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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Em nome próprio

Dizia-me um amigo: "quem quiser informações sobre a minha vida cívica e pública, tem que me perguntar." Subscrevo a indignação. Digamos assim: com rigor, só ao próprio; até porque num país pequeno tudo se sabe; e ouve-se cada uma.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Editorial (33) Uma espécie de balanço

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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Editorial (32)

 


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Tenho recuperado posts e refiro a data da 1ª publicação. Contudo, e como no sistema escolar há demasiada repetição e como o blogue vem de 2004, quando faço pesquisas no que escrevi sobre determinado assunto recupero parágrafos e nem sempre digo que são reedição; esqueço-me, no mínimo, de os colocar entre aspas. Peço desculpa aos leitores mais atentos. Tentarei escrever sempre de raiz. Avisarei quando forem republicações, nem que seja com aspas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Feliz 2019

 


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Que umas boas festas antecipem um feliz 2019. Sabemos das nuvens na Europa e no mundo, mas o optimismo é um dever. Aliás, um blogue com quinze anos de publicações diárias impõe a conclusão: não existe a possibilidade de desistência nas ideias de mundo melhor e imperativo da escrita.


Tenho ficado mais pelo blogue. Por contenção de procedimentos, a presença no facebook é mais espaçada. Voltarei em 2019. Mas o mais importante, é que o próximo ano nos transporte para uma eternidade que se consolide na aventura de viver cada um dos dias.


Obrigado por passar por aqui. Tenha um bom Natal e um feliz 2019.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Editorial (31); o post 10.000

 


 


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Este é o post 10.000 com 27554 comentários. Para além da liberdade de edição, a escrita num blogue exprime emoções e aconselha e organiza os conhecimentos e o nosso mundo. Manterei o registo que tem orientado a linha editorial.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

O Correntes faz hoje 14 anos

 


 


 


 


A ideia de blogue tornou-se uma segunda pele e o "Correntes (em busca do pensamento livre)" regista 9941 "posts" num ritmo diário de publicação. Não escolhi Abril, mas depois esperei para que o significado de 25 fosse o lema inicial e uma espécie de constante editorial. Não é cómoda a condição de cidadão livre e com opinião, mas não era a mesma coisa. Gosto muito que o Correntes faça anos no 25 de Abril. Catorze anos depois, continuo a gostar de escrever e agradeço a vossa atenção.


 


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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Boas Festas e um Feliz 2018

 


 


 


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Boas festas e um feliz 2018.


Sou um optimista. Um blogue com catorze anos de publicações diárias exige a conclusão. Apesar de inúmeras vozes inscreverem a crise ética das "sociedades ocidentais", há o dever de tentarmos um mundo melhor. Depois, existe o imperativo da escrita que me surpreende quando olho para os números dos caracteres registados. São duas explicações da não desistência.


Tenho ficado mais pelo blogue. Se a sua visita é de boa vontade, o post é também para si. O mesmo acontecerá no twitter ou facebook, onde, por contenção de procedimentos, tenho uma presença cada vez mais espaçada. Aliás, se falhar, por exemplo, as mensagens nos aniversários é simplesmente por isso. Mas o que importa, é que 2018 nos transporte para uma eternidade que se consolide na aventura de viver cada um dos dias.


Obrigado por passar por aqui.


Divirta-se e seja feliz em 2018.


 


 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Editorial (31) Since 1986

 


 


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Uso intensivamente computadores desde 1986: escrita, programação de bases de dados, construção de redes e de sítios na internet e por aí fora. O blogue caminha para 13 anos num registo diário e a partilha de textos noutras redes sociais já vai quase numa década. Se quando inaugurei o blogue reduzi a publicação de textos nos jornais, também os procedimentos fora do Correntes têm que ser bem administrados para manter a motivação. Como faço questão de ler e responder a todos os comentários aos meus textos, reduzi a participação fora do blogue. É apenas este o motivo de alguma desaceleração no facebook e da quase desistência do twitter.


Recordo que ter um blogue foi, para o mainstream e nos anos iniciais, sinal de "pessoa incómoda". Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não. Mas só faltava que agora se queixassem do ritmo dos bloggers.


