Se em relação ao ensino é muito difícil falar em conhecimento no que se refere à melhor forma de o exercer, já sobre a organização escolar deveria ser possível hierarquizar escolas de gestão; mas ainda estamos na estádio de pré-identificação.
É comum dizer-se que 70% da actividade da nossa administração pública é para si própria. A informação circula dentro do Estado para que os diversos serviços se informem em duplicado ou em triplicado, como se não existisse público.
Na nossa cultura organizacional escolar começa a evidenciar-se a existência de três sub-sistemas, que são responsáveis por um volume insano de repetição e redundância de dados. O sub-sistema dos departamentos curriculares, o sub-sistema das direcções de turma e o sub-sistema administrativo acrescentam aos referidos 70% um número que deveria assustar uma qualquer ideia de sensatez. O mais grave é que quem se dedica à avaliação externa não só não contraria a tendência como a estimula e premeia.
"ainda estamos na estádio de pré-identificação. " Grande post, só que o povo prefere sangue a ter que pensar...
ResponderEliminarExcelente post (apesar de pouco comentado). De facto, qualquer um que preserve ainda algum grau de lucidez, verifica o disparate de tudo o que descreve. Como dizia o outro: teriamos o serviço sempre em ordem se não tivessemos alunos! No entanto, e mais grave do que o estimulo da avaliação externa, é para mim o facti, que vai correndo nas escolas, que os mais competentes e trabalhadores são exactamente os que mantêm e até promovem esse circulo burocrático como se não houvesse público!
ResponderEliminarDiscordo. Há questões que estão mais ainda na agenda
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