Há uma culpa indesculpável pelo estado de bancarrota, que deve ser atribuída ao egoísmo e ao despautério de uma parte de umas gerações que gozam de um regime de benesses ilimitadas. O uso e abuso da traquitana do estado, desde as mordomias às chorudas reformas e passando pelo carreirismo mais oportunista, deu no que deu. Há também outra consequência que só a sente mesmo quem está todos os dias nas escolas. Uma boa parte dos petizes e dos adolescentes, foram educados no excesso de consumo e na lógica da criança-rei. É nesse sentido que leio este oportuno desenho. A tecnologia, esse poderoso instrumento didáctico, foi resgatada com uso totalitário para as lógicas de entretenimento, demissão parental e exibicionismo material.
desgraça
ResponderEliminarA tua lucidez e coerência são desrarmantes. Bem hajas.
ResponderEliminarComo costuma dizer um amigo meu, GRANDE FORMA.
ResponderEliminarNos EUA está consagrada a bancarrota para famílias e empresas. Declaram-se em bancarrota para ficarem protegidas dos credores, para não ficarem sem os meios necessários para recuperar, refazer a sua vida e, assim, pagar o que devem, sem grande sofrimento.
ResponderEliminarCreio que aqui se deveria proceder de igual modo. Não se pode deixar prevalecer selvaticamente os interesses dos credores, isso só vai fazer de nós uma 2.ª Grécia
Também chamo a atenção para o facto de a bancarrota ser um chavão com que procuram assustar. Como se isso fosse o fim do mundo. Esquecem-se é de dizer que os mega bancos alemães, franceses e holandeses, que são quem tem boa parte da nossa dívida é que ficavam em muitos maus lençóis se Portugal deixar de pagar. Por isso não podem deixar que isso aconteça, ou seja, isso da bancarrota é, em grande parte, um papão.
Cumprimentos
Concordo.
ResponderEliminarA honestidade intelectual do Paulo é de facto irrepreensível!
Vasco Alexandre
Um grande imbróglio Albertino. Era bom que não se esquecem: as guerras tocam mesmo a todos. Abraço.
ResponderEliminarObrigado Vasco.
ResponderEliminarÉ bom ler o que escreve, confesso. Mais ainda porque o nosso conhecimento aconteceu na relação de um encarregado de Educação com um professor.
Aquele abraço.