domingo, 27 de fevereiro de 2011

12 de março e a meia-volta do medo

 


 


Tenho escrito alguns posts a propósito dos movimentos de cidadãos que nascem nas redes sociais. É bom que se leia o caderno de encargos destes movimentos. A "Geração à rasca" e o "1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política" vão chegar à rua a 12 de Março. Vasco Pulido Valente é um pessimista e hoje no Público lê o estado político actual assim: "Porquê esta paz podre? Por uma razão muito simples, porque, do Presidente da República ao último militante, o país político anda cheio de medo - medo de ser, por erro ou por acaso, o responsável final pela crise e de atrair sobre si a ira dormente dos portugueses". Quem estiver atento, percebe com facilidade o pavor da oligarquia das benesses ilimitadas. O medo pode fazer uma alteração de 180 graus. 




 


 


 


9 comentários:

  1. Esta situação só se resolve mudando as leis, porque com estas leis ELES comem tudo e não deixam nada...E para mudar as leis só com um "partido novo" com gente que nada tem a ver com ESTES...

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  2. Concordando com o que expões, permite-me um reparo. Se o vASCO P. Valente (o nome não bate com a personagem) está de acordo com a tua (minha) opinião, ou estás errado ou alguém vai lucrar ou aproveitar disso.

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  3. Fizeste-me rir. Vasco Pulido Valente é o que se sabe e hoje escreveu isto. Se ele pretende uma outra coisa qualquer, não sei. Mas que dá para pensar, isso é inquestionável. Vamos vendo, ouvindo e lendo e não podemos mesmo ignorar.

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  4. "a ira dormente dos portugueses"

    Perdão, a ira de quem, ora digam-me lá outra vez? Dos portugueses? Aquela que os impediu de, durante dezenas de décadas, fazer uma revolução? Aquela que deixou que houvesse um coitado que até lutou por eles (Humberto Delgado) e que, mal este foi "retirado" da cena, ficou logo em estado catatónico? Aquela que os leva sempre a votar nos mesmos que, desde a Revolução dos Cravos, os roubam e lhes destroem o país?

    Desculpem, mas Vasco Pulido Valente deve estar a referir-se a outra nacionalidade qualquer. Os portugueses poucas revoluções fizeram na sua história e as que fizeram tiveram sempre grandes líderes que começaram a mexer-se sem o povo.

    Até aparecer um coitado que tenha coragem para começar a "cortar a direito" isto não vai mudar e não vai haver irá nenhuma. Espalhafato sim, até pode haver. Greves sem sentido, esporádicas e sem um verdadeiro plano de fundo e curta duração, geralmente feitas sempre pelos "mesmos", isso também haverá mas, até à data, não tiveram resultados nenhuns.

    Os funcionários públicos vão ver (já viram!) os seus salários cortados. Os professores tiveram uma Avaliação, independentemente de gostarem ou não do conceito ou até e apenas do modelo. Os trabalhadores a recibos verdes (verdadeiros e falsos) comeram com subidas de impostos e calaram. Penso que não preciso de continuar...

    Em conclusão, ou Vasco Pulido Valente se enganou no povo ou estamos a falar de um outro país onde os nacionais se chamam portugueses também.

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  5. Concordo, actualmente é vira o disco e toca o mesmo. Só com uma limpeza geral e nova mentalidade !

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  6. Paulo G. Trilho Prudencio28 de fevereiro de 2011 às 13:58

    Bem observado Elenáro e não Elenário, peço desculpa

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