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quinta-feira, 19 de maio de 2011

ouçam

 



 


Os cidadãos que exercem cargos políticos nos países da União Europeia têm definitivamente de ouvir, mas mais do que isso: têm de perceber que o que nos levou à hecatombe não pode regressar incólume; há que mudar de vida enquanto há tempo.


 


O Norte de África e o Médio Oriente não são assim tão distantes. Os países da Europa do Sul já receberam os sinais das "gerações à rasca" e - como acontecerá no caso português - quando as campanhas eleitorais terminam há um rápido regresso ao real. Aqueles que glosaram com o facto de nada de drástico ter acontecido depois das manisfestações, que não se convençam que os protestos nunca atingirão outra dimensão. E mesmo os países mais fortes do centro da Europa que se cuidem: as campanhas eleitorais internas, que duram há meses, também terminarão e os palpites sobre as férias dos outros deixarão de anestesiar.


 


Zapatero diz que é preciso ouvir os manifestantes das Portas do Sol


 A Junta Eleitoral proibiu as manifestações mas milhares de pessoas não lhe deram ouvidos e juntaram-se nas Portas do Sol, em Madrid. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, já veio dizer que “é preciso ouvir” os manifestantes.


 


 




quinta-feira, 7 de abril de 2011

decretada a falência

 


 


Importa aprender com os erros. Um dos mais recentes, e que me convenceu definitivamente de que o anúncio da falência estava por dias, foi a forma como o pessoal do mainstream, desde o chefe do governo de gestão a Pacheco Pereira, desdenhou da geração à rasca. Chegou a ser indecoroso.


 


A lição de democracia, e de cidadania, na manifestação daquelas 200 mil pessoas foi um grito de indignação que devia envergonhar a geração da ganância e das benesses ilimitadas e os seus tristes satélites. É bom que aprendam a lição para que a multidão expectante se contenha e mantenha a paciência em nome daquilo que querem preservar: a democracia e a liberdade.

quarta-feira, 23 de março de 2011

empurrados

 


 


Dá ideia que Manuel Alegre apoia a continuidade do actual primeiro-ministro. Se é assim, está ainda mais explicado o seu último resultado eleitoral. Concordo quando refere que Cavaco Silva incendiou de alguma forma a vida política. Todavia, deveria acrescentar que o presidente em último mandato (finalmente) foi empurrado pelos acontecimentos; e não foi só ele, foi todo o arco da governação de braço dado com a oposição oficial. Aliás, este peça com as afirmações de Manuel Alegre termina assim: "(...)Manuel Alegre diz que a manifestação da geração à rasca foi um reflexo da descrença que existe na sociedade portuguesa e confessa que foi das "maiores" que viu na vida "sem nenhuma estrutura partidária ou sindical".(...)"

terça-feira, 22 de março de 2011

digam o que disserem

 


 


Se tomarmos como referência as semanas que antecederam a geração à rasca e o próprio acontecimento, e se comparamos a intensidade política antes e depois disso, temos fortes motivos para acreditar que o mundo mudou muito e que os exercícios de cidadania nunca são em vão.

terça-feira, 15 de março de 2011

em directo

 


 


O acordo com os camionistas foi anunciado mesmo no final de uma entrevista em directo ao chefe do governo na SIC generalista. Como não sou nada dado a teorias da conspiração, vou lançar um outro dado que pode ajudar a pensar. Não pude estar em Lisboa, no sábado, para assistir à célebre manifestação e conviver com os meus colegas. Mas assisti, com interesse, à emissão dos três canais informativos do cabo: a SICN, a RTPN e a TVI24. O primeiro canal referido esteve tão distraído que nem imaginam. Estranhei a escassez de meios, considerando o histórico do canal.


 


Ah! É verdade, este post era sobre a entrevista ao chefe do governo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

encenação ao centro

 



 


Desde o acordo para o orçamento de 2011 que os partidos políticos do centro conjugam o verbo articular sem ser só por fumos. A revogação da reorganização curricular foi a resposta assustada à geração à rasca (na manifestação de amanhã, e apenas porque vem a propósito, não ficarão nada bem os protagonismos datados e de ocasião) uma vez que a medida atingia particularmente professores contratados. Isabel Alçada e aquele deputado do PSD para a Educação apressaram-se a desdramatizar a coisa: a primeira com a promessa do retorno e o segundo metendo os pés pelas mãos.


 


As máquinas dos partidos do centro são invejáveis, embora nada disso impeça um qualquer e inesperado terramoto. Desde o presidente da República ao chefe do governo, passando pela maioria dos deputados e militantes, o que está em jogo é a imaginação de válvulas de escape sem comprometer o status quo.

terça-feira, 8 de março de 2011

não gostei

 


 


 


Não gostei da sobranceria (isto para ser brando) que o chefe do governo usou para se referir aos jovens que interromperam, em Viseu, um comício do PS. Foi de muito mau gosto que tivesse dito que era uma partida de Carnaval e demonstrou como a estratosfera portuguesa, que viveu de benesses ilimitadas e de outras coisas mais, não aprendeu nada com o que se está a passar no mundo e continua num registo predador. Tenho ideia que este PS estava eufórico com o não chumbo na Alemanha na semana passada e foi mais uma demonstração da obstinada pobreza de espírito.


 


Os jovens da "geração à rasca" exerceram aqui um direito de resposta à SIC e ao eterno combatente anti-causas-dos-professores Miguel S. Tavares. Não sei se valeu muito a pena. No texto também se demarcaram de um movimento do facebook que reivindica "Um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política". A primeira vez (fiz umas três) que postei nesse grupo foi no sentido de se mudar a designação para "Um milhão em protesto na Avenida da Liberdade" e que o caderno de encargos se podia construir ao longo do tempo. Também me pareceu que algumas destas iniciativas fracassarão, mas isso acontecerá pelo elenco das propostas e nunca por falta de espaço.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

12 de março e a meia-volta do medo

 


 


Tenho escrito alguns posts a propósito dos movimentos de cidadãos que nascem nas redes sociais. É bom que se leia o caderno de encargos destes movimentos. A "Geração à rasca" e o "1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política" vão chegar à rua a 12 de Março. Vasco Pulido Valente é um pessimista e hoje no Público lê o estado político actual assim: "Porquê esta paz podre? Por uma razão muito simples, porque, do Presidente da República ao último militante, o país político anda cheio de medo - medo de ser, por erro ou por acaso, o responsável final pela crise e de atrair sobre si a ira dormente dos portugueses". Quem estiver atento, percebe com facilidade o pavor da oligarquia das benesses ilimitadas. O medo pode fazer uma alteração de 180 graus.