quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

agregações

 


 


 


A prosápia com que se enunciam "novos" vocábulos é, muitas vezes, risível. Aprecio a evolução linguística, mas vejo o ridículo na presunção à volta da descoberta de uma palavra que nada acrescenta ao que existe. É o que se passa com a involução semântica na passagem de agrupamentos para agregações de escolas; na maioria dos casos, nem passam de amontoados. É uma insanidade usar o mesmo modelo organizacional numa escola não agrupada e, por exemplo, num agrupamento de vinte estabelecimentos de ensino com as mais diversas tipologias.


 


Aparece-me várias vezes na superfície da memória a frase de Gonçalo M. Tavares: "A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos".

3 comentários:

  1. Esta experimentação de palavrões não vai ficar por aqui.

    Porque, infelizmente, me faltam cada vez mais anos para a reforma, ainda hei-de trabalhar numa MACRO-ESCOLA.

    Era muito "à frente", hein?!

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