2008 foi a oportunidade da esquerda. Demitiu-se e perdeu.
"(...)É verdade que o governo socialista espanhol é o 10º a cair na Europa. Mas tem sido a direita a ganhar no deve e haver eleitoral. E, se, há três anos, me dissessem que a direita seria quem iria tomar as rédeas do poder na Europa para nos fazer "sair da crise" e que teríamos homens da Goldman Sachs espalhados por governos e instituições europeias, diria que se tratava de excesso de pessimismo. Mas assim aconteceu. E nesta tragédia, socialistas e social-democratas europeus têm fortíssimas responsabilidades. Como se vê em Espanha, o eleitorado de esquerda não passou para o lado de lá. Apenas deixou de acreditar nos socialistas. E, lá e cá, quem os pode condenar? (...)"
Em Espanha a Esquerda Unida obteve 1.680.810 votos e 11 deputados, multiplicando por 5 o número de eleitos de 2008.
ResponderEliminarNum círculo nacional e com esta mesma votação teria conseguido 22 deputados.
Juntando a este resultado o que foi obtido por AMAIUR (7 deputados) e UPyD (5 deputados), pode afirmar-se que finalmente a esquerda começa a dar-se conta da inutilidade do voto nos socialistas que aplicam os programas de direita com mais tenacidade e convicção que a própria direita.
Lá como cá.
Aos poucos (embora a muito custo) as pessoas reconhecem a justeza das posições do PCP sobre as condições de adesão à CEE e mais tarde ao €, bem como sobre as políticas de submissão aos interesses do capital, que foram sucessivamente protagonizadas pelos partidos do chamado "arco governativo".
é a Francisco.
ResponderEliminarClaríssimo...
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