sexta-feira, 16 de setembro de 2011

graduação profissional

 


 



 


 


As contratações de professores, e os denominados horários zero, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A parte técnica dos concursos, a sua metodologia e os seus procedimentos, ou são modernos e civilizados ou não. Se o são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica (até a facilitam) e ponto final.


 


Abandonar a graduação profissional, e associá-la ao modelo de gestão escolar vigente, é perigosíssimo. É triste afirmar uma coisa destas. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação será de imediato substituída pelo caciquismo, mesmo que se saiba que existirão honrosas excepções, para que se disfarcem as incompetências e as ausências de liderança.


 


A esse propósito, é oportuno inscrever a questão, Luhmann (1989), que nos interroga sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir-nos para reflectirmos sobre a responsabilidade nestes assuntos.


 


 


Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.


Barcelona: Antropos

14 comentários:

  1. Excelente, como sempre. É isso mesmo: perigosíssimo! Tb concordo que é triste ter de o afirmar, mas há que ser realista quanto aos nossos hábitos e costumes.

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  2. lucidez... sabedoria...

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  3. Concordo, excelente post.

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  4. Isto entrou na espiral da pouca vergonha...
    O salvador de uma outra Heimatland também foi eleito.

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  5. O seu texto representa o que muitos de nós gostariam de escrever. Obrigado por o fazer.

    Os melhores cumprimentos.

    Helder Diegues.

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  6. Valor da luta:

    "O Ministério da Educação esclareceu que os professores que irão assegurar os horários por preencher terão “um contrato com a duração da necessidade transitória identificada pelo estabelecimento”."

    No Público.

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  7. O meu genro foi preterido numa oferta de escola a favor de um colega com menos 3 pontos na graduação profissional mas tinha lá dado aulas no ano passado. Eram as regras da escola...

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  8. Que sirva para reflexão. Pelo menos!

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  9. Nem dinheiro temos para refletir?

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  10. Sobre o caciquismo, talvez. Não?
    O post do Paulo não vai mudar a situação. Mas alguém o irá ler e talvez medite sobre o que se está a fazer.

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