As contratações de professores, e os denominados horários zero, têm de obedecer à graduação profissional. Está mais do que provado. A dimensão geográfica da área de concurso não impede esse objectivo. A parte técnica dos concursos, a sua metodologia e os seus procedimentos, ou são modernos e civilizados ou não. Se o são, aplicam-se a qualquer dimensão geográfica (até a facilitam) e ponto final.
Abandonar a graduação profissional, e associá-la ao modelo de gestão escolar vigente, é perigosíssimo. É triste afirmar uma coisa destas. Somos uma sociedade assim e não adianta escondê-lo. A graduação será de imediato substituída pelo caciquismo, mesmo que se saiba que existirão honrosas excepções, para que se disfarcem as incompetências e as ausências de liderança.
A esse propósito, é oportuno inscrever a questão, Luhmann (1989), que nos interroga sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. Seria porque o deseja ou porque há procedimentos e regras de controlo dos comportamentos? É natural que não se consiga responder univocamente a este problema. Contudo, pode servir-nos para reflectirmos sobre a responsabilidade nestes assuntos.
Luhmann, N. (1989). La moral social y su reflexión etica.
Barcelona: Antropos
Excelente, como sempre. É isso mesmo: perigosíssimo! Tb concordo que é triste ter de o afirmar, mas há que ser realista quanto aos nossos hábitos e costumes.
ResponderEliminarlucidez... sabedoria...
ResponderEliminarConcordo, excelente post.
ResponderEliminarC-E-R-T-E-I-R-O
ResponderEliminarExcelente, Paulo!
ResponderEliminarBj
Isto entrou na espiral da pouca vergonha...
ResponderEliminarO salvador de uma outra Heimatland também foi eleito.
O seu texto representa o que muitos de nós gostariam de escrever. Obrigado por o fazer.
ResponderEliminarOs melhores cumprimentos.
Helder Diegues.
Valor da luta:
ResponderEliminar"O Ministério da Educação esclareceu que os professores que irão assegurar os horários por preencher terão “um contrato com a duração da necessidade transitória identificada pelo estabelecimento”."
No Público.
Vícios antigos.
ResponderEliminarO meu genro foi preterido numa oferta de escola a favor de um colega com menos 3 pontos na graduação profissional mas tinha lá dado aulas no ano passado. Eram as regras da escola...
ResponderEliminar
ResponderEliminarQue sirva para reflexão. Pelo menos!
Que tipo de reflexão
ResponderEliminarNem dinheiro temos para refletir?
ResponderEliminarSobre o caciquismo, talvez. Não?
ResponderEliminarO post do Paulo não vai mudar a situação. Mas alguém o irá ler e talvez medite sobre o que se está a fazer.