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sábado, 27 de agosto de 2022

Da Sociedade e dos Interesses


Não podemos despir a pele e ainda bem que é assim. A singularidade dos humanos é um verdadeiro oxigénio.


Mas a história já nos ensinou vezes sem conta que quando colocamos os interesses individuais muito acima dos colectivos acabamos por afectar os segundos e irremediavelmente os primeiros. Os gestos mais egoístas que prejudicam os interesses dos grupos, acabam sempre com danos sérios para ambos: seja no âmbito nacional ou local; é só deixar passar o tempo, embora se tenha que registar, e infelizmente, que há danos que são quase irreparáveis.


Ter um olhar para o grupo e outro para o individual é uma formulação difícil; sabemos disso. Mas quem olha para o interesse geral, consegue sempre proteger os interesses mais particulares.


 


 Já usei esta argumentação noutros posts.




 

domingo, 29 de setembro de 2019

Como Salienta o Cronista

 


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"A relação entre Trump e Tancos é evidentemente absurda, e no entanto, há coincidências que fazem pensar. Será que vivemos num mundo onde os códigos de conduta políticos ou éticos correm o risco de ser reduzidos a comportamentos absolutamente irresponsáveis, inverosímeis e grotescos? Como se explica tal deriva e que consequências devemos temer? Não será preocupante que essas coincidências sejam o reflexo de acontecimentos passados que tendem a repetir-se e a amplificar-se?(...)". Este início da habitual crónica semanal de Vicente Jorge Silva, hoje ("Trump em Tancos") na impressa do Público, retrata a preocupação dos que olham com perplexidade para o desfile de irresponsabilidades. Aliás, a 1ª página do Expresso, um dos jornais dito de referência que sobra, destaca: "Tancos - PS aponta para conspiração do MP" e acrescenta que "Marcelo não atendeu telefone a Costa e ponderou pedir ao CE para depor no processo". É óbvio que este ambiente só interessará aos inimigos da democracia que espreitam nas esquinas mais inesperadas. Vai valendo que não será, realmente, "tudo a mesma coisa", mas temendo-se pelo prazo de validade; como salienta o cronista (reforçado em “Nenhum país está imune ao populismo").


Nota: é óbvio que a ascensão destes comportamentos é um resultado da queda do espaço dos "governos responsáveis" que eclodiu em 2008 e que está longe de terminar (em Portugal também).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

da alemanha como "futura âncora da europa"

 


 


 


É muito interessante a "Nova teoria do mal" de Miguel Real. Encontra-a também, e em forma de entrevista, na edição do Público de 22 de Fevereiro de 2015.


A visão maniqueísta consolidou-se e ouvi, há tempos, Mariano Gago contrapor, com absoluta mágoa, a necessidade do bem se impor ao mal. Para o ex-ministro (mais ou menos, claro), quando o bem desafia o mal no seu reduto, sofremos com as consequências; mas com o tempo, a força moral do bem sobrepõe-se às circunstâncias.


 


2ª publicação da entrevista.


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"Aos 61 anos, o filósofo, ensaísta e romancista Miguel Real lança mais um romance. Agora, em vez de ficcionar sobre a actualidade ou sobre a história, constrói uma utopia ficcional em que projecta o futuro: O Último Europeu, Edições D. Quixote.(...)


E a classe política?


(...)A classe política foi tomada de assalto, sobretudo a governação, por um conjunto de funcionários das jotas que foram servilmente subindo degrau a degrau, limpando tudo em redor como os eucaliptos, até ao momento em que não há alternativa dentro dos partidos. As possíveis grandes alternativas, as alternativas de mérito fogem para a sua profissão, para a ciência, para as artes, para o comércio, para a economia, para as finanças.


Vivemos em democracia?


Há vários tipos de democracia. Do ponto de vista formal não podemos negar que há democracia, nos grandes princípios da Europa a democracia cumpre-se: há alternativas, há alternâncias, há possibilidade de contestação, há liberdade de expressão, de reunião, de manifestação, tudo isso é muito importante. Quem viveu antes do 25 de Abril não pode negar que este é o melhor regime.(...)


