O grupo GPS é proprietário de duas escolas no concelho das Caldas da Rainha. Ao que me dizem, a forma como contratam professores, e os despedem, é própria de quem não é financiado por dinheiros públicos e vive em ambiente de desrespeito pelos mais elementares direitos de uma qualquer actividade profissional.
Grupo GPS, que inclui supermercados e imobiliárias, recebeu 33 milhões em apoios.
"Nem todas as escolas privadas com ensino gratuito pertencem a instituições sem fins lucrativos. A holding GPS [sigla de Gestão de Participações Sociais], gerida pelo antigo deputado socialista António Calvete, é proprietária de treze dos 93 colégios com contrato de associação com o Estado - além de empresas de comércio e serviços - pelos quais recebeu, em 2010, 33 milhões de euros.(...)"
Este grupo constrói colégios só no litoral (veja-se onde estão instalados).
ResponderEliminarPor exemplo,no concelho de Mafra, concelho em forte expansão, um futuro próximo subúrbio, eram precisas escolas que o Estado não fez, tendo surgido dois colégios com capacidade para 1500 alunos cada. Estes colégios foram construídos em terrenos cedidos pela Câmara a 50 anos.
Aliciaram porta a porta as famílias para porem os seus filhos nesses colégios, aldrabando-se moradas e com o aval da Câmara que transporta os alunos gratuitamente, independentemente do local onde morem, retirando-os da Escola Pública, com todos os prejuízos que isso implicou, sobretudo, o da formação dos jovens, uma vez que pais menos esclarecidos e imbuídos do “paraíso colégio”, optaram por nele porem os seus filhos e só pouco a pouco se vão apercebendo da mediocridade que reina naqueles espaços:
Ao longo do ano, os alunos conhecem na mesma disciplina dois e três professores em virtude do modelo de contratação,
Os professores vivem um clima de subserviência, sendo dotada a sua função a de meros funcionários reprodutivos do instituído por um dirigente despótico, (um economista de vão de escada que, por exemplo, entra pela porta da sala de aula, a qualquer momento, sem pedir autorização, num clima de autoritarismo e terror que, para além da atitude, a sua corpulência física institui a alunos e professores)
Os pais, qualquer que seja o motivo que os leve à escola, são imediatamente policiados pelo director que os inibe de expressarem quaisquer discordâncias
Quando algum aluno tem algum comportamento mais perturbador, encaminham-no para a escola pública
no colégio respira-se um ar de coisa estática, há relvado e jardim, o espaço reservado a brincadeira é quase nenhum e,se por azar a bola cai na relva, o aluno fica sem ela.É preciso mostrar aparência, afinal é isso que faz excelente avaliação.
etc, etc, etc,
Aqui está um TPC para algum jornalista cujo patrão não tenha relações directas ou indirectas com o negócio GPS
Uma nota:
Atenção à questão colégio: Qualquer professor que o seja de facto, um professor formado e enformado nos valores universais humanos, onde liberdade é bandeira, terá de defender o direito à existência de qualquer colégio nascido da vontade de qualquer grupo ou minoria cuja prática se inscreva nos direitos universais do homem. Porém, não se pode confundir escola privada, com negócio. E negócio é o que domina a escola privada portuguesa e na senda do qual o estado estruturou nos últimos 6 anos a escola pública que, neste momento, continua a ser referência, mas já nalguns aspectos pelas piores razões: veja-se o exemplo da senhora ministra ontem: a escola pública gasta 75 mil por turma, vocês não podem ter mais.
CUIDADO! Isto não serve o progresso humano!
As coisas que eu aprendo por aqui.
ResponderEliminarMas, então, rescindam-se os contratos com estes colégios que, pelos vistos, foram montados em vigarice na promiscuidade partidária nos graus intermédios de gestão do Ministério.
Os colégios sérios nada têm a ver com isto, nem podem comer por tabela.
O Colégio de Penafirme nada tem a ver com estas trafulhices.
E não é legítimo violar um contrato em vigor com uma entidade, apenas porque existem outras entidades que nem seriam elegíveis para com elas contratar.
O problema do socialismo é este: mete-se no mesmo saco tudo e todos. Sem inteligência (ou com a preguiça) de perceber as diferenças.
E esses 4 colégios novos (há um pequeno lapso no artigo, um dos últimos 4 colégios é o Rainha D. Leonor, também nas Caldas. O S.Mamede compraram recentemente) foram acordados com antigo director regional de educação de Lisboa, José Maria Almeida, em 2004.
ResponderEliminarSabem o que faz hoje José Maria Almeida?
É supervisor pedagógico do Grupo GPS.
Haja quem diga as verdades!
ResponderEliminarMelhor: Bem haja quem diz as verdades!