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sexta-feira, 25 de março de 2016

dos momentos

 


 


 


Quando comecei a usar a internet, por volta de 1994, apreciei o fenómeno e a sua universalidade, mas percebi que as inevitáveis redes sociais teriam muito de supérfluo e vacinei-me (aconteceu o mesmo com os jogos de computador uns anos antes e com as telenovelas televisivas na década anterior). O envolvimento na blogosfera docente "exigiu" a ligação ao twitter e ao facebook. Vejo utilidade nessa web 2.0 como complemento ao blogue, como um bom espaço de informação ou para comunicar com familiares ou amigos. Escolho estas alturas para me resumir à blogosfera e não farei ligações para as outras redes sociais.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

do lume brando

 


 


 


 


 


O lume brando a que os modelos neotayloristas, como o da avaliação de professores, sujeitavam os seus destinatários, fazia parte do metabolismo pré-negocial das centrais sindicais e dos partidos políticos do passado - as massas ficavam sempre prontas a protestar -. 


 


O problema é que os tempos recentes desnudaram a hipocrisia e o cinismo e não raramente os seus autores foram apanhados em situações de flagrante e juvenil embaraço. E é bom que se diga que estávamos a lidar com situações requintadas que maltrataram as relações profissionais num nível inédito.


 


Assistimos a um de virar de página.


 


Não haja ilusões. Como dizem Taylor e Saarinencriou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida. Dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?".

domingo, 16 de setembro de 2012

a lição do 15 de Setembro

 


 


 


A sociedade civil portuguesa deu uma lição aos cépticos, aos tácticos e aos tortuosos e assustou os arcos de poder "deste mundo". Se, em regra, a direita mainstream acha que a rua não é para pessoas de bem, a esquerda mainstream entretém-se com o jogo os-meus-picos-de-pés-são-os-mais-resistentes-e-faço-o-for-preciso-para-isso.




A cidadania, que se expressa nas redes sociais e por vezes na rua, deixa patente que algo está a mudar em Portugal. Repito:"(...)Há quem defenda que a célebre marcha dos indignados fez cair o Governo de José Sócrates. Não sei se desta vez acontecerá algo de parecido, mas fiquei com a sensação que alguma coisa tem que acontecer.(...)"




A RTP1, enquanto não é oferecida a privados por ordem do primeiro-ministro António Borgespublica um vídeo muito interessante com uma edição especial realizada na noite de 15 de Setembro; aqui.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

movem-se

 


 


 


 


 


 


 


É comum a crítica de que proliferam os sindicatos de professores e ultimamente têm-se multiplicado os movimentos nas redes sociais. Têm sido evidentes os resultados negativos de tanto sindicato, mas é inevitável, e muito saudável, o aparecimento de acções decorrentes da Web 2.0.


 


Os movimentos de professores tiveram um papel interessante nos últimos anos e os professores contratados anunciam a criação de uma associação que merece apoio e atenção.


 


 


Professores contratados criam associação para enfrentar ministério

quarta-feira, 7 de março de 2012

pensava que tinham sido os professores e a sua avaliação

 


 


 


José Adelino Maltez, professor de Ciência Política do ISCSP de Lisboa, surprendeu-me. Na Pública de 4 de Março de 2012, página 27, diz assim: "(...)Aquela manifestação de 12 de Março de 2011, com 200 mil pessoas, foi um êxito. Pura e simplesmente fez cair o Governo de José Sócrates. Esse tipo de movimentos tem um papel importante, para pressionar o poder político.(...)".


 


A influência da Web 2.0 colocou, a partir de 2007, a contestação dos professores portugueses fora do controle das forças institucionalizadas e assustou-as. Os professores portugueses, que exerceram a sua cidadania na blogosfera e nos movimentos independentes, tiveram de ouvir as critícas de uma série de arautos das boas virtudes da totalidade do mainstream que se afirmavam defensores de uma espécie de democracia finalizada e em estado de plenitude. Com o denominado movimento dos indignados passou-se mais ou menos o mesmo. As redes sociais, os movimentos de cidadania e a "rua" só são consideradas vitais pelas forças partidárias, e pelos seus satélites, quando são úteis para as suas acomodações mais diversas.

terça-feira, 22 de março de 2011

digam o que disserem

 


 


Se tomarmos como referência as semanas que antecederam a geração à rasca e o próprio acontecimento, e se comparamos a intensidade política antes e depois disso, temos fortes motivos para acreditar que o mundo mudou muito e que os exercícios de cidadania nunca são em vão.

terça-feira, 8 de março de 2011

marcha da indignação, agora sim

 



 


Estive o dia todo fora da rede. Quando ontem programei o post para comemorar o terceiro ano da inesquecível manifestação de 8 de Marco de 2008, fiz um link para a marcha da razão que se realizou a 8 de Novembro do mesmo ano. Peço desculpa pelo erro. No meio de cerca de 4000 posts, e já com tanta manifestação relatada, devo estar perdoado. Todavia, é bom recordar que, e apesar de se julgar impossível, o 8 de Novembro superou o 8 de Março. Nomeei a manifestação do dia 8 de Março de 2008 como "Marcha da indignação" e o título do post ficou "Mais de 100 mil professores em rede"; está aqui. Os títulos e as nomeações foram bem pesadas. Que me desculpem os mais cépticos, mas acredito que é possível renovar a esperança.

não gostei

 


 


 


Não gostei da sobranceria (isto para ser brando) que o chefe do governo usou para se referir aos jovens que interromperam, em Viseu, um comício do PS. Foi de muito mau gosto que tivesse dito que era uma partida de Carnaval e demonstrou como a estratosfera portuguesa, que viveu de benesses ilimitadas e de outras coisas mais, não aprendeu nada com o que se está a passar no mundo e continua num registo predador. Tenho ideia que este PS estava eufórico com o não chumbo na Alemanha na semana passada e foi mais uma demonstração da obstinada pobreza de espírito.


