Tenho um blogue porque gosto. A coerência não dogmática é um dos lemas que persigo. A defesa do poder democrático da escola, e de outras questões cívicas, desassossega-me a alma, estimula-me a escrita e exige-me, mesmo que raramente, a ultrapassagem do limiar da leveza. Por vezes, vejo-me no centro de um qualquer turbilhão. Como é a consciência que comanda as emoções e racionaliza as decisões, saio mais construído do que quando entro. As coisas pequenas ocupam o lugar da indiferença.
Não me dispo do aconchego aos meus, nem da minha pele, como todos nós. Tomo posições que considero justas, mesmo que não me facilitem a vidinha. Aprecio a responsabilidade individual. Como habito numa Madeira-mesmo-que-de-terceira-divisão, sei com o que posso contar e até me divirto o suficiente. Sei, naturalmente, que muito leitores são locais. Associar os posts ao que se passa no sítio onde resido é um devaneio que me escapa. Já disse mais do que uma vez: tenho mais vida.
Sempre assinei os textos que publiquei nos diversos suportes e nunca escrevi por encomenda. Identifico-me nos comentários que insiro na blogosfera. Este editorial sublinha a minha não militância e independência; não é um estatuto fácil.
Há posts que são publicados com gralhas ou outras coisas do género. Também pode acontecer que a rápida escolha de uma imagem não tenha uma relação directa com o texto. É raro, mas acontece. Há alturas em que não consigo evitar esse tipo de coisas e renovo as desculpas. Prometo ser ainda mais cuidadoso. Contudo, e como é evidente, isso é diferente da leitura que cada um faz dos posts.
Claro que autorizo :), Cara Maria Fernanda Fernandes. Agradeço. Estive a ler o seu blogue com atenção e vou inclui-lo na minha lista de blogues.
ResponderEliminarCumprimentos.