quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

inequívoco

 



 


Se chegámos a 2005 com cerca de 60 mil professores dos ensinos básico e secundário situados nos três escalões do topo da carreira, a culpa foi de quem usou o bem comum para perseguir interesses eleitorais e alimentar clientelas - foi assim na década de noventa do século passado e não continuou neste milénio porque a bancarrota atingiu, de forma concludente, a banca. Pode discutir-se se foi justo (afinal, existia ainda um último patamar a que os professores nunca acederam), mas não se pode responsabilizar os professores.


 


Em vez de se ter falado "verdade" a tempo, embora processos de auto-acusação sejam raríssimos, iniciámos uma viagem de retrocesso que nos aproxima da situação que encontrámos no sistema escolar quando terminou a ditadura de Salazar: a maioria dos professores estava a contrato e numa situação de precariedade.

5 comentários:

  1. "a maioria dos professores estava a contrato e numa situação de precariedade."

    E não ganhavam/ não recebiam vencimento nos meses de Verão.
    Até nisso haverá retrocesso?
    Já começaram por fazer algo parecido aos professores contratados, para além de surripiarem o subsídio de férias a todos (e o de Natal, claro!).
    Emigrar está a tornar-se um sonho, um desejo e não apenas uma necessidade. (Que pena ser tão velha!!!)

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  2. Assembleia da República
    PSD e CDS querem atribuir aos professores o estatuto de autoridade pública!?!?!?

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  3. Já só falta mesmo o Salazar!

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