 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Editorial (30)

 


 


 


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Gosto de corrigir os meus textos. Reler e mudar. É um exercício interessante. Há sempre alterações a fazer. Adjectivos a mais, mas também verbos desnecessários. Quando são posts publicados procuro não alterar o sentido. É evidente que a velocidade de reacção no registo blogosférico não convive bem com a escrita mais pensada. Não é fácil. Ontem, foi um dia assim. No texto da publicação anterior mudei o sentido. Já pedi desculpa a quem comentou. Faço-o agora a quem leu e tentarei não repetir.

domingo, 19 de junho de 2016

Editorial (29)

 


 


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Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.


 


Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Editorial (28)

 


 


 


 


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Gosto da ideia de blogue. Racionalizo o mundo e liberto a alma. Os blogues são uns clássicos das redes sociais. Tento não entrar em qualquer obrigatoriedade e apenas os picos do exercício de cidadania exigiram alguns excessos. Reduzi a divulgação nas redes sociais e não repetirei alguns procedimentos.


 


"Gabo-me mais do livros que li do que tudo o que possa escrever". A frase de Jorge Luís Borges é um dos meus lemas. Nem sempre leio o que queria e quando o faço menos os posts saem com mais dificuldade. Nem tudo são rosas na blogosfera. Desgosta-me, por exemplo, a localização dos posts. É um fenómeno antigo e inevitável, mais ainda nos meios pequenos. Já se sabe: um leitor consegue fazer leituras que nunca nos passaram pela mente. Mas é um risco assumido e ponto final. Por outro lado, sei que desenvolvi alguma técnica de escrever depressa o que simplifica o imediatismo das análises, mas não invalida uma confissão: escolhia umas dezenas de posts.


 


blogue fará 12 anos em 25 de Abril de 2016 e este é o post 8910. Regista 26154 comentários. Quando olho para a coluna das etiquetas impressiono-me com o número de posts de algumas.


 


Obrigado a quem passa por aqui.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

editorial (27) - twitter e facebook

 


 


 


 


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Liguei o blogue ao Twitter e ao Facebook em 2009 e uso as cronologias com a mesma intenção de divulgação (no facebook faço ainda alguma interacção com familiares e amigos). Não publico por lá os posts todos. Pelo descrito, é natural que aceite todas as "amizades" nessas redes, mas com a interacção muito condicionada. Só removo "amizades" quando vejo que não há mesmo pachorra (deixo de seguir primeiro e depois apago mesmo).

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

editorial (26) - facebook

 


 


 


 


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Não devem chegar a uma dezena os "amigos" que removi ou bloqueei desde que, em 4 de Maio de 2009, liguei o blogue ao facebook. Comecei por accionar a ligação automática dos posts ao twitter e ao facebook e nesta altura só passo um ou outro post. Um blogue é um espaço aberto e procuro que os exercícios da liberdade de opinião e da tolerância se efectivem. Para além da audiência do blogue, vejo as redes sociais como boas ferramentas para comunicar com familiares ou amigos e para procurar informação. Aceito, obviamente, quase todas as "amizades" na cronologia. É evidente que a liberdade tem limites, isso ficou patente na primeira frase e assim continuará.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

editorial (25)

 


 


 


 


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Desde 2004, ano da inauguração do blogue, que a evolução, apesar de pontual, nos procedimentos de edição dos posts permitiu rotinas para uma melhor gestão do tempo. O antigo conceito evernet vai fazendo o seu caminho.


 


Acima de tudo gosto de ter um blogue e procuro a coerência editorial. Lamento não conseguir escrever sobre mais temas que me interessam, mas as causas que preenchem o blogue continuam desafiantes.


 


É habitual falar de audiências nestes editoriais e nada melhor do que os números (8471 posts e 25502 comentários).


 


Nesse aspecto existiram alterações.


 


Mantenho dois contadores como se pode ver na coluna direita do blogue: o Apollofind (desde 2010) e o Twingly (desde 2009).


