Mostrar mensagens com a etiqueta democracia mediatizada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta democracia mediatizada. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de outubro de 2022

Dos Cursos de Comandos e da Repetição

Fui Comando. Por obrigação numa tropa para voluntários (começou nessa altura a objecção de consciência). Condicionado a dar o melhor para ser oficial e não ir parar a soldado sem graduação e sem especialidade. Éramos 87 no curso de oficiais e sobraram 7. Na prova mais mediatizada (prova de choque) éramos cerca de 500: ao segundo dia estavam cerca de 250 na enfermaria improvisada. Era tal a violência e alienação, que se traficavam tampinhas de cantil com água a 500 escudos a unidade (cerca de 100 euros com "equivalência" ao custo de vida actual). Um amigo de escola em Moçambique e que reencontrei por ali (o Jaime Naldinho), queria que lhe espetasse um prego da tenda na mão para ser evacuado. Como recusei (ele ficaria com mais uma lesão para a vida), correu atrás de mim acusando-me de estar feito com os inimigos (já não bastava o esforço daqueles dias loucos e infernais; estive para desertar a meio do curso). Dei instrução e pertenci à companhia operacional 112. Foram 18 meses inesquecíveis. Aprendi muito em diversos domínios; também na "arte da guerra" que até aí me era completamente estranha. Havia muitos exageros. Nestes cursos morreram dois ou três instruendos e alguns ficaram com lesões para a vida. Era uma coisa estúpida derivada de mau planeamento ou de insuficiências no equipamento. Não havia a mediatização actual. Era uma revolta muda. É inadmissível que se repita décadas depois (a unidade de Comandos foi extinta em 1993 e reactivada em 2002).

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Assim Vai o Mundo Trump

Captura de ecrã 2020-05-28, às 11.52.54.png


As redes sociais têm vantagens e desvantagens para a democracia; se é óbvio para quase tudo, até para os mais progressistas instrumentos científicos, também será para o fenómeno das redes sociais. Mas começa a ser evidente que no caso das redes sociais as vantagens superam largamente as desvantagens nomeadamente na possibilidade de se garantir a manutenção da própria democracia através de um debate mais livre assente na liberdade de expressão. A desorientação do autocrata Trump é um bom sinal, mas falta o mais difícil: a derrota pelo voto.



"Trump vai assinar ordem executiva sobre redes sociais após polémica com Twitter. "O Twitter está a reprimir por completo a liberdade de expressão e eu, como Presidente, não o vou permitir", declarou Trump depois de a rede social ter acionado alertas de verificação de factos na sua conta."


domingo, 17 de novembro de 2019

A Reprovação como Distracção

 


36055789143_a3775b1894.jpg


Uma população mais escolarizada e menos pobre vai reduzindo, naturalmente, o insucesso e abandono escolares. É também o caso português. Contudo, e infelizmente, ainda registamos quase 35% dos alunos a necessitarem de 10 ou 11 anos para concluírem os 9 primeiros anos de escolaridade (nada de incomum na regulação dos sistemas massificados; e sublinhe-se o paralelismo com a Bélgica, o Luxemburgo ou a Espanha), apesar de se reconhecer à escola portuguesa, a primeira da Europa no "faz-tudo", décadas de obra feita. Dizem os estudos - e as realidades - que a "ausência" de sociedade é um dever por cumprir. O abandono escolar é desse domínio. Basta interrogar as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (cerca de uma CPCJ por concelho). É, em regra, o flagelo da pobreza - ou a falta de ambição escolar das famílias - que explica o abandono escolar ou o não cumprimento da escolaridade básica "regular" de 9 anos nem em 11.


