O actual ministro da Educação insiste na ideia das disciplinas essenciais. Sinceramente, não esperava voltar a ouvir um discurso desse teor. A invenção da roda está distante, mas é seguro que sem a forma circular os solavancos aumentarão o atrito e a ineficácia.
A concentração nas essenciais inscreve mais horas curriculares e exames, para além de mais horas de formação. Um governante pode achar que faltam horas de ensino aqui ou ali para uma determinada aprendizagem e que quer examinar essses saberes muitas vezes. Mas quando enuncia publicamente que o seu achamento divide as disciplinas em mais e menos, dá um péssimo sinal à sociedade e acrescenta ruído no ensino das achadas não essenciais. Recordo-me da ministra Lurdes Rodrigues e do seu chefe Sócrates. Tanto propalaram o descrédito dos professores que acabaram desacreditados. Pode ser que o essencialismo tenho o mesmo efeito.
(1ª edição em 18 de Novembro de 2011)
Ganda texto, carago.
ResponderEliminarContrariando Saint Exupéry, neste caso o essencial NÃO é invisível. Apenas o ministro da educação não o quer ver, por razões economicistas que mascara de aprendizagens essenciais... para não ter de fazer as malas e ir embora.
ResponderEliminarSou professora de Língua Portuguesa/Português há 27 anos e continuo a acreditar que a eventual "overdose" da disciplina vai crescer na razão inversa do sucesso, por culpa das demais opções que se têm feito, nomeadamente a "imbecilização" dos programas curriculares ou a adulteração do que é fundamental ensinar/aprender para adquirir verdadeiras competências.
É. "(...) Apenas o ministro da educação não o quer ver, por razões economicistas que mascara de aprendizagens essenciais (...)" mais a convicção num back do basics na versão demasiado conservadora.
ResponderEliminargosto de "Contrariando Saint Exupéry, neste caso o essencial NÃO é invisível."
ResponderEliminarE a dita "convicção num back do basics" passa pela desvalorização da aprendizagem das línguas estrangeiras, por exemplo? Consta que Nuno Crato equaciona despir a 2ª língua do carácter obrigatório que é como quem diz eclipsá-la. A ser verdade, o "basics" remonta a que século afinal?
ResponderEliminarNuno Crato está a inscrever o seu nome no passeio dos "famosos" que citou no post e depressa de mais! Só falta ter o mesmo destino.
ResponderEliminar(Obrigada.)
Para este ministro, o essencial é mesmo reduzir, reduzir, reduzir.
ResponderEliminarMais um a maltratar as Humanidades que tanta falta fazem. E como temos constatado isso!
Mais horas letivas não adianta, quando sabes que os alunos têm um botãozinho que desliga quando o prazo do seu poder de concentração expira. E cada vez esse prazo é mais curto. Apesar da minha experiência ser com crianças do 1º ciclo, penso que nos ciclos imediatamente a seguir se passa o mesmo.
E como sempre, tenta-se dar solução aos problemas sem analisar as causas. E elas estão à vista.
É difícil, quando se vê só números.
Também, quando se exige que a escola resolva os problemas sociais das famílias, mesmo que isso prejudique as aprendizagens, é caminhar pelo caminho mais fácil, mas que duvido que seja o mais “barato”.
Todas as disciplinas são necessárias. O que não é necessário é os miúdos passarem tanto tempo na escola.
Para Oscar Wilde, o superfluo era absolutamente essencial.
ResponderEliminar- Isabel X -