Um governo de um partido político denominado de socialista (é um bocado risível e datado, sei disso), e dito de esquerda, instituiu um prémio de mérito para os alunos do ensino secundário. A coisa foi muito constestada, mas a terceira via esteve com modas e estipulou 500 euros. Afinal, tratava-se de um país situado nos primeiros lugares no ranking de auto-estradas e o mais iluminado na área dos centros comerciais.
Esse governo estatelou-se e foi substituído por um de direita; de toda a direita mesmo. Dois meses depois de tomar posse, um dos seus ministros mais meritocráticos suspende o prémio e argumenta: "(...) determina-se que os valores em causa, desde que já requisitados pelas escolas, possam ser afectados a situações de apoio aos alunos e às famílias mais carenciadas.(...)"
Doidos varridos, carago.
ResponderEliminarO pior não é acabar com o prémio.
ResponderEliminarO pior, mesmo, é o ridículo de determinar isto:
«Ao aluno que deveria receber o dinheiro caberá seleccionar "aquela que deverá ser beneficiada", aponta o MEC, destacando que a alteração visa incentivar "a solidariedade".»
Solidariedade decretada desta maneira, para retirar um direito adquirido a posteriori por JOVENS???
Deviam ter vergonha.
Eu, se fosse director, tinha vergonha de comunicar tal coisa a um aluno.