Quando o pico da discussão do programa do Governo entre Costa e Rio são as reprovações no ensino básico, é porque há uma concertação política institucional; e é recorrente. Ou seja, elege-se as reprovações como factor de manipulação e distracção da opinião publica (e confiando que a mediatização culpe escolas e professores), para que não se discuta investimentos essenciais: alunos por turma, falta de professores, currículo completo, carreiras de professores e de outros profissionais, organização, dimensão e gestão das escolas (por exemplo, o inferno da burocracia resulta da gritante incapacidade política para gerar em 20 anos uma solução informática decente para a gestão das escolas) e parque tecnológico escolar, e de outra ordem em muitos casos, no limiar do colapso. Recorro às 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Publico a primeira (encontra as outras no blogue).



"1. A estratégia da manipulação. O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".



Nota: é um desperdício de tempo incluir a discussão financeira na questão das reprovações; há estudos nos dois sentidos: mais "despesa", mesmo que residual, com e sem reprovações. E basta pensar um bocado para se perceber que as reprovações não exigem, em regra, mais turmas num dado ano de escolaridade no ano seguinte.

sábado, 19 de janeiro de 2019

É experimentarmos

 


 


É cíclico. A agenda mediática evidencia o "insucesso escolar no 1º ciclo". É um facto generalizado e que nos deve envergonhar como país. É claro que aparecem de imediato os arremessos aos professores e às escolas (nem de propósito, no dia seguinte a esta notícia lá se "apela a mais uma" "reforma"; e bem sabemos dos devaneios curriculares de Nuno Crato até com os mais pequenos). Mas o que é que esperamos? Somos 10 milhões. Há 2 milhões de pobres, o que inclui 500 mil crianças. 20 % de pobres e números próximos dos 12% de alunos que reprovam logo no 1º ciclo. É experimentarmos reduzir a pobreza que os números baixarão significativamente e com as mesmas escolas.


Captura de Tela 2019-01-18 às 17.39.08


Nota: O raciocínio, "se acha que educação é cara, experimente a ignorância”, atribuída a Derek Bok, que dirigiu a Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, pode ter um paralelismo, de algum modo, obviamente, com qualquer coisa como: "se o insucesso escolar é elevado em crianças, experimente atenuar a pobreza".

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"a culpa é dos currículos ou dos professores?", pergunta o Público

 


 


 


 


Ainda recentemente, dirigentes partidários e sindicais usaram os bons resultados internacionais dos alunos para defenderem as causas dos professores. E agora? Como é que fazem nos maus resultados? Os professores não precisam de entrar no argumentário demagógico que descredibiliza a política. Conhecem muito bem as percentagens comprovadas do sucesso escolar - não vou repetir em detalhe -: 60% para a sociedade (por defeito, para não eliminar o contraditório), 30% para a organização escolar e 10% para os insubstituíveis professores que, como repete o estudo, são amplamente reconhecidos por alunos e familiares. Para a defesa fundamentada das causas, basta a sala de aula no período abrangido: mais alunos por turma, mais turmas por professor em horários ao minuto recheados de inutilidades, congelamento das carreiras (facto exclusivo que os media se apressaram a falsificar e inverter), programas indecentes de aposentações, modelo "impensado" de gestão das escolas, hiperburocracia, atenuação do descontrole parental e do flagelo da desnutrição, tudo fazer na tal décima do sacrossanto acesso ao superior, substituição de assistentes sociais, psicólogos, médicos e electricistas de redes de computadores. Quando os dirigentes usam os resultados dos alunos para se justificarem ou promoverem, o que é que esperam da mediatização?


 



Nota para dois factos do período de escolaridade abrangido (2011-2016): aumento da pobreza e opções de Nuno Crato. 



