Os últimos seis anos revelaram inúmeros tiques totalitários. Haverá quem pense que estou a exagerar, mas a atenção aos factos, aos detalhes e ao conhecimento não se pode elidir. A formulação é simples: para um poder quase fascista (mesmo que em inconsciência) só uma resistência extrema. "(...)Foucault reconheceu, igualmente, que existe resistência onde o poder é exercido, caso contrário, seria um caso de obediência.(...)" Jardine (2007:147).
Os totalitarismos medram sempre no somatório de figuras menores, acobardadas e imaturas. Sei do modo como muitos bloggers foram intimidados. É um longo percurso de combate e de resistência que a história se encarregará de esclarecer. Foi por cá e não noutro mundo. É evidente que para os historiadores será fundamental o acesso às fontes e não sei se os bloggers estarão para isso. Talvez não queiram dar importância a quem não o merece e reconheçam que a democracia é uma construção diária e que os déspotas não se circunscrevem a nichos; não se importaram de custear o preço da liberdade. Pela minha pequena parte é simples: guardo com cuidado uma série de emails, mas jamais tomarei a iniciativa de os publicar; fiquem descansados e poupem as unhas, outrora aguçadas, ao efeito roedor.
Abração a todos.
ResponderEliminarPost lúcido e acima de tudo sem ressentimentos. Vamos esperar para ver o que acontece nesse capítulo nesta legislatura...
ResponderEliminarParabéns ao Paulo Prudêncio pelo Blog e espero que possa continuar a "custear o preço da liberdade".
Quem conhece o Paulo real, enaltece a sua maior característica - é magnânimo.
ResponderEliminarObrigado aos dois. Sem ressentimentos, mas com memória, como convém.
ResponderEliminarAh carago, Balentes.
ResponderEliminarSe bocê é um homem/mulher do Norte, não há nada que lhe escape: que ninguém pense em avordá-lo com falinhas mansas sem um cimbalino e uma francesinha na mão! O que não esteja num raio de cinco quilómetros à volta da Torre dos Clérigos é paisagem. Se for aprovado com distinção neste teste de Portualidade já pode ir contando com um convite para ser o rei/rainha da noite de S. João.
Falta pouco para o martelinho e alho pôrro. Não faltem. Desculpa a propaganda, carago. -:)
A mim vem-me à memória o final do "1900" de Bertolucci: "O patrão está morto. Pum, Pum" e o patrão fica vivo e um pouco atónito.
ResponderEliminarDivinal
ResponderEliminarPor quem sois, carago.O cimbalino e a
ResponderEliminarIdade de poesia
ResponderEliminarTenho de linkar o vosso blogue. Nome do autor? Pode enviar para o email que está no topo do blogue:
Poisé carago! Já num me lembraba do S. João.
ResponderEliminarCaro Paulo
ResponderEliminarEssa gentinha se for do norte faz-me corar de bergonha. De marteladas e alho pôrro nas fuças é do que eles precisam carago.Olha questa...Abraço
já enviei. obrigado
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