sexta-feira, 8 de abril de 2011

de barca em barca?

 


 


Só faltava ao sistema escolar que depois de se ver livre dos tripulantes de uma barca de tresloucados que atracou na nossa costa em 2005, tivesse de aturar no futuro próximo mais uma leva do género com clara contaminação central nos domínios da avaliação e das mais nefastas cooperativas de ensino. Imagine-se o que seria se o último secretário de Estado do PSD, que se passou da forma que se conhece para uma cooperativa, viesse a exercer funções de governo na Educação.


 


 


Quando se lê que o actual líder do PSD defende PPP´s na saúde e na Educação, só podemos levar as mãos à cabeça e pensar que o arco da governação não aprende mesmo e que a ganância estará sempre ao virar da primeira esquina.

6 comentários:

  1. Quanto ao Canavarro, concordo com a análise. Quanto ao que apelidas de PPP da Educação, parece-me quen vês fantasmas onde eles não existem. Parece-me muito mais lógico racionalizar os custos do ensino com uma rede de escolas públicas e privadas do que dar-se ao luxo de fazer de conta que não existem escolas privadas com contratos de associação e depois "espetar" com a Parque Escolar a gastar rios de dinheiro em escolas públicas, a fazer mais salas, quando a rede que existe chega e, se calhar, sobra. Não nos podemos dar a este luxo! Ostracizar os colégios apenas por serem privados e esquecer o trabalho de qualidade que muitos deles têm feito, esquecer que neles trabalham muitos colegas nossos, parece-me errado. Como me parece errado que as escolas públicas não gozem da mesma autonomia dos colégios com contrato de associação. A minha escola, por exemplo, com uns 7 colégios em redor, num raio de 15 km, tem continuado "à pinha". Tem sido, sistematicamente a 2ª ou 3ª melhor escola pública do distrito de Leiria, à frente das históricas escolas da cidade. Portanto, parece-me que uma boa reforma no futuro passaria por:
    - rede escolar constituída por escolas públicas e escolas com contrato de associação;
    - reequacionamento das intervenções da Parque Escolar (seja a nível do alargamento desnecessário da capacidade de algumas escolas, seja a nível da intervenção em escolas que, de todo, não requerem obras tão megalómanas)
    - definição de modelos de financiamento e de autonomia semelhantes para escolas públicas e privadas
    - financiamento de escolas (públicas e privadas) de acordo com o seu mérito e os seus resultados escolares

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  2. Acho que vão esfregando as mãos, lambendo os beiços e revirando os olhos.
    Assim a gente os impeça!

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  3. Paulo G. Trilho Prudencio9 de abril de 2011 às 12:55

    Viva.

    As PPP´s não são fantasmas; são trágicas e bem reais.

    Tenho escrito no mesmo sentido do teu comentário, com o qual concordo quase na generalidade. Apenas sublinho o facto dos resultados escolares terem ser de ponderados com outras varáveis dependentes e com a situação actual das escolas do estado: é injusto adoptar uma lógica de mercado em que as escolas do estado estão amontoadas (vulgo agrupadas) e as cooperativas não.

    Abraço.

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  4. Caro Paulo, provavelmente expressei-me mal. De facto as PPP são um poço sem fundo. E quanto à ponderação dos resultados, naturalmente há que distinguir o que é diferente, totalmente de acordo! Enfim, o problema é que quem decide parece estar noutra... Basta ver aquela primeira página do Expresso de hoje, onde se fala das personalidades que estão preocupadas e que apelam não sei bem a quê... quando, com cirúrgicas excepções, foram eles que nos conduziram a este buraco. Isto, às vezes, dá vontade de sugerir como numa equipa de futebol em crise: tem de vir um treinador estrangeiro porque um português, por mais competente que seja, não consegue levar o seu projecto a bom porto, tantas são as teias, os compadrios, as armadilhas e os jogos de bastidores que foram sendo construídos em 30 e tal anos de democracia.
    Um abraço, Paulo, e parabéns pela tua luta!

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  5. Paulo G. Trilho Prudencio9 de abril de 2011 às 17:21

    Viva caro Manuel.

    Tb escrevi o comentário a correr e com algumas gralhas; reli e reparei nisso; desculpa-

    Há ainda outras duas questões que devem ficar claras; sou contra a privatização de lucros no ensino e defendo concursos públicos para a contratação de todos os professores pagos com dinheiros públicos.

    Abraço tb e obrigado peças palavras.

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