Captura de Tela 2017-12-06 às 16.14.58


 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Lá regressa o futebol

 


 


 


 


Faço diariamente viagens curtas (5 minutos) de automóvel com a companhia das Antenas 1 e 2 e da TSF. Exceptuando a Antena 2, o ambiente é de polémica mediática. No início do mês, a exclusão dos professores no relógio do descongelamento das carreiras silenciava consciências distraídas. A imposição da presença do Governo na mesa negocial, convocou a turba do arremesso ao professor. Como regressa o campeonato de futebol, e pelo que percebi com uma greve de árbitros, o sobreaquecimento mudará a agulha até porque os opinadores circulam credenciados pela tudologia.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

do futebol total

 


 


 


 


20621012_10209669684801535_5043309342462657211_n


 


 


E o fenómeno tornou-se mesmo tão grotesco, que os canais por cabo das televisões generalistas não escapam a esse nivelamento competindo com os canais desportivos. Já nem se trata dos dias dos grandes jogos. É uma febre diária que transforma um jogo de treino num acontecimento do outro mundo. A RTP2 tem sobrevivido, apesar das tentativas do poder político mais neoliberal, e está com uma programação interessante.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

da mediatização da lista

 


 


 


A mediatização à volta da lista com o número de mortos em Pedrógão Grande atingiu um qualquer grau abaixo de zero.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Querem ver...

 


 


 


Querem ver que em Tancos prevaleciam os impossíveis inventários analógicos que, na escassez de meios humanos, nem as munições consumidas em instrução absorviam? E querem ver que isso ajeitava a prática antiga do suplemento salarial à custa de desvios? E querem ver que os paióis albergavam material obsoleto? E querem ver que a sofreguidão da democracia mediatizada associou-se ao "on bullshit" em mais um caso para a espuma dos dias? E não deixa de ser risível que um comentador-tipo se abespinhe e diga que "não houve nada em Tancos apesar da notícia ter circulado pelo mundo inteiro". O comentador queria que houvesse o que se ampliou pelo mundo e ponto final.

sexta-feira, 10 de março de 2017

a auto-estima, quinze anos depois

 


 


 


Estas epifanias são cíclicas e podemos esperar como a proposta do Francis Bacon: sentados. Lembro-me de um pico semelhante em 2004 que foi o ano em que comecei o blogue. Receei que não tivesse registado o momento, mas não. Em 27 de Maio de 2004 escrevi assim e os resultados são conhecidos no presente (é muito interessante a plêiade de especialistas):




"Não foi fácil. Só ao terceiro encontrei a auto-estima. Passei pelo que estava mais à mão, o da Porto Editora, um só volume, e nada. Fui ao grande dicionário da língua portuguesa, do Círculo de Leitores, seis volumes, e zero. Não desisti. Recorri ao Houaiss da língua portuguesa, também do Círculo de Leitores, seis volumes, seguramente os mais pesados e por isso ficaram para o fim, e lá encontrei: qualidade de quem se valoriza, de quem se contenta com o seu modo de ser e demonstra confiança nos seus actos e julgamentos

A minha dúvida não estava tanto no significado. Situava-se mais na questão da palavra composta o ser por justaposição ou por aglutinação; ter ou não hífen. Neste caso tem, porque, e muito justamente, o sujeito até pode não ter muita estima por si próprio.

Ouvi hoje uma notícia surpreendente: um conjunto de sábios comprovados, ao que julgo saber afectos à maioria que nos desgoverna, vai discutir o porquê da baixa auto-estima dos portugueses. O painel inclui: Marcelo Rebelo de Sousa, Clara Ferreira Alves, Vasco Graça Moura e António Borges, que julgo que seja um empresário bem sucedido. Espera-se que, depois da mesa-redonda (por justaposição porque existem mesas que não são redondas), a auto-estima dos conferencistas suba em flecha."


18723532_0ueVH


 


Francis Bacon.


Albertina, museum.


Viena.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

analistas algo apoplécticos

 


 


Os analistas mainstream estão algo apoplécticos com o Governo. Compreende-se. Foram anos a fio a tergiversar com o arco governativo e não entendem a gramática da geringonça. A oposição também não. Acusa o Governo de "defender a escola pública" e o PSD considera "como seus" os raciocínios políticos de Lurdes Rodrigues e Marçal Grilo. Olha que novidade.


