que perderam credibilidade por se tornar evidente o oportunismo político dos seus editores.


 


E lembrei-me disto ao reler uma excelente entrevista ao filósofo José Gil na Pública. A páginas tantas responde assim:


 


 


Pergunta: "Diz no seu livro Portugal, Medo de Existir que o espaço público deixou de existir e que foi substituído pela comunicação social. É esta que dita que o movimento se faça numa direcção ou noutra."




Resposta: "Acho que é cada vez mais isso. A comunicação social suga essas pequenas forças, que não estão ainda institucionalizadas."

7 comentários:

  1. Muito se fala sobre qual é o verdadeiro papel dos blogues na sociedade dos dias de hoje. Uns são a favor, outros são contra; uns dizem que é a oportunidade de cada indivíduo expressar livremente a sua opinião, outros dizem que os blogues são utilizados de forma gratuita por pessoas que têm como único objectivo denegrir e ofender políticos, desportistas ou mesmo a sociedade em geral. Mas afinal qual é a verdadeira importância que os blogues têm?
    Eu defendo a tese que os blogues são, nos dias de hoje, uma ferramenta de vital importância para a divulgação de opiniões por pessoas que de outra forma jamais teriam a possibilidade de levantar a voz para defender uma qualquer ideia ou princípio. O principal fundamento do jornalismo, não só em Portugal mas também em todo o mundo, é o de que os órgãos de informação (rádios, televisões e jornais) servem para informar o leitor sobre a realidade, sobrando assim um espaço reduzido para as opiniões que os jornalistas possam ter. As opiniões são reservadas, por exemplo nos jornais, a apenas alguns jornalistas de maior importância na hierarquia do jornal, como o director, o subdirector, ou ainda o chefe de redacção.
    Pelo contrário, os blogues são o veículo perfeito para os jornalistas poderem expressar a sua opinião sem as restrições que a escrita de uma notícia exigem. Através de um blogue, o jornalista pode ficar a saber a opinião das pessoas sobre um determinado acontecimento, através dos comentários que os leitores possam vir a fazer. Os blogues dão ao jornalista a liberdade de opinião que não teriam num jornal. Estes blogues tanto podem ser individuais como estar ligados ao site de um órgão de informação. Um mesmo jornalista pode fazer os dois papéis: o de repórter que escreve uma notícia para o jornal de uma maneira objectiva e não opinativa e o de “blogger” que, através do espaço que têm online, pode livremente fazer um comentário sobre um determinado assunto.
    Acho que a principal vantagem dos blogues é a de poder proporcionar um maior contacto entre quem escreve e quem lê.

    ResponderEliminar
  2. A proliferação de blogs na Internet é um sinal evidente de que o cidadão comum aspira a algo mais do que ser chamado periodicamente a depositar um papel dobrado em 4 partes numa urna de forma redutora e impessoal. É também a demonstração da vontade expressa de comunicar, de expressar ideias por parte de gentes que de outra forma se veriam a falar para paredes perante a discordância com factos e o afastamento involuntário da participação activa na sociedade. O mundo conhece, com os blogs, uma maior diversidade interpretativa e, consequentemente, uma maior mobilização humana em redor das pequenas e das grandes causas.
    O recurso aos blogs por parte de cidadãos que nem sequer são obrigados a ter grandes conhecimentos de programação e informática aumenta exponencialmente o leque de interesses e interessados por este veículo comunicativo, mas há muitos que temem esta liberalização de ideias circulantes e que gostariam que a capacidade de opinar e informar voltasse a estar cingida aos barões da política e do quarto poder.

    ResponderEliminar
  3. Apesar de serem fontes eventualmente pouco rigorosas, a Net e os blogues podem, muitas vezes, estar mais perto da Verdade real que aquilo que encontramos nas notícias televisivas e nos jornais. Isto porque qualquer um pode escrever num blogue. E esse “qualquer um”, que a Imprensa não permite, é que é a verdadeira concertação da democracia.

    ResponderEliminar
  4. OBRIGADA Paulo! E o meu obrigada diz tudo.
    Obrigada a ti e a todos os que pela blogosfera contam e informam o que os jornais encobrem e os cor de rosa são obrigados a encobrir.

    ResponderEliminar