 


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As proveniências dos visitantes tinham, ontem, os seguintes números (abaixo dos momentos históricos da luta dos professores, mas dentro das valores mais altos da história do blogue):


 


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O Correntes atingiu o nível 10 no Twingly, na escala de 1 a 10, com os seguintes números:


 


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Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.


 


Obrigado a todos os que passam por aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Editorial (24)

 


 


 


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Estou há onze anos na blogosfera e a experiência permite que consuma menos tempo nas tarefas rotineiras.


 


Por exemplo, raramente desligo o computador caseiro e mantenho abertas as janelas da gestão do blogue, do email, dos blogues que sigo (com uma excepção em que gosto de clicar sempre que lá vou), de dois ou três jornais online, do twitter, do facebook e de algumas aplicações como o filemaker ou o word (nestes casos é uma espécie de since 1990 integrada nos startup items). O sistema operativo sinaliza novas mensagens ou entradas, quando chego não perco tempo a abrir aplicações e janelas e conheço o essencial de modo mais célere.


 


Como a insolência da ignorância não tem limites, o que era de todo impensável acontece: perfis como o acima descrito são usados "oficialmente" para tentar menorizar candidaturas públicas apontando-lhes o tempo de presença nas redes sociais. A coisa agrava-se quando essas campanhas "oficiais" incluem outras práticas do mesmo nível: coisas risíveis do género da pastelaria em que o candidato lancha ou toma café e por aí fora. Bem sei que este registo escapa ao habitual, mas é só porque é carnaval. 


 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

editorial (23)

 


 


 


 


 


 



 


 


 


Falar do futuro na época em que inaugurei o Correntes era um exercício muito afastado do que se veio a viver; mesmo para os registos mais pessimistas.  


 


O primeiro editorial inscrevia a impossibilidade da escrita sobre Educação, mas em 2006 abandonei a promessa. O registo independente entranhou-se: vinha de trás e a atmosfera de liberdade é inigualável. Já vou em 7894 posts (com 24159 comentários) e não vislumbro um qualquer tempo perdido. Sei que a escrita estrutura a mente e que é um exercício de risco.


 


Em 16 de Dezembro de 2013 escrevi este post sobre os deveres de cidadania em que manifestava algum cansaço com essa espécie de já longa "profissionalização". Reservei para 2014 um abrandamento que cumpri sem muitas cedências.


 


Os blogues afirmaram-se como clássicos das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.


 


Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.


 


Obrigado a todos os que passam por aqui.


 


 


 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

editorial (22)

 


 


 


 


 



 


 


 


 


 


Quando comecei o Correntes não imaginava o que iríamos viver.


 


Se me tinha prometido não escrever sobre assuntos escolares, a ideia foi progressivamente abandonada a partir de 2006. O registo entranhou-se e só o tempo ditará o destino do blogue. Habituei-me desde cedo a não dizer nunca, em questões que não ultrapassem, obviamente, determinados limites, e a responder pelos meus actos. Sei dos custos da independência, mas a sensação de liberdade é oxigenante.


 


Quando olho para trás, e para cerca de 7665 posts, não dou o tempo por perdido. Escrever organiza as ideias e o nosso mundo e é um exercício de risco. Gosto disso. A linguagem exprime emoções e não escapo ao registo intimista.


 


Escolho os assuntos de acordo com os meus critérios e não adopto o registo assim-assim ou o calculismo da publicação para agradar a quem quer que seja. Dizem-me que, por vezes, sou contundente. Não faço por isso, mas não me queixo do retorno.


 


Os blogues são uns clássico das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.


 


Obrigado a todos os que passam por aqui.


 


 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

editorial (21)

 


 


 


 


 



 


 


 


 


O blogue fará 10 anos em 25 de Abril de 2014 e este é o post 7206. Regista 21901 comentários. Agradeço essa generosidade, sentimento que é extensivo a quem passa por aqui sem o fazer. Quando olho para a coluna das etiquetas impressiono-me com o número de posts de algumas. O blogue derivou para as políticas educativas e isso estava longe das intenções iniciais.


 


Gosto de escrever. Ajuda-me a racionalizar o mundo e a soltar a alma. É um risco que me acompanhou antes do blogue e de que não desistirei depois dele.