 


(Primeira edição em 19 de Maio de 2016)


 


 


Cartoon-Egypt-Nagui-Doctor-300x160.jpg

sábado, 19 de novembro de 2016

dos modelos e da memória

 


 


 


Escrevi assim em 30 de Março de 2011:


 



Vi ontem um debate na TVI24, moderado por Constança Cunha e Sá, com a participação de Medeiros Ferreira, Santana Lopes e Fernando Rosas. Santana Lopes introduziu a avaliação de professores para condenar a oposição. Medeiros Ferreira foi taxativo: o problema estava no modelo. Uma coisa que nasce errada acaba por cair, mesmo que tarde e de forma errada. Fernando Rosas concordou.


 


A moderadora alegou com a cedência às corporações. Medeiros Ferreira voltou a ser taxativo: para além dos partidos e dos sindicatos, há outras forças na sociedade e não concordo que se possam classificar como negativas; pelo contrário, têm é de ser ouvidas. Medeiros Ferreira mostrou, mais uma vez, estar atento e informado.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

da suspensão dos cursos de Comandos

 


 


 


Fui Comando. Por obrigação numa tropa para voluntários (começou nessa altura a objecção de consciência). Condicionado a dar o melhor para ser oficial e não ir parar a soldado sem graduação e sem especialidade. Éramos 87 no curso de oficiais e sobraram 7. Na prova mediatizada (prova de choque) éramos cerca de 500: ao segundo dia estavam cerca de 250 na enfermaria improvisada. Era tal a violência e alienação, que se traficavam tampinhas de cantil com água a 500 escudos a unidade (cerca de 100 euros com "equivalência" ao custo de vida actual). Um amigo de escola (o Jaime Naldinho), queria que lhe espetasse um prego da tenda na mão para ser evacuado. Como recusei (ele ficaria com mais uma lesão para a vida), correu atrás de mim acusando-me de estar feito com os inimigos (já não bastava o esforço daqueles dias loucos e infernais; estive para desertar a meio do curso). Dei instrução e pertenci à companhia operacional 112. Foram 18 meses inesquecíveis. Aprendi muito em diversos domínios; também na "arte da guerra" que até aí me era completamente estranha. Havia muitos exageros. Nestes cursos morreram dois ou três instruendos e alguns ficaram com lesões para a vida. Era uma coisa estúpida derivada de mau planeamento ou de insuficiências no equipamento. Não havia a mediatização actual. Era uma revolta muda. É inadmissível que se repita décadas depois (a unidade de Comandos foi extinta em 1993 e reactivada em 2002).


 


Captura de Tela 2016-09-08 às 23.38.03

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

do regresso ao telejornal

 


 


 


Estive umas semanas sem telejornais e regressei ontem: abertura com a tragédia em Itália e com a violência juvenil que envolveu dois iraquianos filhos de embaixador. No segundo caso, impressiona a força de um petróleo diplomático acima da lei num país devastado pela violência.


 


Mas vi dois momentos de humor irresistível: Passos Coelho (PSD) e Mota Soares (CDS) irados com o caso CGD, mais propriamente com duas reduções: trabalhadores e actividade da banca pública; e Horta Osório: será uma espécie de Bava do Lloyd´s às aranhas com a reputação? Querem ver que também foi muito premiado no modelo Super Bock Prémio Dourado e que o banco está a afundar-se. Esteve uns dias a trabalhar no Oriente e apresentou despesas, profissionais que passam a pessoais numa trapalhada no modelo Galp Lusitano, de 3800 euros em massagens.


 


Só faltava uma notícia a anunciar a regulamentação que se segue, no jeito desastroso dos burkínis.


