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segunda-feira, 3 de junho de 2013

não haverá professores na mobilidade especial?

 


 


 


Não acredito em Portas nem em Passos Coelho quando dizem que não haverá professores na mobilidade especial. Escolhi dois vídeos da campanha eleitoral em que não disseram a verdade em relação a assuntos relacionados com professores. Há mais vídeos com o mesmo registo. E não adianta argumentarem com o desconhecimento da carreira dos professores ou da situação financeira do país. 


 


 


 


 









 


 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

mãos

 


 


Argumentar com critérios pedagógicos decisões que são exclusivamente orçamentais dá sempre mau resultado. É tão óbvia a defesa dos ensinos vocacional e profissional que nessa linha temos de encontrar disciplinas como a educação visual e tecnológica, a educação visual e a educação tecnológica. Quem defende o primeiro caminho não pode eliminar o segundo, como fez o actual Governo, e isso só acontece nas sociedades que se habituaram a denominar de infelizes os que se orgulham de trabalhar com as próprias mãos.


 


Agradar aos especuladores financeiros e desenvolver um sistema escolar moderno e completo é uma impossibilidade. No horizonte dos primeiros, imaginam-se fábricas sem matérias e sem operários. Esses aristocratas do volátil desprezam quem cheira a suor.

domingo, 17 de junho de 2012

enquanto é tempo?

 


 


Gosto da centralidade da biblioteca da escola onde sou professor. É assim desde que entrou na rede respectiva, em 1998, e tem resistido, embora os últimos anos (os adolescentes perderam o direito ao silêncio, à descoberta e à tentativa) tenham retirado alunos das bibliotecas das escolas.


 


Fiz um pequeno vídeo (25 segundos) com uma exposição de alunos do 3º ano de escolaridade, a escola é uma básica integrada, orientada pela professora de expressão plástica. É um registo para memória futura, uma vez que com a febre das essenciais vamos eliminando as artes, as humanidades e outras coisas mais. Não tarda e acordaremos no sítio errado e desfazados das sociedades mais avançadas, estabilizadas e equilibradas, onde estas supressões não estão à mercê de epifanias, de achamentos ou de abusos de poder.


 


sexta-feira, 30 de março de 2012

educação tecnológica

 


 


Recebi o seguinte email devidamente assinado:


 


Grupo 530 - Educação Tecnológica – Informações Importantes
30 de Março de 2012


É altura de dizer aos docentes do grupo 530. MEXAM-SE.


Contactei há pouco a Associação Nacional de Professores de Educação Tecnológica (ANAPET) e falei com a direção, prof. Adérito Gomes, e ele disse-me que esteve reunido (hoje à tarde) com o secretário de estado da educação, e que tem garantias que o MEC não esqueceu a disciplina e que demonstrou abertura para dar instruções às escolas para que no próximo ano letivo as ofertas de escola sejam preferencialmente nas áreas técnicas e dadas por profs. de ET.
Ele disse-me também que o sec. de estado o convidou para fazer parte de um grupo de trabalho, que irá elaborar as diretrizes para as escolas atribuírem os docentes na disciplina de oferta de escola, consoante a sua área de formação.
Temos que nos mexer, senão a disciplina cai no esquecimento, e a curto prazo acaba definitivamente!
Os de EVT mexeram-se (e bem), e conseguiram alguma coisa!
Os de TIC mexeram-se (e bem), e a disciplina aparece obrigatória no 7.º e 8.º ano!
Para finalizar, ele pediu-me para divulgar a associação pelos colegas de ET, e para todos os colegas de ET lhe enviarem e-mails (ou o contactarem) com sugestões/propostas/reivindicações.
Aqui ficam os contactos:


http://aanapet.blogspot.pt/


E-mail: direcao.anapet@gmail.com


Tlm – 919480467 (prof. Adérito Sá Gomes – direção da ANAPET)


Temos que nos unir, pois a união faz a força!
Cumprimentos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

pista para caricas

 


 


 


A Escola Básica Integrada de Santo Onofre (1993) foi pioneira na leccionação em tempo curricular, no primeiro ciclo, das denominadas expressões e das línguas estrangeiras por especialistas dos outros ciclos de ensino. O modelo foi interrompido em 2010 e sobrevivem algumas boas vontades no enriquecimento curricular. Noutro dia registei uma inigualável pista para caricas.


 


 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

da ligeireza (2)

 


 


A frase "É mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento quando nos referimos à forma como cada um aprende e é por isso que é ainda menos rigoroso hierarquizar os modos de ensinar um qualquer conteúdo" pode ser um ponto de partida para a discussão de uma série de assuntos relacionados com o sistema escolar.


