quinta-feira, 19 de abril de 2012

do tempo e das verdades

 


 



 


 


Há dois tipos de comportamentos que raramente nos enganam: o do activista intolerante que apregoa o sacrifício dos outros e que na primeira oportunidade de poder se transforma na mais déspota das criaturas e o do sacrificado pela nação ou instituição que propaga aos sete ventos o seu amor à causa acima de quaisquer circunstâncias.


 


Como o primeiro tipo não está fácil de simular, talvez seja oportuno reavivar a memória para o segundo. Quando os países ou instituições vivem momentos de separação de águas, exige-se alguma coragem e firmeza e existem sempre riscos. É nesses momentos que surgem estas criaturas. Passam a mensagem de que estão a colocar o interesse geral acima do seu, tentando relegar a acção mais vertical para um registo de desinteresse pelo colectivo. O problema é sempre a ingratidão do tempo que desvenda o que realmente os moveu.


 


Há ainda um tipo três que nem merece sequer presença no catálogo. São os que navegam ao sabor da oportunidade e convencidos que ninguém os vê. Esse tipo terceiro prejudica as instituições e, obviamente, é um género de praticante que não escapa aos naufrágios. Em regra, têm o final que merecem.

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