Eu estive no Campo Pequeno e fui acabar na outra já meio a desmobilizar. Tive pena de chegar no fim, mas valeu a pena. Isto, ao contrário da ‘concentração’ no campo pequeno, autenticamente desmobilizadora. A manifestação ‘à rasca’ foi um sucesso, as canções ‘roubadas a 74′ trouxeram a lágrima ao olho. O Campo pequeno uma tristeza monocórdica à procura dos seus óculos de aumento. Conclusão de um itinerante: Assim não dá. Até eu, que tentei mobilizar o mais possível para o Campo Pequeno (apesar do apesar…), porque, neste aspecto concordando com a Cristina Ribas, entendo que é preciso estarmos todos unidos e porque entendo que só juntos conseguiremos vencer, digo: CHEGA do autismo dos nossos sindicatos. Como a Cristina, gostei quando Mário Nogueira, num aparente exercício de humildade e quase mea culpa, apelou à união da classe e também à união partidária em torno da educação. Disse que apenas com os sindicatos não era possível vencer, mas que sem eles também não. Mas não foi suficiente. A sensação foi de enjoo e derrota antecipada (sem pica!). De momento, continuo firme nesta luta, dada a sua justeza a meu ver inquestionável, mas apesar das palavras de Mário Nogueira, e porque palavras leva-as o vento, considero que os sindicatos, assim fosse a nossa classe profissional menos reactiva e mais activa, estão a precisar de um manifestação interna ou externa de ‘Professores à rasca’. Uma bofetada. Mas uma bofetada activa e que encha ruas – não a que esvazia touradas, que também não leva a lado nenhum. Quando saberemos ‘capitalizar’ este imenso sentido de desgaste e revolta dos professores? Ou, uma hipótese a ter em consideração, estou eu enganado, vocês enganados, e os professores, afinal, estão mesmo acomodados e a lutar por menções de mérito e prémios do Professor do Ano, completamente desinteressados da ruína da escola pública e da qualidade da formação das gerações futuras? Se assim for, se mais não formos do que insatisfeitos e remelosos velhos do Restelo, nós os que persistimos em apontar o dedo à destruição da escola pública de qualidade, ao desinvestimento na educação e à exploração de uma classe profissional, em moldes nunca antes imagináveis, se assim for, é só dizerem-no-lo. Por mim, sei quando saio derrotado. Como Catulo, limitar-me-ei a argumentar ‘a causa vencedora agradou aos deuses, mas a perdedora agradava a Catulo’ e seja o que vocês quiserem… desunhem-se, porra. Deitem-se nos vossos sofás em frente às vossas dilectas novelas, todos contentes por serem relatores e por poderem vir a a ser excelentes bestas, bestas de mérito. E pronto, hoje sou eu que estou f..
Ou como é possível que a cor da esperança nem sempre seja o verde... ;-)
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ResponderEliminarEu estive no Campo Pequeno e fui acabar na outra já meio a desmobilizar. Tive pena de chegar no fim, mas valeu a pena. Isto, ao contrário da ‘concentração’ no campo pequeno, autenticamente desmobilizadora. A manifestação ‘à rasca’ foi um sucesso, as canções ‘roubadas a 74′ trouxeram a lágrima ao olho. O Campo pequeno uma tristeza monocórdica à procura dos seus óculos de aumento.
Conclusão de um itinerante: Assim não dá. Até eu, que tentei mobilizar o mais possível para o Campo Pequeno (apesar do apesar…), porque, neste aspecto concordando com a Cristina Ribas, entendo que é preciso estarmos todos unidos e porque entendo que só juntos conseguiremos vencer, digo: CHEGA do autismo dos nossos sindicatos.
Como a Cristina, gostei quando Mário Nogueira, num aparente exercício de humildade e quase mea culpa, apelou à união da classe e também à união partidária em torno da educação. Disse que apenas com os sindicatos não era possível vencer, mas que sem eles também não. Mas não foi suficiente. A sensação foi de enjoo e derrota antecipada (sem pica!).
De momento, continuo firme nesta luta, dada a sua justeza a meu ver inquestionável, mas apesar das palavras de Mário Nogueira, e porque palavras leva-as o vento, considero que os sindicatos, assim fosse a nossa classe profissional menos reactiva e mais activa, estão a precisar de um manifestação interna ou externa de ‘Professores à rasca’.
Uma bofetada. Mas uma bofetada activa e que encha ruas – não a que esvazia touradas, que também não leva a lado nenhum.
Quando saberemos ‘capitalizar’ este imenso sentido de desgaste e revolta dos professores?
Ou, uma hipótese a ter em consideração, estou eu enganado, vocês enganados, e os professores, afinal, estão mesmo acomodados e a lutar por menções de mérito e prémios do Professor do Ano, completamente desinteressados da ruína da escola pública e da qualidade da formação das gerações futuras?
Se assim for, se mais não formos do que insatisfeitos e remelosos velhos do Restelo, nós os que persistimos em apontar o dedo à destruição da escola pública de qualidade, ao desinvestimento na educação e à exploração de uma classe profissional, em moldes nunca antes imagináveis, se assim for, é só dizerem-no-lo. Por mim, sei quando saio derrotado.
Como Catulo, limitar-me-ei a argumentar ‘a causa vencedora agradou aos deuses, mas a perdedora agradava a Catulo’ e seja o que vocês quiserem… desunhem-se, porra.
Deitem-se nos vossos sofás em frente às vossas dilectas novelas, todos contentes por serem relatores e por poderem vir a a ser excelentes bestas, bestas de mérito.
E pronto, hoje sou eu que estou f..