 


Outra existência confirmada, mesmo que se considere que há quem vá para além do exercício de indução, é a era da globalização. Os tempos incertos que vivemos estão associados às tecnologias da informação e da comunicação e às suas redes.


 


Toda a emancipação que se exija num sistema escolar - e isso é fundamental - remete também para o que foi escrito e para a ideia de possibilidade.


 


Desde há muito que a interdisciplinaridade é perseguida pelos sistemas escolares. A sua implementação como locomotiva curricular é que pode ser desastrosa. Para se contrariar a tese de que tudo o que é transversal se dilui e se perde, atribuíram-se horas curriculares a actividades como a área de projecto.


 


Convenço-me, e por ter referido o exercício de indução, que o ensino das artes e das tecnologias da informação, e de algum modo a ideia de área de projecto, são essenciais à construção do ambiente de inovação e de apreensão do novo que importa proporcionar nas escolas. Para isso, os sistemas de informação dessas organizações necessitam de se libertar de inutilidades de má burocracia como os projectos curriculares de turma ou a aferição de competências transversais. Foram procedimentos desse género, que nasceram fora da sala de aula e que nunca lá conseguiram entrar, que nos empurraram para onde estamos. Poderá ser ligeiro e regressivo eliminar o que existe sem tocar na má burocracia. Limitarmo-nos à regulação é insuficiente quando o mundo é global, emancipador e funciona em vórtice informacional.


 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

os et´s

 



 


 


 


Prossegue a discussão sobre a proposta de estrutura curricular apresentada pelo governo. Os detalhes demonstram o avanço paulatino em direcção à ideia de disciplinas essenciais. A ideia de back to basics tem hoje caminhos divergentes: uns buscam um regresso a uma espécie de ler, escrever e contar e outros, onde me situo, encontram na má burocracia e nas inutilidades associadas os argumentos essenciais.


 


É natural que a discussão se centre nas questões laborais. Não adianta escamotear. Uma ideologia é sempre um conjunto de interesses inconfessáveis e muitos dos arautos da actual linha de cortes fazem-no por se acharem fora do empobrecimento. Percebe-se que as pessoas só têm valor-acrescentado se a quantidade do seu grupo for significativa e as minorias sentem-no na pouca pele que lhes resta.


 


O grupo de educação tecnológica do 3.º ciclo está nessa situação. Herdou um conjunto de conteúdos disciplinares desprestigiados e as mudanças qualitativas operadas não são reconhecidas pela nova onda bem-pensante e sedutora. Perde horas significativas no 9ºano e vê os poucos horários quase preenchidos pela instabilidade de quem jamais entrará para os quadros para desenvolver uma qualquer continuidade.



Para além disso, e com a conjugação da educação tecnológica com as tecnologias da informação e comunicação no 2º ciclo, a educação tecnológica reduzir-se-á no currículo dos alunos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

palavra

 



 


 


Os tempos acentuam a voracidade dos argumentos e o salve-se quem puder agudiza-se. Nos momentos mais sobreaquecidos, as ideias de cooperação e mobilização deveriam inscrever-se no topo das palavras de ordem. A responsabilidade não exclui quem quer que seja e a credibilidade da palavra dada exigiria um escrutínio individual. Quando uma sociedade resvala para o caos, lido também como o desconhecido, eleva-se a exigência dos discursos sensatos e imparciais.


 


A prática política afastou-nos do rigor da palavra dada. Tolerou-se o recurso à mentira em nome dos votozinhos como se fosse um devaneio menor da realpolitik. Como os exemplos vêm sempre de cima, a praga generalizou-se. O clima de faz de conta corrói a sociedade e perdem-se na memória os tempos em que a palavra de um responsável era para ter em conta. Um incumprimento do compromisso era explicado em detalhe e mesmo assim tinha consequências. Da recente discussão a propósito da estrutura curricular, foi o que mais me custou observar. O quase isolamento dos professores de evt só é possível porque a palavra foi substituída por palavras.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

inverdades

 


 


Sou franco: desconfiei da "sapiência" de Passos Coelho e Paulo Portas em matéria de Educação. Os atrevimentos tinham começado uns anos antes. J. Sócrates fazia-o com frequência e os resultados são conhecidos. A proposta que hoje se conheceu em matéria de estrutura curricular, transmite uma ideia que há muito se sabe: os últimos governos do PS fizeram o trabalho de sapa da desestruturação da escola pública e actual maioria agradeceu. Limitar-se-á a dar continuidade com uns ligeiros ajustamentos.


 


Passos Coelho e Paulo Portas juraram a manutenção do par pedagógico de evt em campanha eleitoral. A divisão da disciplina em duas é uma manobra (regressam a educação visual e os trabalhos manuais depois de anos a fio de desmantelamento das salas especializadas para darem lugar aos espaços de evt), contraria a propalada redução da dispersão curricular e lança milhares de pessoas no desemprego. Não lecciono a disciplina. Perante os factos, todos devemos ser professores de evt. Encontrei dois vídeos elucidativos. É grave o que vai ver. Se foram lestos na argumentação pelos votozinhos, é elementar que sejam confrontados com a proposta apresentada.


