O Reitor dedica mais um post, o último, à polémica que lancei a propósito do financiamento das escolas chamadas privadas (os eurozinhos são do orçamento do estado) e da forma como essas entidades contratam professores.
Fiquei na mesma com este último post e voltei a rir com vontade. O Reitor vai desistir e compreendo-o: caiu em si e um Reitor nunca gosta de fazer má figura. A preservação do arquétipo é um imperativo. Percebe-se-se a veia conservadora na tentativa de manutenção de benesses ilimitadas que se configuravam em crescendo e com um toque de eternidade.
No derradeiro post, usa carradas de retórica e não responde a qualquer das questões. Adjectiva os argumentos com uma contundência que até um Reitor se deve rir. Populismo praticado pelo topo de uma hierarquia, digamos assim.
Diz coisas acertadas e que caracterizam o assunto: "(...)é que há políticos que transferem bens públicos para os bolsos dos privados. Pois há. Mas, a esses não os procure nas prisões, procure-os nos círculos do poder (...)" E se calhar em algumas cooperativas, acrescento. No superior foi o que se viu.
Depois confessa: "(...)é também função dessas escolas dar lucros aos seus promotores (ou conhece alguém que investe para aquecer?)(...)" A resposta a esta questão é tão óbvia que até poderia ser escrita pelo próprio Reitor: "Conheço. Conheço professores que dirigem escolas públicas e muitos mais que lá leccionam". Regista-se a confissão de privatização de lucros.
"(...)Verbas no âmbito do contrato de associação, mas sim porque os alunos as preferem(...)", quando li isto vi logo que a indefesa estava no final. O Reitor bem sabe que este argumento é pura demagogia e escuso-me à desconstrução para não ferir inteligências alheias.
E acelerou em demagogia até ao fim. Ver um Reitor em plena derrapagem até é risível. Então o parágrafo "(...)A contratação de professores para qualquer escola pública deve ser precedida de procedimentos concursais públicos, equitativos e tranparentes, o que NÃO acontece em Portugal, genericamente, como bem sabe(...)." está cheio de graça. O como bem sabe, é aflitivo. É o contágio pelo vírus raitingcentral. Deve estar a referir a nova modalidade das escolas TEIP que se aproxima do modelo (classificar de modelo uma coisa que se desconhece, é abusivo claro) das escolas particulares e cooperativas.
Repito: Vitor Constâncio não se defendeu melhor no caso BPN e, a continuar assim, o Reitor terá lugar garantido na gestão de uma empresa pública ou no BCE. Vá lá: pelo menos já é Reitor.
Quero também desejar ao meu caro Reitor os melhores sucessos pessoais e profissionais, mas dentro de um conjunto de regras que sejam a bem da nação e que não nos voltem a colocar em tão indesejado estado de falência.
Muito bem, Paulo. Já estamos habituados à sua diplomacia firme.
ResponderEliminarAquele abraço, meu caro.
ResponderEliminarAquele abraço tb, meu caro
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