 


Os jovens da "geração à rasca" exerceram aqui um direito de resposta à SIC e ao eterno combatente anti-causas-dos-professores Miguel S. Tavares. Não sei se valeu muito a pena. No texto também se demarcaram de um movimento do facebook que reivindica "Um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política". A primeira vez (fiz umas três) que postei nesse grupo foi no sentido de se mudar a designação para "Um milhão em protesto na Avenida da Liberdade" e que o caderno de encargos se podia construir ao longo do tempo. Também me pareceu que algumas destas iniciativas fracassarão, mas isso acontecerá pelo elenco das propostas e nunca por falta de espaço.

segunda-feira, 7 de março de 2011

velocidade

 



 


 


 


O lume brando a que os modelos neotayloristas, como o da avaliação de professores, sujeitavam os seus destinatários, fazia parte do metabolismo pré-negocial das centrais sindicais e dos partidos políticos do passado - as massas ficavam sempre prontas a protestar -. O problema é que os tempos recentes desnudaram a hipocrisia e o cinismo e não raramente os seus autores foram apanhados em situações de flagrante e juvenil embaraço. E é bom que se diga que estávamos a lidar com situações requintadas que maltrataram as relações profissionais num nível inédito.


 


Assistimos a um de virar de página. Não haja ilusões. Como dizem Taylor e Saarinen, criou-se uma mediatrix por uma espécie de revolução despercebida. Dizem os autores de Media Philosophy: "Velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?".

sábado, 19 de fevereiro de 2011

mais um

 


 


 


Aparecem como cogumelos os movimentos nas redes sociais. O Protesto Geração à Rasca já tem mais de 11 mil pessoas no facebook e afirma-se como ""apartidário, laico e pacífico", reivindica o direito ao emprego, o fim da precariedade, a melhoria das condições de trabalho e o reconhecimento das qualificações."


 


O movimento que reivindica 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política tem mais de 24 mil pessoas no facebook e parece estar em vias de convocar a dita manifestação.


 


Mais ou menos controversos, estes movimentos são um sinal dos tempos e a qualquer momento um deles pode tornar-se num caso sério para a sociedade.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

riscos

 


 



 


 


Quando um movimento de pessoas quer afirmar a sua verdade para além do que existe, as reacções cautelosas fazem-se ouvir. Teme-se que a coberto da melhor das intenções possa medrar a mais populista das ideias ou que o seu espaço seja preenchido por outros.


 


Os democratas têm sempre muito cuidado nas críticas que fazem para que não se abram portas ao populismo. Mas tudo isto tem limites; e o primeiro deles é determinado pela impossibilidade de conter a injustiça.


 


Os movimentos na blogosfera e nas redes sociais são determinantes, embora não tenham a eficácia das acções de rua. Mas não basta ir para a rua, é necessário que essa representação dê corpo às vontades não institucionalizadas. Quem não adormece sem contar eleitores, apavora-se com a rua e principalmente com a heterodoxia. É um pouco disso o que pode ler, aqui, aqui, e aqui, a propósito do que se vai passando com o bonito milhão do facebook.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

1 milhão na avenida da liberdade

 


 


Está a nascer no facebook um debate à volta de uma ideia que pretende levar um milhão de pessoas à Avenida da Liberdade, em Lisboa. Se quiser aderir ou saber mais detalhes é só clicar aqui.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

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Colocar novamente um NIB como título é uma forma de publicitar que a luta jurídica desenvolvida por professores requer um novo financiamento. Já o fiz. Quem quiser dar uma ajuda, deve passar por este post do Paulo Guinote ou fazer um depósito na conta com o NIB que está no título. Se o Paulo Guinote cumprir a ameaça de finalmente passar uns dias na Polínésia Francesa, espero que não me atribuam qualquer responsabilidade.

domingo, 12 de dezembro de 2010

novo mundo com paredes de vidro

 


 



 


 


 


A era da comunicação tem tanto de absurdo como de virtual. O voyeurismo tem vários pesos e medidas e legitimou-se. O corpo organológico, o cyborg, está como sempre no limiar da implosão. O apelo da sobrevivência exige que na contratualização com a informação se sobreleve a capacidade de desligar.


 


 


Houve uma revolta popular online em defesa da WikiLeaks

domingo, 28 de novembro de 2010

wikileaks

 


 


 



 


 


 


O site Wikileaks que publica documentos classificados dos diversos serviços secretos está a abalar as relações entre países. É corrente dizer-se que na diplomacia internacional não se limpam armas e que o jogo é de vida ou de morte; não há espaço para meios termos nem para o lugar do outro. O referido site presta um serviço paralelo às agendas de comunicação e aos grandes órgãos de comunicação social. É mais uma faceta do principal poder que comanda o mundo. Os EUA estão a desdobrar-se em desculpas. Um caso que se deve seguir com toda a atenção e que pode abalar ainda mais a estabilidade neste conturbado início de milénio.


 


EUA espiaram líderes estrangeiros