Há excepções?


(...)Agostinho da Silva contava uma história da serra da Malcata, onde na década de 1960 havia cinco famílias num povoado. Três dessas famílias emigraram, sem saber a língua, com os costumes rurais que tinham, a mentalidade da Nossa Senhora de Fátima, mas tiveram a ousadia e a coragem de ir a salto para a Alemanha e a França. Quando mais tarde regressaram triunfantes, com uma família, um carro, uma casa, quem dominava a aldeia? Os que não tinham tido a coragem de partir. Dominavam a sacristia, o minimercado, a serração da madeira e também a junta de freguesia. Portugal é um pouco isso. As elites corajosas e ousadas são as que partem. Ficam cá, em parte pois não quero generalizar, os que não têm coragem de partir, ou seja, não têm coragem de inovar. A elite portuguesa reflecte hoje isso.


No actual relativismo ético, idolatra-se o dinheiro e o consumo. Vivemos uma regressão civilizacional e estamos a voltar a um mundo mais desigual?


Socialmente mais desigual, inevitavelmente estamos. A Europa transformou-se numa empresa de negócios, uma grande empresa. As nações, os países são os sócios dessa empresa. A empresa fez-se para trocar, vender, comprar.(...)


sábado, 15 de julho de 2017

quinta-feira, 15 de junho de 2017

das contendas

 


 


 


A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:




"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



segunda-feira, 17 de abril de 2017

"Não fiquem cansados tão depressa: o mal é mais tenaz do que o bem"

 


 


"Não fiquem cansados tão depressa: o mal é mais tenaz do que o bem", é o título de mais um texto muito interessante de Pacheco Pereira. O discurso sobre o mal vem a propósito de "Trump é um perigo de dimensões mundiais e pode conduzir o mundo ao patamar de uma guerra". 


A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. É preciso estar atento, parece-me a preocupação mais evidente do texto de JPP. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:




"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



domingo, 5 de fevereiro de 2017

De Trump e da indiferença perante a crueldade

 


 


 



"(...)Pior do que a crueldade, sempre gratuita, é esta indiferença perante a crueldade. As pessoas que resolvem olhar para o lado, fugir com o rabo à seringa, pretendendo não ver. As pessoas que têm horror da resistência. Os facilitadores. Os cúmplices. Os assalariados. Os corrompidos. Os cobardes. Os amorais. Os neutros.


O que assusta em Trump não são as políticas de Trump. O que assusta é a crueldade, traço evidente para quem viu os episódios de "O Aprendiz" ou os primeiros debates contra os republicanos, quando ele não esperava ganhar.(...)"


 


Clara Ferreira Alves (2017.02.04:03)


Revista do Expresso


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

das teorias

 


 


 



Peter Albert David Singer (nascido em 1946 em Melbourne, Austrália) é filósofo e professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, na área da ética prática. Trata questões éticas numa perspectiva utilitarista. Recomento o seu livro "Ética Prática".

Retenho esta frase:




"A ética é prática, senão não é verdadeira ética. Se não for boa na prática, também não é boa na teoria".


 


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sexta-feira, 8 de abril de 2016

abecedário

 


 


 


Precisamos de um "novo" abecedário. Mas um abecedário despretensioso e artesanal como na imagem. E olhem que não é falho de ambição.


 


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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Almodóvar no Panamá?!

 


 


 


Não gostei de Pedro Almodóvar aos papéis no Panamá. Já li umas justificações no El País. Acompanho há muito, e com muito interesse, o cineasta e recordo-me dos seus ataques ferozes ao capitalismo desregulado e aos offshores. Veremos como se explica. Mas tudo isto não significa que não canse um bocado o lançamento de pedras à esquerda e à direita. A superioridade moral na humanidade não me parece que dependa da ideologia. Há corrupção onde há humanos. É evidente que o capitalismo desregulado mostra que é ainda mais propício às fragilidades de carácter e que não olha a ideologias; digamos que é corrupção a eito.


 


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