 


 






não é só a evt

 


 


A proposta de estrutura curricular suprime a formação cívica e o estudo acompanhado, a exemplo do que já tinha acontecido com a área de projecto. Numa lógica de elementaridade democrática, o corporativismo obriga-nos a dizer que o desemprego não se circunscreve aos professores de evt.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

depois da roda

 


 



 


 


Quem comparar a organização curricular europeia depois da invenção da roda, verificará que as diferenças são mínimas. Ha um outro detalhe mais ligado à história dos países e às suas idiossincrasias a par de um ou outro devaneio docimológico ou ideológico. E tem existido uma progressão que até parece concertada.


 


Por isso é que me indignam as máscaras curriculares, sejam elas de origem financeira ou não. Quando o actual governo afirmou em campanha eleitoral a sua adesão ao par pedagógico em EVT, alimentou a esperança profissional de muitos professores. Nem vou discutir nesta altura a pertinência de uma parceria nesta leccionação. O que é inadmissível é um governo, uns meses depois das eleições, afundar em angústia a vida pessoal e profissional de muitas pessoas com um regresso eufemístico à divisão disciplinar. Não se faz e ponto final.

terça-feira, 15 de março de 2011

tesouradas

 


 


 



 


 


 


Isabel Alçada afirma que o encerramento de escolas beneficia alunos e professores e que o país não está em condições de investir na área de projecto e no par pedagógico de EVT.


 


É preciso dizer que os dados disponíveis indicam que o fecho de escolas é polémico e que associa duas desvantagens: desertificação de vilas e aldeias do interior com crianças a percorrer dezenas de quilómetros diários e criação de amontoados de escolas, vulgo agrupamentos, que incompreensivelmente foram associados à megalomania e que retiram qualidade ao ambiente escolar.


 


A lucubração à volta da área de projecto e do par pedagógico deixa qualquer um estupefacto. O país não está em condições de investir no que existe há mais de dez anos? Francamente. Talvez agora se perceba a alusão que a ministra da Educação fez ao golfe das escolas privadas. Desculpem o momento humorado, mas um governo que corta a eito na Educação no mesmo dia que diminui o IVA para o golfe merece ser tratado de uma forma que não seja risível?


Educação: 400 escolas vão ser encerradas


"Isabel Alçada garante que encerramento de escolas «beneficia alunos e professores» e que é necessária a redução de professores de EVT.(...)" 

sábado, 5 de março de 2011

queda da máscara

 


 


 


Se alguém tinha duvidas, tenho ideia que ficou esclarecido: os professores são os salvadores da pátria. Dá a sensação que são quase os únicos a sofrer cortes nos salários (e desta vez não vou falar das barbaridades não financeiras perpetradas desde 2005) e a discussão à volta da possível revogação da redução curricular - ou redução da massa salarial, para se ser mais realista -, remete o governo para uma defesa que argumenta com a salvação das contas da nação. Divertido, no mínimo.


 


Às tantas, são os efeitos da existência dos movimentos não mainstream.


 


Para os menos crentes nos efeitos das lutas, deixo ficar um cartaz feito por jovens. Uma lição.


 


 


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

despedimentos em evt

 


 


Um dos secretários de estado da Educação declarou que não haverá despedimentos entre os docentes de EVT com horário zero (é bom que digam quais as actividades lectivas que lhes estão destinadas) e manteve a intransigência na eliminação do par pedagógico. Quanto aos professores contratados, a chocante omissão fez escola.


 


Pode saber mais aqui.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

carta aberta

 


 


O governo não cede na ideia de terminar com o par pedagógico na disciplina de EVT. Os professores não desistem. Há quem diga que o bloco central acordou as medidas que têm sido anunciadas para a Educação. A FNE já saiu da plataforma da Educação e o PSD não viabilizou no parlamento a suspensão da avaliação dos professores. O partido político de Cavaco Silva prepara-se para continuar a agenda desastrosa que arrasou o poder democrático da escola portuguesa.


 


 


Professores de Educação Visual e Tecnológica vão escrever uma carta aberta ao PSD

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

influência chinesa

 


 


 


 



 


Já não é só no comércio nem na venda da dívida pública. A influência chinesa chega também ao regime político. Passamos a ser um país com vários sistemas escolares. No caso que se segue, até é uma solução positiva: continuação da área de projecto e dos pares pedagógicos em EVT.


 


Madeira mantém Área de Projecto e garante empregabilidade dos docentes