terça-feira, 31 de janeiro de 2012

regressos e intemporalidades

 


 



 



 


Alguém deixou a revista da última edição do Expresso em cima da mesa e lembrei-me de ir ao site do semanário e digitalizar uma parte da capa. Há inúmeros testemunhos, e algumas evidências empíricas, que atestam a natural e histórica irreverência dos adolescentes. Mas há diferenças entre irreverência e falta de Educação.


 


A falta de confiança nos professores desenhada pelas políticas escolares dos últimos anos foi desastrosa e contribuiu para o clima vigente. Está comprovado. Reverter a situação leva tempo e requer acções, que vão da avaliação de professores à gestão escolar e passando pelo estatuto do aluno. Mas não chega. Como tenho defendido em ideias como esta, a sociedade, através do combate à ghuetização social e à exigência de mais tempo para os petizes, desempenha um papel nuclear. É fundamental mediatizar um ranking concelhio com os números do abandono e do insucesso escolares nas primeiras idades da escolarização.


 


Tenho por aqui opiniões interessantes do filósofo espanhol Fernando Savater, publicadas em 10 de Novembro de 2006.


 


"As crianças não encontram em casa a figura de autoridade", que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.


 


Para Savater, os pais continuam "a não querer assumir qualquer autoridade", preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos "seja alegre" e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador  quase exclusivamente para os professores.


 


(...)"são os próprios pais e mães que não exerceram essa  autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os", acusa.


 


(...)Muitos professores estão "psicologicamente esgotados" e se transformam "em autênticas vítimas nas mãos dos alunos".


 


(...)"A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara", afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, "uma oportunidade e um privilégio".


 


(...)as crianças não são hoje mais violentas ou mais  indisciplinadas do que antes; o problema é que "têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos".


 


(...)Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade.




2 comentários:

  1. Concordo, na integra. É necessário adquirir equilíbrio e tranquilidade, mesmo quando não estão por perto, para "salvar" o dia, de alguns alunos e o nosso, quando nos confrontamos com a dura realidade escolar.

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  2. Paulo G. Trilho Prudencio1 de fevereiro de 2012 às 13:39

    Força aí Isabel

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