Considero os partidos políticos fundamentais para a democracia e olho para o exercício de cargos públicos como uma actividade que deve honrar quem a exerce. Portugal está num estado de pré-falência e os seus políticos são desconsiderados pela população. Haverá, decerto, muitas causas.
O desrespeito pelo bem comum, a reduzida parcimónia no uso dos financiamentos e a pouca crença na ideia de dar-o-exemplo são componentes críticas que começaram cedo nesta democracia e que atingiram dimensões assustadoras.
Estava a fazer a leitura semanal pela comunicação social regional, quando dei, aqui, com este "pequeno" exemplo:
"(...) Esta aberração escapou aos políticos que na terça-feira viajaram do Rossio para as Caldas porque os deputados não pagam bilhete (basta-lhes mostrar o cartão para viajarem à borla). Senão, os sociais-democratas teriam sido confrontados com mais esta peculiaridade da CP que insiste em maltratar os seus clientes.(...)"
É ou não risível que com um cartão de deputado se possa viajar sem bilhete num transporte público? São exemplos destes que ajudam a explicar a fragilidade em que se encontra a nossa democracia e a mentalidade que está subjacente ao exercício de funções públicas.
A total descredibilização da actual classe política. Toda.
ResponderEliminarLembro-me,nos anos 60, de ver os polícias a viajar em Lisboa de borla (fardados) . No entanto,os soldados tinham de pagar o seu bilhete.
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