 


Os blogues são uns clássicos das redes sociais. Sempre tentei não entrar numa espécie de obrigatoriedade e apenas os picos do exercício de cidadania exigiram alguns excessos. 


 


Reduzi a divulgação do blogue nas redes sociais e não repetirei alguns procedimentos. Vou estar por aqui, partilharei de forma automática alguns posts no facebook (encerrei a página "Correntes" e mantenho a pessoal) e fechei o twitter. Passei a ser muito parco no uso do email e do sms e deixei de responder às provocações. Só troco emails ou sms´s com quem conheça ou me inspire confiança.


 


"Gabo-me mais do livros que li do que tudo o que possa escrever". Esta frase de Jorge Luís Borges é um dos meus lemas. Nem sempre leio o que queria e quando o faço menos os posts saem com mais dificuldade. Bem sei que desenvolvi alguma técnica de escrever depressa ao longo destes anos que simplifica o imediatismo das análises, mas isso não invalida uma confissão: dos 7206 posts escolhia umas dezenas.


 


Nem tudo são rosas na blogosfera. Inquieto-me com a localização dos posts. É um fenómeno antigo e inevitável. Um leitor consegue fazer leituras que nunca nos passaram pela mente. Como sou professor e escrevo muito sobre Educação, há a tentação para inferir que me estou a dirigir a alguma instituição em concreto. É injusto. Se há algo que me caracteriza, é alguma coragem para dizer o que penso sem tibiezas; mas com respeito. Também me inquieto com as invenções. Mas, muito francamente: é peditório esgotado e desconfio que não é nada de novo. Parece-me que já nasci assim e sei muito bem que não é fácil o estatuto de "estar por conta própria" que é impensado para o mainstream


 


E repito o último parágrafo do editorial anterior: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.


 


 


 

domingo, 3 de novembro de 2013

editorial (20)

 


 


 


 


 


 


 


 


 


Republico este Editorial escrito em 30 de Junho de 2013. Comecei a escrever o Editorial (21) e, como habitualmente, reli o anterior. Decidi republicá-lo e deixar o próximo para outra altura.


 


 


Escrever vinte editoriais em quase dez anos de blogue (este é o post 6821) dá uma média de dois pontos da situação por ano. Esta dedução não é rigorosa, uma vez que nos últimos anos fazia um balanço em jeito prospectivo por mês. Só que o último foi no longínquo 1 de Fevereiro de 2013 porque tenho respirado muito fundo para sobrevoar os meus estado de alma como verá a seguir.


 


Quem tem um blogue expõe-se. A escrita é um exercício de risco a que me habituei. Nos assuntos do sistema escolar não escapo à espécie de centralidade do espaço da minha localização física e, não raramente, vejo-me envolvido em turbilhões. Já nem me ocupa um segundo o estatuto de local-ghost. Escrevi noutras vezes e repito: "(...)como é a consciência que comanda as emoções e racionaliza as decisões, saio mais construído do que quando entro. As coisas pequenas ocupam o lugar da indiferença.(...)". E deixo passar o tempo, sempre o tempo, num dos exercícios que mais respeito: a quase infinita paciência.


 


A mistura do virtual com o real é um facto que se acentua. Já sabíamos da praga dos boatos, mas agora temos de aturar as invenções em forma de nickname que preenchem o vazio de quem não tem vida própria e faz do voyeurismo o único exercício de alteridade.


 


Há muito que me habituei às campanhas profissionais, mas o que vou registando é a impaciência dos que, nada tendo a apontar, se incomodam por não correspondermos ao que nos exigiam. Se isso até é de algum modo compreensível, o que se torna insuportável, mas também risível, é que demorem tanto a entender de vez quem faz da liberdade, no sentido pessoal e social, um modo de vida. Agrava-se quando sentimos que o que escrevi noutro editorial, "(...)Não me dispo do aconchego aos meus, nem da minha pele, como todos nós e procuro que não sejam atingidos pelas ondas de choque(...)", é uma evidência desrespeitada pelo grau zero da condição humana. E nunca me peçam detalhes porque, como sempre, só registo o que interessa.


 


Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.