 


cartoon1.png


Cópia de cartoon1.png


Cópia 2 de cartoon1.png


 


Luís Afonso

domingo, 7 de agosto de 2016

Jogos Olímpicos, televisões e audiências

 


 


 


 


Os jogos são transmitidos pela RTP e pelos canais desportivos pagos. Leio críticas à programação que "deixa para os pagos as melhores transmissões". Não vou confirmar, mas é provável que discordaria. Percebe-se a imensidão de transmissões e a dificuldade em tratar todos os desportos da mesma forma. É esse o espírito olímpico e vou ficar pela RTP. Quem não tem relações privilegiadas com as GALP´s, fica pelas televisões (é risível saber que a empresa de petróleos ofereceu bilhetes para jogos de futebol). Nem sei se o escândalo da silly season lusitana estará a influenciar as audiências in loco dos jogos tal a generalização de bancadas vazias; ou com mais precisão ainda: os melhores lugares sem clientes. É um hábito antigo oferecer viagens e bilhetes para convidados. Ainda há dias uma recepcionista se admirava por pagarmos um hotel com cartão de débito e por termos apenas uma preocupação com a factura: que o hotel não fuja aos impostos. A recepcionista lá confessou: as facturas são quase todas pagas por grandes empresas. O gráfico seguinte explica alguns deslumbres e a tentativa de reposição de hábitos?


 


Captura de Tela 2016-08-07 às 14.15.14.png


 


Gráfico daqui

sexta-feira, 22 de julho de 2016

de Munique e da banalização mediática do terror

 


 


 


 


"Em comunicado, as autoridades pedem a não divulgação de vídeos ou fotos do acto terrorista", repetem as televisões imediatamente a seguir à apresentação do vídeo amador mais oportuno. Os actos terroristas têm uma ocorrência quase diária, hoje é em Munique, e os canais de cabo já só têm que programar as horas sobrantes. O mal faz sempre o seu caminho, como lemos na história e temos registado nestes tempos de triunfo do neoliberalismo como caminho ideológico único.


 


Captura de Tela 2016-07-22 às 20.28.18.png


 

sábado, 28 de maio de 2016

O Expresso está à venda?

 


 


A impressa do Expresso tem muitas referências, acusatórias do Governo, ao caso "estivadores"; umas subliminares e algumas tendenciosas. Mas a voracidade dos tempos é o que se sabe e o caso "estivadores" tornou-se um bom exemplo para o Governo e mais ainda se comparado com o anterior executivo. A desactualização da notícia evidenciou a parcialidade. Um jornalismo de referência seria, no mínimo, cuidadoso. Mas como no neoliberalismo tudo está à venda, estas nuances levantam a hipótese do desenho.


 


q-cartoon-for-sale-sign.jpeg


 

terça-feira, 8 de março de 2016

Os prós e contras e a história

 


 


 


Foi comovente ouvir a unanimidade dos jovens adultos emigrados (a maioria contra a vontade) na exaltação da escola pública das últimas décadas (e apesar da descida dos últimos dez anos). Imagina-se a irritação das "elites"; e não só, claro. O "prós e contras" da RTP1 já tem história e o de ontem não foi pioneiro na presença simultânea de Ramalho Eanes e Jorge Sampaio que não se cansaram de sublinhar e reforçar as exaltações referidas. Recordo este post de 18 de Outubro de 2010, também com a presença dos dois ex-Presidentes, em que escrevi assim:



"Quando vejo dois ex-Presidentes elegerem a avaliação de professores como um dos principais exemplos do coma financeiro que atingiu o país, convenço-me que não temos solução. É falência pela certa. Não sei o que Ramalho Eanes e Jorge Sampaio sabem de avaliação de professores, mas sei que a avaliatite situou-se no primeiro lugar das duas ou três causas com que retratam a pré-bancarrota.(...)"



As sociedades seriam bem diferentes se os humanos "perdessem" um minuto a colocarem-se, como na imagem, no lugar do outro antes de sentenciarem o que quer que fosse. Bastavam até duas elementares interrogações: e se fosse ao contrário? E se fossem os outros, por exemplo, a acusarem os ex-Presidentes pelo estado em que estamos?


 


image.jpeg