terça-feira, 19 de julho de 2011

paulo guinote, ontem, na opinião pública da sicn

 


5 comentários:

  1. Sem ter a ver com a opinião de Paulo Guinote, gostei da mãe e da sua observação.

    Ser bom ou não depende se os outros são bons ou não. Se todos tirarem 10 e um tirar 11, esse 11 é uma nota excelente. Se for mais alta, então, o petiz, é um verdadeiro prodígio. Mas será que o português só consegue medir a sua capacidade e qualidade olhando para casa do vizinho? Não será este povo capaz de trabalhar para si próprio sem olhar para comparações alheias... É muito triste esta coisa de só sermos bons ou maus comparando com o vizinho...

    Pior ainda é que esta atitude não é só na escola... É na vida... Isto faz-me lembrar as guerras típicas de vizinhos em que, se o meu vizinho tem 2 televisões eu tenho de ter 3... Somos um povo que vive sempre no n+1.

    Há uma coisa contudo que, logo no inicio do comentário de Paulo Guinote com a qual não posso concordar. Não sei se era bem isso que ele quereria dizer mas foi isto que entendi. É que se anda a trabalhar para os exames. Ou seja, não se anda a ensinar matemática, português ou seja lá o que for, anda-se a ensinar a resolver exames. Isto é tanto mais verdade que se notou pelos resultados destes exames. Muda-se o exame, baixam as notas. A culpa disto, e peço desculpa aos colegas, não é dos ministros, dos alunos ou dos programas. A culpa é do método de trabalho que se adoptou desde há uns anos para cá.

    Trabalhar só para os exames não dá resultados. Por isso não posso concordar com a opinião do nosso orador. Acho que esta visão não é de todo o caminho.

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  2. Viva Elenáro.

    Nem de propósito, hoje temos a notícia da proibição do uso de calções e chinelos no campus de uma universidade.

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  3. "Têm de ser encarados os métodos com os quais são leccionadas essas disciplinas". Eis uma afirmação tão certeira como equívoca. Tenho dúvidas que seja necessária uma determinação "concertada" dos "métodos". Se o Paulo se refere a didáctica - e parece-me que sim - estou um bocadinho cansado de ver gente que não vive nas salas de aula a determinar quais os "métodos" que devem ou não ser implementados. Sempre que as coisas correram muito bem os "métodos" foram deixados aos professores.

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  4. Só mais duas coisas ainda mais importantes. A participação do público é algo que ilustra muito bem o que se passa fora das salas de aula. Assustador. Quanto à prestação do Paulo, a mesma ponderação serena, controversa e inteligente de sempre. Um orgulho.

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  5. Tb reparei nisso; o público era mesmo espantoso

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